quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PRÉMIO 'RAMALHO EANES'


António Ramalho Eanes foi, além de Presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu entre 1976 e 1986, o coordenador das operações militares ocorridas em 25 de Novembro de 1975, que pôs fim à influência da extrema-esquerda desde o 25 de Abril de 1974 e, na prática, pôs fim ao PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Iniciou a carreira das armas entrando para o Exército  em 1952, estudando tácticas militares (Escola do Exército, de 1952 a 1956; Estágio CIOE-Curso de Instrução de Operações Especiais, em 1962; instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares, em 1962). Frequentou, ainda, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada
, durante três anos.
No exército, Ramalho Eanes seguiu a Arma de Infantaria e serviu na Guerra Colonial, fazendo Comissões na Índia Portuguesa, Macau, Moçambique, Guiné Bissau e Angola, nestas últimas como combatente.

A 19 de Janeiro de 1972 foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de    Avis.
Depois de demorada carreira como combatente, Ramalho Eanes encontrava-se ainda em serviço em Angola aquando da revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas e, regressado a Portugal,  foi director de programas e nomeado presidente do conselho de administração da Rádio Televisão Portuguesa,  até março de 1975
.
Em 1975, com a patente de Tenente  Coronel, dirigiu as operações militares do Golpe de 25 de Novembro desse mesmo ano, contra a facção mais radical da Esquerda Política do MFA.   Em resultado disso, o Povo escolheu-o como Presidente da República, sendo reeleito para o cargo em fins de 1980.   

Com o fim do segundo mandato como Presidente da República, em Fevereiro de 1986, assume pouco depois a presidência do PRD (Partido Renovador Democrático), tendo-se demitido do mesmo em  1987. 
Foi condecorado com o Grande-Colar da
Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 9 de Março de 1986.
Nomeado General de 4 estrelas  em 24 de Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986. Em 2000, Ramalho Eanes recusou, por razões ético-políticas, a promoção a Marechal.  É, actualmente, Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE 
- Instituto Universitário de Lisboa.
 É a este Homem que se vai dar testemunho público no próximo dia 25 de Novembro, no auditório da Associação Industrial Portuguesa, onde intervirão João Lobo Antunes, que se debruçará sobre a faceta de «Eanes, cidadão», Guilherme D'Oliveira Martins, que intervirá sobre «Eanes, político», e Garcia Leandro, que falará sobre a faceta de militar
do antigo Chefe de Estado.
A comissão cívica do testemunho público a Ramalho Eanes, que vai promover o "
prémio Responsabilidade e Cidadania António Ramalho Eanes" e deverá escolher o júri, conta com 90 personalidades, entre as quais os ex-presidentes da Assembleia da República Jaime Gama e Mota Amaral, o ex-ministro Bagão Félix, o histórico socialista Manuel Alegre, os empresários Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro, os cientistas Alexandre Quintanilha e Sobrinho Simões, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, os artistas plásticos Júlio Pomar e José de Guimarães, entre outros.
O general Loureiro dos Santos disse que Ramalho Eanes não concordou com a instituição do prémio.

«O senhor general é avesso a estas coisas. Como é sabido, recusou a promoção a marechal, mas na promoção a marechal aquele que vai ser promovido tem que aceitar a promoção», disse.
  
 
 Jamais me identifiquei com o seu ar sisudo, nunca gostei muito do seu discurso de palavras inacabadas, monocórdico, apesar de reconhecer que sabia o que dizia... e talvez porque o dizia. Não era das pessoas mais simpáticas do mundo, pelo menos na aparência, mas o ter cara de pau até o tornava mais credível, porque mostrava como era o carácter de um Homem das Beiras... e ele demonstrou bem que era uma pessoa digna e séria... não pelo facto de não rir, mas sim porque é um Homem acima de tudo... honesto.

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