domingo, 27 de outubro de 2013

PARA REFLECTIR...



"CARTA ENVIADA PELO CORONEL JOSÉ HENRIQUES AOS MEMBROS DOS GRUPOS PARLAMENTARES

Excelentíssimos e ilustríssimos
 membros dos Grupos Parlamentares
com assento na Assembleia da Republica Portuguesa.
Eu, abaixo-assinado, Américo José Guimarães Fernandes Henriques, Coronel de Infantaria “Comando” na situação de Reforma, venho através desta carta mostrar a todas Vossas Excelências o quanto a vossa prestação ao serviço do Povo Português, de quem sois os mais legítimos representantes, me tem impressionado, comovido e motivado.
Operacional do 25 de Abril de 1974, conspirador no planeamento do Movimento das Forças Armadas (foi em minha casa que o então Major Otelo Saraiva de Carvalho fez a ultima reunião antes da Revolução) participante nas acções comandadas pelo então Major Jaime Neves, dei ao 25 de Abril o melhor de mim próprio, a minha alma de Português, Patriota e Militar, sem olhar ao risco da minha vida, da minha família e da minha carreira.                 
Sabia a razão da minha revolta, abraçava com imensa fé a minha escolha e aceitava plenamente as consequências dos meus actos.
Conscientemente, arriscava tudo para poder devolver ao Povo Português o direito de decidir do seu destino, a par do direito de se pronunciar livremente sobre a continuação da nossa secular presença em Africa e da sua participação numa obra politica magnifica, que levasse, de uma forma pacifica e nobremente aceite, os mais ricos a serem um bocadinho menos ricos, para que os mais pobres fossem um “bocadão” menos pobres.
Passaram quarenta anos sobre aquelas duas horas da tarde do dia 24 de Abril de 1974, em que eu, então um jovem Tenente chegado de Moçambique, iniciei a minha participação no Movimento, enquadrado num pequeno grupo de Oficiais instrutores da Academia Militar, todos eles tão devotadamente empenhados naquela Missão Histórica quanto eu estava, todos eles tão romanticamente crentes como eu era, todos eles tão Portugueses e tão Patriotas quanto eu sou.
E passaram quarenta anos em que praticamente tudo aquilo que me levou a sonhar e a participar, a arriscar e a sofrer (fui preso no 11 de Março de 1975 como um perigoso fascista, tive a casa assaltada e a família roubada na reforma agrária, vi os meus tios e primos retornados de Africa… participei no 25 de Novembro) praticamente tudo, TUDO, miseravelmente traído, corrompido, destroçado, pela incompetência, pela leviandade, pela ausência de valores e pela maldade do bando de hipócritas e de salafrários a quem, inocentemente (mas nem todos…) abrimos as Portas de Portugal.
 E passaram quarenta anos em que a Democracia Portuguesa evoluiu para a “partidocracia”, para aquela feira de vaidades manhosa e corrupta a que o Senhor D. Pedro V chamava (e bem!!!) “canalhocracia”, e onde o Poder Politico, sem perguntar NADA a NINGUÉM, nos foi metendo na “alhada” mais vertiginosa da nossa História, dessa mesma História que foi negada ao conhecimento de duas gerações de Portugueses por decisão desse mesmo Poder Politico, dessa mesma História que hoje vê Portugal tratado abaixo de cão, insultado na praça pública, devedor de chapéu na mão e ultrajado, miseravelmente ultrajado dentro da própria casa, por um bando de lacaios de uma potência estrangeira.
Excelentíssimos Senhores.
Ciente de que o meu grito de revolta vos vai passar alegremente ao lado, e de que a vossa preocupação constante na condução perfeita e justa dos destinos da Pátria Portuguesa não vos deixará um minuto sequer para meditar sobre a revolta deste Militar reformado que vos importuna o trabalho, apenas vos peço que anoteis na vossa agenda de assuntos marginais que um dos homens que arriscou a vida, a família e a carreira, para vos ter sentados nas cadeiras do Poder e nas bancadas do Parlamento, está muito zangado com todas Vossas Excelências, e só reza a Deus pelo dia em que (de forma pacifica é claro!!!!) veja Vossa Excelências pelas costas, e a prestar contas à Nação Portuguesa. Atentamente e com a devida consideração,

.
a) Américo José Guimarães Fernandes Henriques
 Coronel de Infantaria (Cmd) Reformado"
Cavaleiro da Ordem de São Miguel da Ala
Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2011)
Antigo Combatente em Moçambique
Adido Militar em Washington, EUA
Adido Militar em Otawa, Canadá
Oficial de Ligação na Embaixada de Portugal na ONU, Nova Iorque, EUA
Comendador da Ordem de São Miguel da Ala
Chefe de Estado Maior do Comando Operacional dos Açores
Professor de História Militar no Instituto de Altos Estudos Militares
Oficial operacional no 25 de Abril e no 25 de Novembro
Preso Político durante o PREC

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ALMOÇO DE NATAL

CLICAR SOBRE O CARTAZ PARA AUMENTAR.


HAJA ALGUÉM QUE TENHAM UM POUCO DE HUMANIDADE PARA COM OS MILITARES... QUE BEM NECESSITAM DELA !
O CAS DE TOMAR ESTÁ DE PARABÉNS  PELO QUE TEM CONSEGUIDO LEVAR A EFEITO NO MINIMIZAR DO MAU ESTAR REINANTE ENTRE OS 'VELHOTES'...  QUE DEVEM ESTAR A ESTORVAR ALGUÉM, PELO QUE ESSE ALGUÉM  PRETENDE ACABAR COM ELES, PARECE!
O MILITAR ESTÁ SEMPRE ALERTA, QUAL SENTINELA VIGILANTE PARA TODOS  OS ATAQUES FEITOS  À SUA DIGNIDADE, PORQUE JURAR DEFENDER A PÁTRIA FOI COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA... MAS NÃO SE DEIXAM MORRER PELO DESÂNIMO, POIS SABEM QUE " A PÁTRIA HONRA-SE DE TAL GENTE..." HOJE E SEMPRE!
AINDA NOS VAI RESTANDO UM POUCO DE  SANGUE NAS VEIAS... E O MILITAR LUTA SEMPRE ATÉ À ÚLTIMA GOTA DE SANGUE!
NÃO FALTES A ESTE CONVITE DO CAS - TOMAR, QUE O FAZ COM O CORAÇÃO!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A INSTITUIÇÃO MILITAR: de mal a pior (II)


INEPTOCRACIA: “Um sistema de governo onde

os menos capazes de liderar são eleitos pelos

menos capazes de produzir e onde os membros

da sociedade aparentemente menos capazes de

se sustentaram a eles próprios ou terem sucesso

são recompensados com bens e serviços pagos

pela riqueza confiscada a um número cada

vez mais diminuído de produtores.”
 
Autor desconhecido
 
HOSPITAL MILITAR DA ESTRELA
."A propósito da implementação do Hospital das Forças Armadas (HFAR), dizia-me há pouco tempo uma jovem médica — com alguma graça e pertinência — que “se tinha tratado de um casamento sem namoro”… Direi mais, o namoro foi tentado mas nenhuma das partes se mostrou interessado nele (namoro), muito menos em pensar em noivado.
 Chegou o “pai tirano” e zás, casou-os à força, tendo os padrinhos (os chefes militares) sido convidados também à força.
TÃO IMPORTANTE, NO MEIO DOS MENINOS...
 Ficaram todos calados e hirtos durante a boda e, a seguir, desligaram-se da vida em comum, como se nada fosse com eles.
 Da atribulada vida em “família” têm resultado gritos, discussões, incompreensões, rancores e más vontades, etc., que têm incomodado sobremaneira vizinhos e utentes da morada em que coabitam; e das cambalhotas no leito conjugal vem já um ser a caminho, que uma ecografia tirada à revelia dos “sacerdotes do templo” indica possuir várias malformações congénitas.
 Passado que foi o timing da pílula do dia seguinte, restava a opção do aborto induzido, mas tal seria doloroso, sobretudo para o tal pai tirano, não por correr o risco de alguma hemorragia, mas por ficar despenteado na fotografia.
 Vai daí, mantém-se a “parturiente” em decúbito lateral de modo a que o tempo permita ir fazendo controlo de estragos Não foi por culpa de vários “conselheiros matrimoniais”, que verteram palavras assisadas sobre os padrinhos, o pai tirano e seus acólitos e várias outras entidades, que se chegou a esta situação. Tudo debalde.
 Na realidade precisavam era de um balde pela cabeça abaixo…
 Entre mil minúcias que têm ocorrido, esta união de jure mas não de facto — que o pai tirano, enfatuado de fogo-fátuo, pretende estender a outras áreas — aparecem em verdadeira grandeza três evidências maiores, a primeira sendo que, em época alguma, o Rossio coube na Rua da Betesga!
 Ou seja, o serviço que era assegurado por quatro hospitais do Exército, da Armada e da Força Aérea não pode ser feito apenas por um, justamente aquele que apoiava o ramo com menos efectivos.
 Não se conhece a data para início das obras de ampliação prometidas, mas temos cá uma fezada de que terão o mesmo destino das estafadas promessas eleitorais.
 Chegada a altura, alguém irá dizer “olhem desenrasquem-se com o que têm, pois não há dinheiro”… É claro que tal decisão jamais será comunicada pelo pai tirano, incapaz de usar um termo tão marcadamente militar como é o “desenrasquem-se”. Ele tem uma educação esmerada.
 A segunda evidência, onde a falta de “namoro” salta à vista, é o choque de culturas. Isto é, cada ramo tem a sua cultura própria (que tem séculos) além de especificidades e maneiras diferentes de ser e de estar.
 Ou seja, quiseram fazer um cocktail de líquidos e sólidos pouco miscíveis e com algumas reacções químicas adversas.
 A isto deve ainda adicionar-se a difícil relação com os ramos e a incrível situação de o director do HFAR estar a despachar, “transitoriamente” com o MDN, quando devia fazê-lo com o CEMGFA, de quem o hospital irá depender.
 O senhor ministro deve julgar que está a trabalhar no PSD ou no seu escritório de advogados e ainda ninguém lhe fez ver a diferença.
 Dele nada há a esperar de positivo.
 Por último, e a complicar ainda mais as coisas, assistiu-se a uma compressão acelerada em que todos se têm de adaptar a tudo — a que não é nada desprezível a má vontade generalizada —, o que piora consideravelmente a natural resistência à mudança, mesmo quando é
necessária, o que está longe de ser o caso.
 Está tudo a “bater válvulas” e o sistema arrisca implodir. Um recente processo colocado em tribunal por um oficial superior, contra o MDN a propósito da situação profissional do director do HFAR e outras informações solicitadas ao ministério, que acabou na condenação (em 1.ª instância) do MDN, é sintomático da situação a que se chegou.
 O sentimento que resta no fi m, face ao comportamento conhecido, é que as chefias militares não ouvem, não vêem, não sentem, não cheiram e não falam. Respiram e alimentam-se, por isso existem.
 Pergunta-se: para quê?

.
 João J. Brandão Ferreira

Oficial piloto aviador"

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A INSTITUIÇÃO MILITAR: de mal a pior

Para lêr... e pensar! Brandão Ferreira é um Amigo que nos avisa...
 


"Na sequência do assalto em curso, através do ministro da Defesa (MDN), ao Instituto de Assistência Social das FA (IASFA) e da destruição, também em curso, dos Serviços de Saúde Militares — cuja face mais visível é a concentração dos hospitais dos ramos existentes na área de Lisboa, no antigo hospital da Força Aérea, no Lumiar — acompanhado do terramoto, de grau sete da escala de Richter, na Assistência na Doença aos Militares (ADM) surgiu, recentemente, a circular n.º 003/2013 ADM, de 3/7.
Que especifica este verdadeiro aborto regulamentar induzido, que entrou em vigor a 1 de Agosto? Isto: Obriga a que qualquer beneficiário a quem um médico prescreva uma ressonância magnética tenha que, previamente à sua realização, obter a autorização dos serviços da ADM (sito em Oeiras) — caso queira usufruir da respectiva comparticipação — para o que terá que fazer chegar o receituário acompanhado de um anexo preenchido (fornecido por tão preclaro serviço) pelo processo mais expedito — são referidos o fax, correio ou email, mas estou certo que não se importarão que o mesmo possa chegar por pombo-correio, camelo, burro, ou até largado por via aérea!
Logo que analisado e autorizado o pedido, pelos serviços da ADM, o beneficiário recebe um ofício de autorização, pela via mais rápida possível (fax, email ou correio), para fazer o exame em entidade do regime convencionado ou no regime livre, a seu critério”, citamos.
Esta pérola vem assinada por um tal António Costa Coelho, que, seguramente, não desconta para a ADM…
Comecemos por tentar descortinar qual a razão de ser deste lixo regulamentar — não vou poupar nas palavras — e só encontramos duas: uma tentativa espúria de contenção de custos e a de obviar a eventuais abusos ou vigarices.
Relativamente ao 1.º ponto, não se entende como se faz: existe um plafond? Haverá “exames clausus”? E por que só as ressonâncias são abrangidas?
Quanto ao segundo ponto, só ficam bem as intenções de combate à corrupção — toda a gente sabe que houve abusos e só se pergunta por que não foram combatidos e castigados —, só que este método (se for o caso) é completamente cretino.
A função “controlo” é uma das funções clássicas da Gestão, inventada há muitos anos, e exerce-se fundamentalmente através da cadeia hierárquica (se ela funcionar…) e por meio de inspeções feitas por órgãos adequados colocados ao nível certo, na estrutura organizativa. E não por métodos casuísticos, ainda por cima injustos, deontologicamente reprováveis e desadequados ao meio onde se aplicam.
Tudo feito por civis que não entendem nada da instituição militar, a quem é dada cobertura política, muitas vezes de má-fé, que talham a seu bel-prazer, por vezes com a complacência de uma coluna vertebral menos erecta de uns quantos responsáveis militares!
Esmiucemos um pouco mais a essência deste disparate. Em primeiro lugar, trata-se de um atestado de incompetência e desconfiança aos médicos que prescrevem os exames (à atenção da Ordem dos Médicos, já que, pelos vistos, a hierarquia militar não se incomoda); depois temos a questão da urgência dos exames, ou seja, não pode haver urgência…
E o quererá dizer “pela via mais rápida possível”? (Termos semelhantes foram utilizados no Congresso de Viena, de 1815, sobre a retrocessão de Olivença e ainda hoje estamos à espera que os espanhóis cumpram…)
Quando, por sua vez, o pedido de autorização cai nos serviços da ADM, qual será o “déspota esclarecido” que decide e quais os critérios que usa? (Será que haverá quotas segundo o género?) Quando escrevemos esta catilinária — que, se pudesse, enviava na ponta de um míssil — tenho conhecimento de que nem sequer um clínico existe no órgão de decisão!
Last, but not the least, a que termos fica reduzido o segredo clínico e a privacidade que uma situação clínica entre médico e doente exige e aconselha? (À atenção da Ordem dos Médicos, já que, pelos vistos, a hierarquia militar não se molesta.) Por falar em hierarquia militar, e face ao exposto, pergunta-se para que servem as chefias militares e a presidência do IASFA? E porque ninguém liga às associações militares que, neste âmbito, são as únicas que têm lutado pela preservação da condição militar e direitos correlativos?
E ainda não perceberam que, a proceder desta maneira, em vez de sairmos da crise nos afundamos ainda mais?
Vejam se estudam, ganham vergonha e humildade e emendam a mão!
João J. Brandão Ferreira
Oficial piloto aviador"