segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 DE NOVEMBRO SEMPRE...

 
No dia 25 de Novembro de 1975, no decorrer do PREC que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve  com as portas escancaradas a uma guerra civil, mercê  de um período de disputa pelo poder político-militar que abrangeu todo o Verão de 1975, quando  as forças ' democráticas' formadas pelo PS, PSD e CDS, na ala partidária, os moderados do  MFA, consubstanciados no Grupo dos Nove, e a Igreja Católica,  davam corpo ao desejo de estabelecimento de uma democracia do tipo europeu,  tendo como antagonistas as forças pró-comunistas, de que faziam parte o PCP, a UDP e outros grupelhos de extrema-esquerda, além da Esquerda Militar, que procuravam impor ao País um regime próximo do dos países comunistas, se enfrentaram em Lisboa.
Acabou o braço de ferro por ser ganho pelos moderados, reabrindo-se assim  o caminho para a democracia, mas a data, ou antes o  "quem foi quem e   fez o quê" nestes acontecimentos que levaram os radicais do MFA a aliciar a unidade pára-quedista de Tancos para marchar sobre a capital e as principais bases aéreas da FAP, é ainda hoje um  "mistério" e esse  "mistério" resume-se a uma pergunta: Foi, ou não, o PCP, com o apoio operacional da Esquerda Militar, a organização que avança para o confronto e porquê?
É que há dúvidas sobre a "incoerência" de um plano militar tão frágil, tão cheio de nada, como o que foi executado pelos revoltosos de Tancos. Politicamente... quais eram  as verdadeiras intenções e que acções desenvolveu o PCP nessa data. Poderia o PCP avançar para uma tentativa de mudança do poder político-militar utilizando um plano militar tão cheio de falhas? Quereria realmente fazer  um golpe militar, visando tomar o poder?
Seria o plano militar de quem comandava o 25 de Novembro realmente pobre de conteúdo? Não o podemos afirmar, porque qualquer aprendiz de militar verifica que uma acção de ocupação do Comando Operacional da Força Aérea e das  principais Bases Aéreas operacionais não poderá ser considerado um plano qualquer, reputando-o até como um plano inteligente e bem capaz de fazer o fiel da balança do poder pender para a esquerda pró-comunista, dado a principal força de actuação - o Exército - estar maioritariamente dominada pelos moderados,  para fazer  o desequilíbrio teriam de contar com os outros dois ramos das Forças Armadas - Marinha e Força Aérea -  podendo então impor ao Exército um realinhamento político-militar e impedir a eventual acção deste Ramo  para repor a ordem no País.  O tomar de assalto o comando da Força Aérea e as suas principais bases significava estar a subtrair ao Exército o seu principal apoio, ao mesmo tempo que seria  também uma forma de incitamento à  Marinha, em especial aos Fuzileiros,  para que tomassem uma posição  ao lado dos radicais.
Falhou alguma coisa neste plano militar? Falharam duas coisas muito importantes, sendo a primeira  o alinhamento do então comandante operacional do Copcon - QG operacional do MFA -, General Otelo Saraiva de Carvalho, ao lado dos Para-quedistas, principal 'arma' da Esquerda Militar.
Otelo sempre foi alguém com que o PCP mais voluntarista contou como aliado e comandante militar "independente" para o golpe. Só que ele foi para casa nessa madrugada, deixando os revoltosos sem um comando visível - razão do  ódio, que ainda hoje persiste, do PCP para com Otelo.
Por outro lado, falhou a acção do presidente da República, general Costa Gomes, que foi sinceramente contra a ideia de uma guerra civil, dando ordens de fidelidade hierárquica a unidades e cobertura aos militares moderados.
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

É FARTAR, VILANAGEM!!!


O PAÍS PORTUGAL ESTÁ DE LUTO! AS SUAS FORÇAS ARMADAS ESTÃO A SER MASSACRADAS PELA INCOMPETÊNCIA DE UM FULANO INEPTO, QUE NEM SABE O QUE É SER PORTUGUÊS QUANTO MAIS SER MILITAR... 
 "... se tratas os militares como civis, lembra-te que  vestir uma farda de militar é um dever patriótico que só as amélias, os inválidos e os órfãos não estão à altura, mas também quem é militar deve rever nos seus chefes categoria e para serem respeitados como tal, quando os militares vem nos seus chefes, directores e comandantes, lacaios destes políticos que perante qualquer ordem baixam a calcinha... os militares veem neste ministro um abrunho e um burgesso"                                    
                                            
  Tem mais espírito de Militar o mais pequeno desses Alunos que o pavão que pisa a passadeira. Talvez tenha sido a inveja que levou ao estúpido fim que o Branco da Defesa quis dar ao Colégio Militar.  
Aguiar Branco com a sua 'Capitoa açoriana' e o CEMFA
Porque o Hospital da Estrela foi vendido às escondidas, teve que retirar tudo para o Hospital da Força Aérea, agora baptizado das Forças Armadas, configurando-se situações tipo meter o Rossio na Rua da Betesga. E depois admiram-se que comecem a aparecer queixas, como esta que se segue:
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"Excelentíssimos Senhores:
Com o devido respeito permitam que vos deixe algumas considerações de desagrado e algumas perguntas, as quais que gostaria de ver respondidas.
 O H.F.A. está um caos. Ninguém se entende, agora deixou de ser da F.Aérea e passou a geral, o que leva à constatação de que nem é carne nem é peixe.
Era suposto haver mais pessoal, dada a junção, mas dá-se o inverso. Despediram pessoal de todas as categorias incluindo médicos - anunciam-se mais saídas - e agora tudo está pior em termos de marcação de consultas e outros serviços.
Só alguns exemplos:
Em Ortopedia, para todo o universo de utentes, há 3 médicos. Então e os outros? Em Gastro depois de muito tempo fechada, abriu agora a consulta. Oftalmologia são meses de espera, Urologia, etc, etc, etc. O descontentamento é geral a todos os níveis, até médicos se lamentam.
Havia na Estrela a especialidade de cirurgia cardio toráxica mas só de vez em quando lá ia o médico. Agora, no Lumiar, não há essa especialidade. Pretendi marcar para cirurgia vascular na esperança de que pudesse ali apresentar o problema de um aneurisma abdominal que tenho. Só em Janeiro abrem as consultas e o médico ( que é só um ) só lá vai uma vez por mês. ( informação de quem me atendeu o telefone depois de horas e horas a tentar ser atendido ).
Mas então, foi para isto que se juntaram os hospitais militares num só? Que iluminado cérebro terá parido este aborto?. Será que consultaram os mais interessados, que são os doentes?. Se foi o atual MDN nada me admira porque, tal senhor, percebe tanto de FFAA como eu de um lagar de azeite, ele que nem recruta foi, e muito menos de serviços de saúde. Pessoa em que se nota forte tendência antimilitar não admirando, portanto, as decisões que vai tomando. É bom que se recorde que os hospitais militares foram constituídos para proporcionarem assistência a militares e suas famílias para a qual ( assistência ) neste momento se desconta 2.25% da pensão, sabendo-se que a partir de Janeiro passará a ser de 2.50%. E é esta assistência que me é proporcionada?. Agora que estou velho, cheio de mazelas, eu que jurei dar a vida pela Pátria, que fiz duas comissões no Ultramar, com uma carreira limpa com condecorações e louvores, sou assim tratado de modo tão vil e humilhante?.
Estou a fazer 80 anos, não tenho projetos de futuro nem quem dependa de mim, só gostaria, o que não será uma questão de gosto mas direito, que me fosse proporcionado um fim de vida digno.
No dia 3 de Setembro apresentei-me na urgência amparado a duas canadianas com uma crise de ciática. Fui medicado e fiz um RX, até aqui tudo certo. O pior foi que a Srª. Drª que me atendeu não soube interpretar o RX, lamentou-se de não estar ali uma colega de ortopedia que tinha ido almoçar. Receitou-me alguns medicamentos e mandou-me marcar uma consulta, a qual foi marcada para 25 de Outubro e porque havia uma vaga.
 De 3 de Setembro a 25 de Outubro com uma crise de ciática!!. Os Senhores aguentavam? Tive que resolver o problema no privado mas Senhores, NÃO É PARA AI QUE EU FAÇOS DESCONTOS!!!
Tenho imensas doenças:
glaucoma, faringite crónica, um pulmão parado, cardiopatia isquémica, hipertensão, gastrite erosiva, divertículos, coluna arrasada, artrite reumatoide, uma prótese num joelho e necessidade de implantação no outro; já fui operado 19 vezes e é esta assistência a que tenho direito?.
Com tanta espoliação que vai sendo feita à minha pensão ainda tenho que a emagrecer mais e recorrer ao privado para resolver os meus problemas de saúde?. Quando se diz que os militares têm tudo é necessário explicar bem: o militar só não paga os atos médicos no H.F.A. conforme  seu direito, pois para tal sofre os descontos mensais. Os familiares, com direito pelo militar, pagam todos os serviços de que usufruem e para levantarem os exames que façam têm que provar que os mesmos já estão pagos. Curiosamente a minha mulher, que é Funcionária Pública, que também tem desconto próprio no seu vencimento, está nas mesmas condições dos familiares dos outros militares.
Exmos. Senhores:
Este não é só o meu caso, é o de muitos camaradas que, como eu, dedicaram a sua vida à Pátria que, pelos visto, guiada pela mão de alguns incompetentes não me contempla.
P.S. - Como não considero que nada deste conteúdo seja de ordem confidencial e para que em democracia todos os atos devam ser claros, informo que esta carta irá ser divulgada por esta via.
Respeitosamente
Carlos Sousa da Silva Nuno
Sargento-Chefe reformado da F.Aérea"

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PRÉMIO 'RAMALHO EANES'


António Ramalho Eanes foi, além de Presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu entre 1976 e 1986, o coordenador das operações militares ocorridas em 25 de Novembro de 1975, que pôs fim à influência da extrema-esquerda desde o 25 de Abril de 1974 e, na prática, pôs fim ao PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Iniciou a carreira das armas entrando para o Exército  em 1952, estudando tácticas militares (Escola do Exército, de 1952 a 1956; Estágio CIOE-Curso de Instrução de Operações Especiais, em 1962; instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares, em 1962). Frequentou, ainda, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada
, durante três anos.
No exército, Ramalho Eanes seguiu a Arma de Infantaria e serviu na Guerra Colonial, fazendo Comissões na Índia Portuguesa, Macau, Moçambique, Guiné Bissau e Angola, nestas últimas como combatente.

A 19 de Janeiro de 1972 foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de    Avis.
Depois de demorada carreira como combatente, Ramalho Eanes encontrava-se ainda em serviço em Angola aquando da revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas e, regressado a Portugal,  foi director de programas e nomeado presidente do conselho de administração da Rádio Televisão Portuguesa,  até março de 1975
.
Em 1975, com a patente de Tenente  Coronel, dirigiu as operações militares do Golpe de 25 de Novembro desse mesmo ano, contra a facção mais radical da Esquerda Política do MFA.   Em resultado disso, o Povo escolheu-o como Presidente da República, sendo reeleito para o cargo em fins de 1980.   

Com o fim do segundo mandato como Presidente da República, em Fevereiro de 1986, assume pouco depois a presidência do PRD (Partido Renovador Democrático), tendo-se demitido do mesmo em  1987. 
Foi condecorado com o Grande-Colar da
Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 9 de Março de 1986.
Nomeado General de 4 estrelas  em 24 de Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986. Em 2000, Ramalho Eanes recusou, por razões ético-políticas, a promoção a Marechal.  É, actualmente, Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE 
- Instituto Universitário de Lisboa.
 É a este Homem que se vai dar testemunho público no próximo dia 25 de Novembro, no auditório da Associação Industrial Portuguesa, onde intervirão João Lobo Antunes, que se debruçará sobre a faceta de «Eanes, cidadão», Guilherme D'Oliveira Martins, que intervirá sobre «Eanes, político», e Garcia Leandro, que falará sobre a faceta de militar
do antigo Chefe de Estado.
A comissão cívica do testemunho público a Ramalho Eanes, que vai promover o "
prémio Responsabilidade e Cidadania António Ramalho Eanes" e deverá escolher o júri, conta com 90 personalidades, entre as quais os ex-presidentes da Assembleia da República Jaime Gama e Mota Amaral, o ex-ministro Bagão Félix, o histórico socialista Manuel Alegre, os empresários Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro, os cientistas Alexandre Quintanilha e Sobrinho Simões, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, os artistas plásticos Júlio Pomar e José de Guimarães, entre outros.
O general Loureiro dos Santos disse que Ramalho Eanes não concordou com a instituição do prémio.

«O senhor general é avesso a estas coisas. Como é sabido, recusou a promoção a marechal, mas na promoção a marechal aquele que vai ser promovido tem que aceitar a promoção», disse.
  
 
 Jamais me identifiquei com o seu ar sisudo, nunca gostei muito do seu discurso de palavras inacabadas, monocórdico, apesar de reconhecer que sabia o que dizia... e talvez porque o dizia. Não era das pessoas mais simpáticas do mundo, pelo menos na aparência, mas o ter cara de pau até o tornava mais credível, porque mostrava como era o carácter de um Homem das Beiras... e ele demonstrou bem que era uma pessoa digna e séria... não pelo facto de não rir, mas sim porque é um Homem acima de tudo... honesto.