sábado, 8 de março de 2014

“Militares mendigam restos e refeições”


Ex-Combatente no Ultramar
Numa carta entregue ao princípio da tarde de ontem ao Tribunal Constitucional (TC), as associações de oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas traçam um quadro negro da actual situação militar. “Limitamo-nos a ter presentes situações, inimagináveis há apenas alguns anos, em que militares têm de mendigar os restos das refeições servidas nas suas unidades para conseguirem alimentar os seus”, alertam.
Esta iniciativa conjunta da AOFA (Associação de Ofi ciais das Forças Armadas) e das associações de sargentos (ANS) e praças (AP) junto do TC tem como único objectivo informar aquele órgão, já que as organizações de cidadãos ou os cidadãos individualmente não podem submeter pedidos de verifi cação de constitucionalidade aos juízes-conselheiros do Constitucional.
Este envio insere-se na denominada iniciativa pública decidida para o corrente ano pelas três associações profissionais sob o lema “2014: o ano em que exprimir a indignação já não é sufi ciente”.
Mas o que está em causa, no quarto no consecutivo de austeridade, são as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2014 em relação às Forças Armadas: da redução de remunerações às promoções, da situação dos militares em regime de voluntariado e contrato, passando pela redução de efectivos, degradação da associação social complementar ou a extinção do fundo de pensões.
São referidas, ainda, situações de dupla e tripla tributação aos militares na reforma, devido à contribuição extraordinária de solidariedade e ao Orçamento rectificativo, e o corte nas pensões de sobrevivência das viúvas. As alterações à assistência à doença e regras do suplemento de residência constam, também, das queixas das associações ao TC.
Para além do recurso às sobras alimentares, a AOFA, ANS e a AP revelam que, por falta de meios para se deslocarem, militares longe da sua residência não prestam apoio presencial às famílias e admitem situações de insolvência.
Resolvemos dar a conhecer ao Tribunal Constitucional algumas das muitas situações em concreto, não duvidando de que elas serão decisivas para formular os juízos que se impõem”, conclui a missiva.
(Artigo do Jornal O PÚBLICO de hoje)
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Dou comigo a pensar: - "Estes 'gajos' estão cobertos de razão... mas a razão não põe pão na mesa!" As 'guerras' que foi necessário travar para conseguir consensos nas intermináveis sessões acontecidas em Pedrouços, nos Altos Estudos Militares, durante o PREC... sabendo-se de antemão que tudo o que fosse conseguido seria como areia da praia que se esvai entre os nossos dedos, aproveitando a mais pequena distração para desaparecer de todo.
A 'Tropa' tinha o 'Casão'? Acabe-se com o 'Casão', porque é um benefício não acessível ao comum do Povo! Não interessa se era mais caro ou mais barato: 'BENEFÍCIOS À 'TROPA' NÃO! COMPREM NAS COOPERATIVAS DE CONSUMO GERIDAS PELO POVO, PORQUE SOLDADOS E MARINHEIROS SEMPRE...' e era esta a porcaria da lenga lenga do costume!
A 'Tropa' tem os Serviços Sociais? A Cooperativa Militar? Os Hospitais Militares? Acabe-se com isso, porque 'eles' ganham bem e até têm colégios topo de gama para os filhinhos estudarem à conta do Povo - a voz do Povo costumava ser a voz da Razão... -, se bem que pagam com o 'couro e cabelo' o privilégio que lhes é concedido de terem os filhos entregues a quem tome conta deles, enquanto vão trabalhando esforçadamente para que os filhos possam estudar.
A 'Tropa' era, é e será sempre motivo de reserva mental por parte do Povo, porque é um perigo ter-se 'gentes' que honram a Bandeira e juram perante ela SERVIR A PÁTRIA e não SERVIR-SE DA PÁTRIA! A 'Tropa' é uma gente que não tem 'pouso fixo', e servir nas Forças Armadas é estar 'À MAIS PEQUENA SOLICITAÇÃO' (Ex Mero Motu - lema da FAP), 'ONDE NECESSÁRIO... QUANDO NECESSÁRIO' - (lema dos ex-TAM)', 'EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS'- (lema do Exército), porque 'A PÁTRIA HONRAI QUE A PÁTRIA VOS CONTEMPLA' - (lema da Armada), está gravado no peito dos que honram o seu compromisso de honra.
Mas hoje... que espera o Povo das Forças Armadas? Estas não fazem ataques à democracia subvertendo as leis da República. Não têm Sindicatos a manobrar as consciências de cada um, porque esta é formada pelo carácter e sentido do dever cumprido, sem confrontos com os outros quando não vêem cumpridos os seus desejos. As Forças Armadas são o Povo armado... mas consciente!

Resta saber... até quando podemos dizer isto?