quarta-feira, 13 de março de 2013

BRINCANDO COM A SAÚDE DOS MILITARES...

"Os 'Tropas' podem estar tranquilos, que eu nunca lhes darei razão para não gostarem de mim!"
«IASFA - mais uma bronca, agora também


na consulta Ortopedia. Para reflexão...

Para informação, com inerente reflexão

"Na passada sexta feira , 08/03/13, compareci no IASFA cerca das 11h00 para dar uma consulta de Ortopedia a vários doentes que regularmente assisto desde há vários anos.
Com a maior surpresa verifiquei que não tinha qualquer doente ( em media 10 a 12doentes) e que inclusivamente nem tinha qualquer consultório atribuído , sem ter sido minimamente avisado.
Dirigi-me, por indicação de uma das empregadas,  à recepção,  para obter alguma informação, onde, com a maior surpresa,  me foi dito, por outra funcionária, que "o Coronel anda por aí a falar com uns médicos".
Perante esta situação e perante o facto de, objectivamente, além de médico ortopedista ,ser Major-General na reserva e na efectividade de serviço, resolvi retirar-me sem nada referir ou fazer qualquer comentário.
Pouco tempo depois dei conhecimento desta situação ao Sr Ten -Gen Fialho da Rosa, responsável pelo IASFA, referindo-lhe o sucedido e solicitando informação sobre o assunto.
Estou a aguardar esclarecimentos.
Permito-me não fazer, nesta altura , qualquer juízo de valor sobre esta questão.
Envio apenas este e-mail a alguns camaradas para que, em conjunto, possamos reflectir do que deve efectivamente ser feito relativamente a esta questão e a algumas questões afins."
Bargão dos Santos, Mgen»
********************************************
Não é o IASFA que anda mal, mas sim o mau profissionalismo de algumas pessoas que por lá andam, que têrm a educação do carroceiro, sem ofensa para estes, a clarividência de um asno, estes que me desculpem, a sensibilidade de um urso pardo esfomeado, a competência de um pedregulho, a vontade de trabalhar de um Panda ou de uma  Preguiça... mas clamam nas manifestações, ululam nas greves e ninguém lhes dá o tratamento que deveria ser dado aos indesejáveis: RUA!!!

terça-feira, 12 de março de 2013

GRANDE GENERAL SILVESTRE DOS SANTOS!!!



«..Exmº. Senhor General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:

Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos.

Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro.
De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.
Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.
Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…”
Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração.
Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente!
As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal.
Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”?
Não são seguramente os militares que estão no sítio errado!
Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro.
Com respeitosos cumprimentos de camaradagem

EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS
Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B

P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto.»

sexta-feira, 8 de março de 2013

MEMÓRIAS... DO 11 DE MARÇO NA BA3

FAZER FILHOS... EM MULHERES ALHEIAS?
Aproxima-se o 11 de Março e, com esta data, o princípio do fim da Base Aérea nº. 3 como Unidade de élite da Força Aérea. Naquela madrugada, os 'esquerdistas' da Aviação Portuguesa, que sempre fizeram questão de 'mostrar' ao 'Velho' 'Zé Voador' serem mentes bastante abertas ao progresso, resolveram fazer voz grossa e dizer ao General Spínola e aos que o seguiam, que queriam destruír tudo quanto de bom foi feito ao longo de muitos anos. Até inventaram uma 'Matança da Páscoa', não sabendo que os Patriotas até podem ser vegeterianos e não gostarem de porcos.
Quando sabotaram o Hangar e destruíram as aeronaves ali estacionadas, já era um prenúncio daquilo que haviam preparado para acontecer no 11 de Março, mas apenas veio a acontecer no 25 de Novembro... ainda que com os bonecos a caírem por terra, porque o Zé Povo estava atento.

Inventaram a morte de um Soldado Luis, que teria sido trucidado pela metralha dos T-6 vindos de Tancos, mas a bala  que matou o Soldado Luis foi disparada pelo Exército, pela GNR ou pela PSP, para não falar na hipótese dos tão badalados SUV terem armas viradas ao camarada. Dos T-6 não, nunca, jamais em tempo algum foi disparada a bala assassina.
Atente-se que, entretanto e desde o início da tarde, tinham começado a surgir apelos à mobilização popular. Levantaram-se barricadas nas estradas, os bancos encerraram à tarde e havia piquetes nos locais de trabalho. Algumas unidades militares, entraram de prevenção. Põe-se mesmo a hipótese de entregar “armas ao povo”. A casa do general Spínola, em Lisboa, é assaltada, tal  como as sedes do CDS e do PDC (Partido da Democracia Cristã, conotado com a extrema-direita).A norte, são as sedes do PCP e do MDP/CDE as atacadas.
E hoje? Será que o Povo vai cantar o 'GRÂNDOLA, VILA MORENA...',  recordando esta data que teve a marca demoníaca de uma guerra civil mesmo a estalar? Será a razão porque o Ministro da Defesa quer acabar com a 'Tropa', para que não haja outro '25 de Abril', '11 de Março' ou ´25 de Novembro'? Ele tem medo da solidariedade dos Militares, porque estes não se vergam aos que pretendem dar cabo das Forças Armadas, que juraram defender.

domingo, 3 de março de 2013

MOMENTOS...MILITARES?


Chefes militares prometem “lealdade” à tutela e associações vão à luta
 
"As associações de militares convocaram uma reunião para 6 de Março para debater o futuro das Forças Armadas.
É o terceiro acto de uma escalada de posições públicas tomadas por militares nos últimos dias e que mostra a convulsão no sector.
Depois de, na passada sextafeira, oficiais e generais na reserva e na reforma se terem juntado em dois jantares, em Lisboa e no Porto, onde se mostraram preocupados com a “descaracterização e desarticulaçãodas Forças Armadas, na segunda-feira à noite foi divulgado um comunicado dos chefes de Estado-Maior em funções, a assumirem, em comunicado, a “lealdade” e “frontalidade” com o Governo. E ontem, a Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e a Associação de Praças (AP) anunciaram a organização, em conjunto, de um encontro na próxima semana para definir formas de luta contra os cortes financeiros e de efectivos anunciados pelo ministro da Defesa.
“Todos os cenários são possíveis e estão em cima da mesa”, disse ontem à Lusa Lima Coelho, presidente da ANS, vincando que “não está posta de parte qualquer outra forma de protesto”. Lima Coelho revelou que, no centro do debate, estarão os “problemas dos militares no activo, na reserva e na reforma” e vincou que o encontro servirá para mostrar que “os militares estão com os cidadãos de onde emanam e não contra os cidadãos”.
Na véspera, o Conselho de Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas (CCEM) afirmaram, em comunicado enviado à Lusa, a sua “lealdade e frontalidade perante a tutela política e os seus subordinados”, comprometendo-se a defender a “serenidade, a coesão e a disciplinano sector. Para o general Loureiro dos Santos, um dos protagonistas do jantar de generais, este comunicado demonstra “a relevância do que está em causa”. O antigo ministro da Defesa lembrou que “não é todos os dias que surge um comunicado do Conselho de Chefes”. “Se não fosse relevante, os chefes não teriam o cuidado de vir a público dizer as suas opiniões num assunto tão decisivo para as Forças Armadas, num momento tão especial para as Forças Armadas”, frisou à Lusa.
No mesmo sentido, o presidente da AOFA considera que o comunicado do CCEM só é “normal” porque o “contexto em si é anormal”, já que “as Forças Armadas estão a ser colocadas em causa”. Em declarações à Lusa, Cracel vincou que “o que está em causa [no comunicado] mais não é do que o reafirmar da procura de que as Forças Armadas mantenham a sua postura, como é aquela que sempre deverá ser a sua em qualquer circunstância”. Manuel Cracel alertou que “as tensões sociais poderão culminar em justos protestos” e deixou um aviso: “Os militares não serão um instrumento de repressão sobre os concidadãos”.
Segurança em risco.  O ambiente das Forças Armadas não passa ao lado de Luís Fontoura, que presidiu à revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN). Ontem, no lançamento de mais uma edição da revista “Segurança e Defesa”, o antigo dirigente social-democrata defendeu que as “assimetrias sociais” estão a pôr em causa “um dos pilares da segurança e da defesa nacional”. “A coesão nacional é um activo nacional. A miséria é uma grande adversária da coesão nacional. Não há coesão nacional enquanto houver portugueses que se sintam pior tratados do que outros”, afirmou. Para Luís Fontoura, o “conceito estratégico nacional do momento só pode ser um”: “A sobrevivência do Estado português”."