sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PORQUE É NATAL...

REPICAM OS SINOS
 
Repicam os sinos, com fervor, nos campanários,
alvoraçados com a notícia que os seduz,
gritam aos povos e aos recantos mais solitários:
Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!

Trazem a boa nova os Magos legendários
aqui trazidos pela estrela que conduz:
animais, pastores e anjos solidários,
porque reverenciam o Menino Rei da Luz!

O Menino Deus, feito homem por bondade,
doou-se -nos, livrando-nos de todo o mal,
e ensinou-nos que a maior felicidade
é ser fraterno, amando a todos por igual.

Enquanto houver alguém que viva essa verdade,
ao relembrar o nascimento divinal,
a voz dos sinos se ouvirá na Eternidade:
Feliz Natal! Feliz Natal! Feliz Natal!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 DE NOVEMBRO SEMPRE...

 
No dia 25 de Novembro de 1975, no decorrer do PREC que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve  com as portas escancaradas a uma guerra civil, mercê  de um período de disputa pelo poder político-militar que abrangeu todo o Verão de 1975, quando  as forças ' democráticas' formadas pelo PS, PSD e CDS, na ala partidária, os moderados do  MFA, consubstanciados no Grupo dos Nove, e a Igreja Católica,  davam corpo ao desejo de estabelecimento de uma democracia do tipo europeu,  tendo como antagonistas as forças pró-comunistas, de que faziam parte o PCP, a UDP e outros grupelhos de extrema-esquerda, além da Esquerda Militar, que procuravam impor ao País um regime próximo do dos países comunistas, se enfrentaram em Lisboa.
Acabou o braço de ferro por ser ganho pelos moderados, reabrindo-se assim  o caminho para a democracia, mas a data, ou antes o  "quem foi quem e   fez o quê" nestes acontecimentos que levaram os radicais do MFA a aliciar a unidade pára-quedista de Tancos para marchar sobre a capital e as principais bases aéreas da FAP, é ainda hoje um  "mistério" e esse  "mistério" resume-se a uma pergunta: Foi, ou não, o PCP, com o apoio operacional da Esquerda Militar, a organização que avança para o confronto e porquê?
É que há dúvidas sobre a "incoerência" de um plano militar tão frágil, tão cheio de nada, como o que foi executado pelos revoltosos de Tancos. Politicamente... quais eram  as verdadeiras intenções e que acções desenvolveu o PCP nessa data. Poderia o PCP avançar para uma tentativa de mudança do poder político-militar utilizando um plano militar tão cheio de falhas? Quereria realmente fazer  um golpe militar, visando tomar o poder?
Seria o plano militar de quem comandava o 25 de Novembro realmente pobre de conteúdo? Não o podemos afirmar, porque qualquer aprendiz de militar verifica que uma acção de ocupação do Comando Operacional da Força Aérea e das  principais Bases Aéreas operacionais não poderá ser considerado um plano qualquer, reputando-o até como um plano inteligente e bem capaz de fazer o fiel da balança do poder pender para a esquerda pró-comunista, dado a principal força de actuação - o Exército - estar maioritariamente dominada pelos moderados,  para fazer  o desequilíbrio teriam de contar com os outros dois ramos das Forças Armadas - Marinha e Força Aérea -  podendo então impor ao Exército um realinhamento político-militar e impedir a eventual acção deste Ramo  para repor a ordem no País.  O tomar de assalto o comando da Força Aérea e as suas principais bases significava estar a subtrair ao Exército o seu principal apoio, ao mesmo tempo que seria  também uma forma de incitamento à  Marinha, em especial aos Fuzileiros,  para que tomassem uma posição  ao lado dos radicais.
Falhou alguma coisa neste plano militar? Falharam duas coisas muito importantes, sendo a primeira  o alinhamento do então comandante operacional do Copcon - QG operacional do MFA -, General Otelo Saraiva de Carvalho, ao lado dos Para-quedistas, principal 'arma' da Esquerda Militar.
Otelo sempre foi alguém com que o PCP mais voluntarista contou como aliado e comandante militar "independente" para o golpe. Só que ele foi para casa nessa madrugada, deixando os revoltosos sem um comando visível - razão do  ódio, que ainda hoje persiste, do PCP para com Otelo.
Por outro lado, falhou a acção do presidente da República, general Costa Gomes, que foi sinceramente contra a ideia de uma guerra civil, dando ordens de fidelidade hierárquica a unidades e cobertura aos militares moderados.
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

É FARTAR, VILANAGEM!!!


O PAÍS PORTUGAL ESTÁ DE LUTO! AS SUAS FORÇAS ARMADAS ESTÃO A SER MASSACRADAS PELA INCOMPETÊNCIA DE UM FULANO INEPTO, QUE NEM SABE O QUE É SER PORTUGUÊS QUANTO MAIS SER MILITAR... 
 "... se tratas os militares como civis, lembra-te que  vestir uma farda de militar é um dever patriótico que só as amélias, os inválidos e os órfãos não estão à altura, mas também quem é militar deve rever nos seus chefes categoria e para serem respeitados como tal, quando os militares vem nos seus chefes, directores e comandantes, lacaios destes políticos que perante qualquer ordem baixam a calcinha... os militares veem neste ministro um abrunho e um burgesso"                                    
                                            
  Tem mais espírito de Militar o mais pequeno desses Alunos que o pavão que pisa a passadeira. Talvez tenha sido a inveja que levou ao estúpido fim que o Branco da Defesa quis dar ao Colégio Militar.  
Aguiar Branco com a sua 'Capitoa açoriana' e o CEMFA
Porque o Hospital da Estrela foi vendido às escondidas, teve que retirar tudo para o Hospital da Força Aérea, agora baptizado das Forças Armadas, configurando-se situações tipo meter o Rossio na Rua da Betesga. E depois admiram-se que comecem a aparecer queixas, como esta que se segue:
.
"Excelentíssimos Senhores:
Com o devido respeito permitam que vos deixe algumas considerações de desagrado e algumas perguntas, as quais que gostaria de ver respondidas.
 O H.F.A. está um caos. Ninguém se entende, agora deixou de ser da F.Aérea e passou a geral, o que leva à constatação de que nem é carne nem é peixe.
Era suposto haver mais pessoal, dada a junção, mas dá-se o inverso. Despediram pessoal de todas as categorias incluindo médicos - anunciam-se mais saídas - e agora tudo está pior em termos de marcação de consultas e outros serviços.
Só alguns exemplos:
Em Ortopedia, para todo o universo de utentes, há 3 médicos. Então e os outros? Em Gastro depois de muito tempo fechada, abriu agora a consulta. Oftalmologia são meses de espera, Urologia, etc, etc, etc. O descontentamento é geral a todos os níveis, até médicos se lamentam.
Havia na Estrela a especialidade de cirurgia cardio toráxica mas só de vez em quando lá ia o médico. Agora, no Lumiar, não há essa especialidade. Pretendi marcar para cirurgia vascular na esperança de que pudesse ali apresentar o problema de um aneurisma abdominal que tenho. Só em Janeiro abrem as consultas e o médico ( que é só um ) só lá vai uma vez por mês. ( informação de quem me atendeu o telefone depois de horas e horas a tentar ser atendido ).
Mas então, foi para isto que se juntaram os hospitais militares num só? Que iluminado cérebro terá parido este aborto?. Será que consultaram os mais interessados, que são os doentes?. Se foi o atual MDN nada me admira porque, tal senhor, percebe tanto de FFAA como eu de um lagar de azeite, ele que nem recruta foi, e muito menos de serviços de saúde. Pessoa em que se nota forte tendência antimilitar não admirando, portanto, as decisões que vai tomando. É bom que se recorde que os hospitais militares foram constituídos para proporcionarem assistência a militares e suas famílias para a qual ( assistência ) neste momento se desconta 2.25% da pensão, sabendo-se que a partir de Janeiro passará a ser de 2.50%. E é esta assistência que me é proporcionada?. Agora que estou velho, cheio de mazelas, eu que jurei dar a vida pela Pátria, que fiz duas comissões no Ultramar, com uma carreira limpa com condecorações e louvores, sou assim tratado de modo tão vil e humilhante?.
Estou a fazer 80 anos, não tenho projetos de futuro nem quem dependa de mim, só gostaria, o que não será uma questão de gosto mas direito, que me fosse proporcionado um fim de vida digno.
No dia 3 de Setembro apresentei-me na urgência amparado a duas canadianas com uma crise de ciática. Fui medicado e fiz um RX, até aqui tudo certo. O pior foi que a Srª. Drª que me atendeu não soube interpretar o RX, lamentou-se de não estar ali uma colega de ortopedia que tinha ido almoçar. Receitou-me alguns medicamentos e mandou-me marcar uma consulta, a qual foi marcada para 25 de Outubro e porque havia uma vaga.
 De 3 de Setembro a 25 de Outubro com uma crise de ciática!!. Os Senhores aguentavam? Tive que resolver o problema no privado mas Senhores, NÃO É PARA AI QUE EU FAÇOS DESCONTOS!!!
Tenho imensas doenças:
glaucoma, faringite crónica, um pulmão parado, cardiopatia isquémica, hipertensão, gastrite erosiva, divertículos, coluna arrasada, artrite reumatoide, uma prótese num joelho e necessidade de implantação no outro; já fui operado 19 vezes e é esta assistência a que tenho direito?.
Com tanta espoliação que vai sendo feita à minha pensão ainda tenho que a emagrecer mais e recorrer ao privado para resolver os meus problemas de saúde?. Quando se diz que os militares têm tudo é necessário explicar bem: o militar só não paga os atos médicos no H.F.A. conforme  seu direito, pois para tal sofre os descontos mensais. Os familiares, com direito pelo militar, pagam todos os serviços de que usufruem e para levantarem os exames que façam têm que provar que os mesmos já estão pagos. Curiosamente a minha mulher, que é Funcionária Pública, que também tem desconto próprio no seu vencimento, está nas mesmas condições dos familiares dos outros militares.
Exmos. Senhores:
Este não é só o meu caso, é o de muitos camaradas que, como eu, dedicaram a sua vida à Pátria que, pelos visto, guiada pela mão de alguns incompetentes não me contempla.
P.S. - Como não considero que nada deste conteúdo seja de ordem confidencial e para que em democracia todos os atos devam ser claros, informo que esta carta irá ser divulgada por esta via.
Respeitosamente
Carlos Sousa da Silva Nuno
Sargento-Chefe reformado da F.Aérea"

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PRÉMIO 'RAMALHO EANES'


António Ramalho Eanes foi, além de Presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu entre 1976 e 1986, o coordenador das operações militares ocorridas em 25 de Novembro de 1975, que pôs fim à influência da extrema-esquerda desde o 25 de Abril de 1974 e, na prática, pôs fim ao PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Iniciou a carreira das armas entrando para o Exército  em 1952, estudando tácticas militares (Escola do Exército, de 1952 a 1956; Estágio CIOE-Curso de Instrução de Operações Especiais, em 1962; instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares, em 1962). Frequentou, ainda, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada
, durante três anos.
No exército, Ramalho Eanes seguiu a Arma de Infantaria e serviu na Guerra Colonial, fazendo Comissões na Índia Portuguesa, Macau, Moçambique, Guiné Bissau e Angola, nestas últimas como combatente.

A 19 de Janeiro de 1972 foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de    Avis.
Depois de demorada carreira como combatente, Ramalho Eanes encontrava-se ainda em serviço em Angola aquando da revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas e, regressado a Portugal,  foi director de programas e nomeado presidente do conselho de administração da Rádio Televisão Portuguesa,  até março de 1975
.
Em 1975, com a patente de Tenente  Coronel, dirigiu as operações militares do Golpe de 25 de Novembro desse mesmo ano, contra a facção mais radical da Esquerda Política do MFA.   Em resultado disso, o Povo escolheu-o como Presidente da República, sendo reeleito para o cargo em fins de 1980.   

Com o fim do segundo mandato como Presidente da República, em Fevereiro de 1986, assume pouco depois a presidência do PRD (Partido Renovador Democrático), tendo-se demitido do mesmo em  1987. 
Foi condecorado com o Grande-Colar da
Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 9 de Março de 1986.
Nomeado General de 4 estrelas  em 24 de Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986. Em 2000, Ramalho Eanes recusou, por razões ético-políticas, a promoção a Marechal.  É, actualmente, Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE 
- Instituto Universitário de Lisboa.
 É a este Homem que se vai dar testemunho público no próximo dia 25 de Novembro, no auditório da Associação Industrial Portuguesa, onde intervirão João Lobo Antunes, que se debruçará sobre a faceta de «Eanes, cidadão», Guilherme D'Oliveira Martins, que intervirá sobre «Eanes, político», e Garcia Leandro, que falará sobre a faceta de militar
do antigo Chefe de Estado.
A comissão cívica do testemunho público a Ramalho Eanes, que vai promover o "
prémio Responsabilidade e Cidadania António Ramalho Eanes" e deverá escolher o júri, conta com 90 personalidades, entre as quais os ex-presidentes da Assembleia da República Jaime Gama e Mota Amaral, o ex-ministro Bagão Félix, o histórico socialista Manuel Alegre, os empresários Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro, os cientistas Alexandre Quintanilha e Sobrinho Simões, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, os artistas plásticos Júlio Pomar e José de Guimarães, entre outros.
O general Loureiro dos Santos disse que Ramalho Eanes não concordou com a instituição do prémio.

«O senhor general é avesso a estas coisas. Como é sabido, recusou a promoção a marechal, mas na promoção a marechal aquele que vai ser promovido tem que aceitar a promoção», disse.
  
 
 Jamais me identifiquei com o seu ar sisudo, nunca gostei muito do seu discurso de palavras inacabadas, monocórdico, apesar de reconhecer que sabia o que dizia... e talvez porque o dizia. Não era das pessoas mais simpáticas do mundo, pelo menos na aparência, mas o ter cara de pau até o tornava mais credível, porque mostrava como era o carácter de um Homem das Beiras... e ele demonstrou bem que era uma pessoa digna e séria... não pelo facto de não rir, mas sim porque é um Homem acima de tudo... honesto.

domingo, 27 de outubro de 2013

PARA REFLECTIR...



"CARTA ENVIADA PELO CORONEL JOSÉ HENRIQUES AOS MEMBROS DOS GRUPOS PARLAMENTARES

Excelentíssimos e ilustríssimos
 membros dos Grupos Parlamentares
com assento na Assembleia da Republica Portuguesa.
Eu, abaixo-assinado, Américo José Guimarães Fernandes Henriques, Coronel de Infantaria “Comando” na situação de Reforma, venho através desta carta mostrar a todas Vossas Excelências o quanto a vossa prestação ao serviço do Povo Português, de quem sois os mais legítimos representantes, me tem impressionado, comovido e motivado.
Operacional do 25 de Abril de 1974, conspirador no planeamento do Movimento das Forças Armadas (foi em minha casa que o então Major Otelo Saraiva de Carvalho fez a ultima reunião antes da Revolução) participante nas acções comandadas pelo então Major Jaime Neves, dei ao 25 de Abril o melhor de mim próprio, a minha alma de Português, Patriota e Militar, sem olhar ao risco da minha vida, da minha família e da minha carreira.                 
Sabia a razão da minha revolta, abraçava com imensa fé a minha escolha e aceitava plenamente as consequências dos meus actos.
Conscientemente, arriscava tudo para poder devolver ao Povo Português o direito de decidir do seu destino, a par do direito de se pronunciar livremente sobre a continuação da nossa secular presença em Africa e da sua participação numa obra politica magnifica, que levasse, de uma forma pacifica e nobremente aceite, os mais ricos a serem um bocadinho menos ricos, para que os mais pobres fossem um “bocadão” menos pobres.
Passaram quarenta anos sobre aquelas duas horas da tarde do dia 24 de Abril de 1974, em que eu, então um jovem Tenente chegado de Moçambique, iniciei a minha participação no Movimento, enquadrado num pequeno grupo de Oficiais instrutores da Academia Militar, todos eles tão devotadamente empenhados naquela Missão Histórica quanto eu estava, todos eles tão romanticamente crentes como eu era, todos eles tão Portugueses e tão Patriotas quanto eu sou.
E passaram quarenta anos em que praticamente tudo aquilo que me levou a sonhar e a participar, a arriscar e a sofrer (fui preso no 11 de Março de 1975 como um perigoso fascista, tive a casa assaltada e a família roubada na reforma agrária, vi os meus tios e primos retornados de Africa… participei no 25 de Novembro) praticamente tudo, TUDO, miseravelmente traído, corrompido, destroçado, pela incompetência, pela leviandade, pela ausência de valores e pela maldade do bando de hipócritas e de salafrários a quem, inocentemente (mas nem todos…) abrimos as Portas de Portugal.
 E passaram quarenta anos em que a Democracia Portuguesa evoluiu para a “partidocracia”, para aquela feira de vaidades manhosa e corrupta a que o Senhor D. Pedro V chamava (e bem!!!) “canalhocracia”, e onde o Poder Politico, sem perguntar NADA a NINGUÉM, nos foi metendo na “alhada” mais vertiginosa da nossa História, dessa mesma História que foi negada ao conhecimento de duas gerações de Portugueses por decisão desse mesmo Poder Politico, dessa mesma História que hoje vê Portugal tratado abaixo de cão, insultado na praça pública, devedor de chapéu na mão e ultrajado, miseravelmente ultrajado dentro da própria casa, por um bando de lacaios de uma potência estrangeira.
Excelentíssimos Senhores.
Ciente de que o meu grito de revolta vos vai passar alegremente ao lado, e de que a vossa preocupação constante na condução perfeita e justa dos destinos da Pátria Portuguesa não vos deixará um minuto sequer para meditar sobre a revolta deste Militar reformado que vos importuna o trabalho, apenas vos peço que anoteis na vossa agenda de assuntos marginais que um dos homens que arriscou a vida, a família e a carreira, para vos ter sentados nas cadeiras do Poder e nas bancadas do Parlamento, está muito zangado com todas Vossas Excelências, e só reza a Deus pelo dia em que (de forma pacifica é claro!!!!) veja Vossa Excelências pelas costas, e a prestar contas à Nação Portuguesa. Atentamente e com a devida consideração,

.
a) Américo José Guimarães Fernandes Henriques
 Coronel de Infantaria (Cmd) Reformado"
Cavaleiro da Ordem de São Miguel da Ala
Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2011)
Antigo Combatente em Moçambique
Adido Militar em Washington, EUA
Adido Militar em Otawa, Canadá
Oficial de Ligação na Embaixada de Portugal na ONU, Nova Iorque, EUA
Comendador da Ordem de São Miguel da Ala
Chefe de Estado Maior do Comando Operacional dos Açores
Professor de História Militar no Instituto de Altos Estudos Militares
Oficial operacional no 25 de Abril e no 25 de Novembro
Preso Político durante o PREC

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ALMOÇO DE NATAL

CLICAR SOBRE O CARTAZ PARA AUMENTAR.


HAJA ALGUÉM QUE TENHAM UM POUCO DE HUMANIDADE PARA COM OS MILITARES... QUE BEM NECESSITAM DELA !
O CAS DE TOMAR ESTÁ DE PARABÉNS  PELO QUE TEM CONSEGUIDO LEVAR A EFEITO NO MINIMIZAR DO MAU ESTAR REINANTE ENTRE OS 'VELHOTES'...  QUE DEVEM ESTAR A ESTORVAR ALGUÉM, PELO QUE ESSE ALGUÉM  PRETENDE ACABAR COM ELES, PARECE!
O MILITAR ESTÁ SEMPRE ALERTA, QUAL SENTINELA VIGILANTE PARA TODOS  OS ATAQUES FEITOS  À SUA DIGNIDADE, PORQUE JURAR DEFENDER A PÁTRIA FOI COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA... MAS NÃO SE DEIXAM MORRER PELO DESÂNIMO, POIS SABEM QUE " A PÁTRIA HONRA-SE DE TAL GENTE..." HOJE E SEMPRE!
AINDA NOS VAI RESTANDO UM POUCO DE  SANGUE NAS VEIAS... E O MILITAR LUTA SEMPRE ATÉ À ÚLTIMA GOTA DE SANGUE!
NÃO FALTES A ESTE CONVITE DO CAS - TOMAR, QUE O FAZ COM O CORAÇÃO!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A INSTITUIÇÃO MILITAR: de mal a pior (II)


INEPTOCRACIA: “Um sistema de governo onde

os menos capazes de liderar são eleitos pelos

menos capazes de produzir e onde os membros

da sociedade aparentemente menos capazes de

se sustentaram a eles próprios ou terem sucesso

são recompensados com bens e serviços pagos

pela riqueza confiscada a um número cada

vez mais diminuído de produtores.”
 
Autor desconhecido
 
HOSPITAL MILITAR DA ESTRELA
."A propósito da implementação do Hospital das Forças Armadas (HFAR), dizia-me há pouco tempo uma jovem médica — com alguma graça e pertinência — que “se tinha tratado de um casamento sem namoro”… Direi mais, o namoro foi tentado mas nenhuma das partes se mostrou interessado nele (namoro), muito menos em pensar em noivado.
 Chegou o “pai tirano” e zás, casou-os à força, tendo os padrinhos (os chefes militares) sido convidados também à força.
TÃO IMPORTANTE, NO MEIO DOS MENINOS...
 Ficaram todos calados e hirtos durante a boda e, a seguir, desligaram-se da vida em comum, como se nada fosse com eles.
 Da atribulada vida em “família” têm resultado gritos, discussões, incompreensões, rancores e más vontades, etc., que têm incomodado sobremaneira vizinhos e utentes da morada em que coabitam; e das cambalhotas no leito conjugal vem já um ser a caminho, que uma ecografia tirada à revelia dos “sacerdotes do templo” indica possuir várias malformações congénitas.
 Passado que foi o timing da pílula do dia seguinte, restava a opção do aborto induzido, mas tal seria doloroso, sobretudo para o tal pai tirano, não por correr o risco de alguma hemorragia, mas por ficar despenteado na fotografia.
 Vai daí, mantém-se a “parturiente” em decúbito lateral de modo a que o tempo permita ir fazendo controlo de estragos Não foi por culpa de vários “conselheiros matrimoniais”, que verteram palavras assisadas sobre os padrinhos, o pai tirano e seus acólitos e várias outras entidades, que se chegou a esta situação. Tudo debalde.
 Na realidade precisavam era de um balde pela cabeça abaixo…
 Entre mil minúcias que têm ocorrido, esta união de jure mas não de facto — que o pai tirano, enfatuado de fogo-fátuo, pretende estender a outras áreas — aparecem em verdadeira grandeza três evidências maiores, a primeira sendo que, em época alguma, o Rossio coube na Rua da Betesga!
 Ou seja, o serviço que era assegurado por quatro hospitais do Exército, da Armada e da Força Aérea não pode ser feito apenas por um, justamente aquele que apoiava o ramo com menos efectivos.
 Não se conhece a data para início das obras de ampliação prometidas, mas temos cá uma fezada de que terão o mesmo destino das estafadas promessas eleitorais.
 Chegada a altura, alguém irá dizer “olhem desenrasquem-se com o que têm, pois não há dinheiro”… É claro que tal decisão jamais será comunicada pelo pai tirano, incapaz de usar um termo tão marcadamente militar como é o “desenrasquem-se”. Ele tem uma educação esmerada.
 A segunda evidência, onde a falta de “namoro” salta à vista, é o choque de culturas. Isto é, cada ramo tem a sua cultura própria (que tem séculos) além de especificidades e maneiras diferentes de ser e de estar.
 Ou seja, quiseram fazer um cocktail de líquidos e sólidos pouco miscíveis e com algumas reacções químicas adversas.
 A isto deve ainda adicionar-se a difícil relação com os ramos e a incrível situação de o director do HFAR estar a despachar, “transitoriamente” com o MDN, quando devia fazê-lo com o CEMGFA, de quem o hospital irá depender.
 O senhor ministro deve julgar que está a trabalhar no PSD ou no seu escritório de advogados e ainda ninguém lhe fez ver a diferença.
 Dele nada há a esperar de positivo.
 Por último, e a complicar ainda mais as coisas, assistiu-se a uma compressão acelerada em que todos se têm de adaptar a tudo — a que não é nada desprezível a má vontade generalizada —, o que piora consideravelmente a natural resistência à mudança, mesmo quando é
necessária, o que está longe de ser o caso.
 Está tudo a “bater válvulas” e o sistema arrisca implodir. Um recente processo colocado em tribunal por um oficial superior, contra o MDN a propósito da situação profissional do director do HFAR e outras informações solicitadas ao ministério, que acabou na condenação (em 1.ª instância) do MDN, é sintomático da situação a que se chegou.
 O sentimento que resta no fi m, face ao comportamento conhecido, é que as chefias militares não ouvem, não vêem, não sentem, não cheiram e não falam. Respiram e alimentam-se, por isso existem.
 Pergunta-se: para quê?

.
 João J. Brandão Ferreira

Oficial piloto aviador"

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A INSTITUIÇÃO MILITAR: de mal a pior

Para lêr... e pensar! Brandão Ferreira é um Amigo que nos avisa...
 


"Na sequência do assalto em curso, através do ministro da Defesa (MDN), ao Instituto de Assistência Social das FA (IASFA) e da destruição, também em curso, dos Serviços de Saúde Militares — cuja face mais visível é a concentração dos hospitais dos ramos existentes na área de Lisboa, no antigo hospital da Força Aérea, no Lumiar — acompanhado do terramoto, de grau sete da escala de Richter, na Assistência na Doença aos Militares (ADM) surgiu, recentemente, a circular n.º 003/2013 ADM, de 3/7.
Que especifica este verdadeiro aborto regulamentar induzido, que entrou em vigor a 1 de Agosto? Isto: Obriga a que qualquer beneficiário a quem um médico prescreva uma ressonância magnética tenha que, previamente à sua realização, obter a autorização dos serviços da ADM (sito em Oeiras) — caso queira usufruir da respectiva comparticipação — para o que terá que fazer chegar o receituário acompanhado de um anexo preenchido (fornecido por tão preclaro serviço) pelo processo mais expedito — são referidos o fax, correio ou email, mas estou certo que não se importarão que o mesmo possa chegar por pombo-correio, camelo, burro, ou até largado por via aérea!
Logo que analisado e autorizado o pedido, pelos serviços da ADM, o beneficiário recebe um ofício de autorização, pela via mais rápida possível (fax, email ou correio), para fazer o exame em entidade do regime convencionado ou no regime livre, a seu critério”, citamos.
Esta pérola vem assinada por um tal António Costa Coelho, que, seguramente, não desconta para a ADM…
Comecemos por tentar descortinar qual a razão de ser deste lixo regulamentar — não vou poupar nas palavras — e só encontramos duas: uma tentativa espúria de contenção de custos e a de obviar a eventuais abusos ou vigarices.
Relativamente ao 1.º ponto, não se entende como se faz: existe um plafond? Haverá “exames clausus”? E por que só as ressonâncias são abrangidas?
Quanto ao segundo ponto, só ficam bem as intenções de combate à corrupção — toda a gente sabe que houve abusos e só se pergunta por que não foram combatidos e castigados —, só que este método (se for o caso) é completamente cretino.
A função “controlo” é uma das funções clássicas da Gestão, inventada há muitos anos, e exerce-se fundamentalmente através da cadeia hierárquica (se ela funcionar…) e por meio de inspeções feitas por órgãos adequados colocados ao nível certo, na estrutura organizativa. E não por métodos casuísticos, ainda por cima injustos, deontologicamente reprováveis e desadequados ao meio onde se aplicam.
Tudo feito por civis que não entendem nada da instituição militar, a quem é dada cobertura política, muitas vezes de má-fé, que talham a seu bel-prazer, por vezes com a complacência de uma coluna vertebral menos erecta de uns quantos responsáveis militares!
Esmiucemos um pouco mais a essência deste disparate. Em primeiro lugar, trata-se de um atestado de incompetência e desconfiança aos médicos que prescrevem os exames (à atenção da Ordem dos Médicos, já que, pelos vistos, a hierarquia militar não se incomoda); depois temos a questão da urgência dos exames, ou seja, não pode haver urgência…
E o quererá dizer “pela via mais rápida possível”? (Termos semelhantes foram utilizados no Congresso de Viena, de 1815, sobre a retrocessão de Olivença e ainda hoje estamos à espera que os espanhóis cumpram…)
Quando, por sua vez, o pedido de autorização cai nos serviços da ADM, qual será o “déspota esclarecido” que decide e quais os critérios que usa? (Será que haverá quotas segundo o género?) Quando escrevemos esta catilinária — que, se pudesse, enviava na ponta de um míssil — tenho conhecimento de que nem sequer um clínico existe no órgão de decisão!
Last, but not the least, a que termos fica reduzido o segredo clínico e a privacidade que uma situação clínica entre médico e doente exige e aconselha? (À atenção da Ordem dos Médicos, já que, pelos vistos, a hierarquia militar não se molesta.) Por falar em hierarquia militar, e face ao exposto, pergunta-se para que servem as chefias militares e a presidência do IASFA? E porque ninguém liga às associações militares que, neste âmbito, são as únicas que têm lutado pela preservação da condição militar e direitos correlativos?
E ainda não perceberam que, a proceder desta maneira, em vez de sairmos da crise nos afundamos ainda mais?
Vejam se estudam, ganham vergonha e humildade e emendam a mão!
João J. Brandão Ferreira
Oficial piloto aviador"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

XII ALMOÇO CONVÍVIO DO PESSOAL DA EX- BA3

NÃO SENHOR! NÃO ESTAMOS DE VOLTA À BASE AÉREA Nº. 3, PORQUE AQUELES SENHORES QUE MANDAM NESTAS COISAS DA TROPA DECIDIRAM QUE A FORÇA AÉREA VIVE BEM SEM COISAS QUE NOS TORNEM SAUDOSISTAS, COMO É O CASO DE IR ATÉ AO RANCHO GERAL COMER UMA DAQUELAS FEIJOADAS QUE SÓ O TI'AMADEU SABIA FAZER, OU AO CLUBE BEBER UMA BICA TIRADA PELA DONA ZULMIRA... POR EXEMPLO...

(CLICA SOBRE O CONVITE, PARA AMPLIAR)
MAS QUEM PASSOU POR TANCOS CRIOU AMIZADES PARA ALÉM DESSAS QUE MENCIONEI, PORQUE NAQUELA BASE AÉREA VIVIA UMA FAMÍLIA DE PESSOAS FELIZES... QUE ALGUÉM RESOLVEU ESPICAÇAR NO SEU ORGULHO, MANDANDO TUDO PARA BEJA E MAIS NADA!
SÓ QUE OS SENTIMENTOS PELA ANTIGA BASE CONTINUAM INTACTOS, RAZÃO PORQUE NOS REUNIMOS TODOS, NA COMEMORAÇÃO DO DIA DA UNIDADE, REVENDO AMIGOS VERDADEIROS... E NÃO SÓ! 
 
SERÁ RECORDANDO OS AMIGOS QUE NOS FORAM DEIXANDO, NA MISSA A CELEBRAR NA IGREJA DA ATALAIA, QUE INICIAMOS O NOSSO CONVÍVIO! DEPOIS É SÓ FAZER POR TER APETITE PARA AS IGUARIAS A SERVIR NO RESTAURANTE DA PONTE DA PEDRA, COMO COMEÇA A SER TRADIÇÃO. LÁ ESTAREMOS TODOS PARA MATAR A NOSSA SAUDADE.
JÁ AGORA... FOMOS TANTOS MILHARES OS QUE ANDAMOS A MARCAR PASSO LÁ POR TANCOS... QUANDO NOS COMEÇAMOS A CONSCIENCIALIZAR QUE É PERTINENTE ESTAR PRESENTE NESTES CONVÍVIOS? NÃO  SÃO APENAS OS QUE ESTAVAM EM TANCOS NA ALTURA DO ENCERRAMENTO QUE DEVEM COMPARECER, MAS TODOS AQUELES QUE LÁ PASSARAM BONS (E MAUS) BOCADOS QUANDO CONQUISTARAM A BOINA AZUL, QUE TANTO OS ORGULHA, O BOLETIM DE CONDUÇÃO AUTO, O CURSO DE DACTILOGRAFIA, ETC...ETC... O CONVÍVIO TAMBÉM É PARA ELES! VEM ATÉ NÓS E... CONVIVE! 

sábado, 14 de setembro de 2013

MEU POBRE PORTUGAL...


"Sr. Ministro Poiares Maduro
Deixe que me identifique – Paulo M M de Athayde Banazol – contribuínte 131295420 – com todos os impostos pagos ao Estado.
Ouvi a S/intervenção acerca da “inevitabilidade” de cortar pensões e outras prestações sociais.
A ser verdade – espero que não ! – deixe-me arrolar algumas áreas – garantidamente do S/conhecimento – aonde o Governo pode “inevitavelmente” cortar:
Deputados – são 330 no Continente e Ilhas, com vencimentos (3.624,41 €/mês), despesas representação (370,32€), prémios de presença no Plenário (69,19€), desclocações (0,36 €/Km) deslocações em “Trabalho Político” (se é que se sabe o que isto é !) Território Nacional (376,32€), Europa (450,95€) fora da Europa (1.074,80€), deslocações em representação da AR – nacional (69,19€/dia), estrangeiro (133,66€/ dia) e as regalias / mordomias de todos conhecidas e que, se perguntar aos portugueses, todos classificam de escândalosas, absolutamente fora de contexto e imerecidas.
Alguém viu ou ouviu falar da “inevitabilidade de cortes” no número, remunerações e mordomias destas senhoras e senhores ??
Porque não pagam os deputados as refeições ao preço do comum dos portugueses - menos do n/bolso – menos dos impostos dos portugueses !
E não me fale em demagogia – o exemplo TEM que vir de cima !
Presidente da AR que se reformou com 12 ( DOZE !!!!) anos de actividade com uma pensão de 7 mil e muitos Euros – aqui não se põe a “inevitabilidade de cortes” ??
Mordomias com Acessores e Secretárias, subvenções vitalícias a políticos e Deputados, custos com a Presidência da República – que por sinal gasta mais do que a Casa Real Espanhola !!
Centenas de Juntas de Freguesia e dezenas de Câmaras Municipais – vereadores, acessores, “especialistas” e comissões – aonde está a “inevitabilidade dos cortes” ?
Para quando a VERDADEIRA renegociação das PPP’s, SWAP’s SCUT’s e Rendas Energéticas bem como a devolução aos cofres do Estado dos milhões “emprestados” ao BPN ?
De acordo com o Prof Boaventura Santos, se considerados os cortes nestas áreas a poupança seria de cerca de 2 mil e cem milhões de Euros - e já agora faça-me um favor ministro Poiares Maduro, não me diga que o Prof Boaventura Sousa não é conhecedor da realidade e demagogo.

Juízes do Tribunal Constitucional e Juízes – para quando os “inevitáveis cortes” nos vencimentos e subsídios de residência bem como a regularização dos tempos de serviço para obtenção da reforma ?
Viaturas do Estado - de um total de largas centenas “cortaram” ½ dúzia !
Extraordinário esforço !!!
Campanha Eleitoral para as Autárquicas - 9,7 milhões - “inevitabilidade dos cortes” ??
Fundações - como diz a nossa Gente – “tanta parra e pouca uva” – cortaram ?
Quantas, aonde, quais , poupanças ?
O mesmo relativamente às “milhentas” Comissões - “inevitabilidade dos cortes” ?
Vencimentos, mordomias e Regimes Especiais na TAP, ANA, CP, CGD, Metro, TV, etc, etc, etc – aonde está “inevitabilidade dos cortes” ??

Parque Escolar ??
Palestina ?
SCUT’s ?
IMI / edifícios pertença dos partidos políticos
Milhentas nomeações de acessores, especialistas e consultores ?
etc .. etc ... etc ....
Surpreende-me (para não dizer mais nada !) a determinação do Governo na defesa da “inevitabilidade de cortes” nas pensões – será que o vai fazer às atribuídas ao Dr  Jardim Gonçalves, juízes, deputados, etc, etc ?
A Vossa determinação parece ter um só “alvo” – os fracos e sem voz – à minha mãe – 84 anos e numa cadeira de rodas - a Vossa determinação tirou 60 em 800 euros.
Ao ex-presidentes Soares - 500.000 E (fora a Fundação) e Sampaio – 435.000 E (fora a Fundação Cidade Guimarães) - não se viu ou ouviu aplicar a “inevitabilidade de cortes” – serei eu que, nos meus quase 60, ando distraído.
Quando responsabiliza - e prende !!!! - o Estado os governantes responsáveis pelos atropelos à lei e esbanjar de dinheiros públicos ??
A “inevitabilidade dos cortes” justifica cortes na ajuda à saúde aos militares e funcionários públicos e mantém o nível de impostos às pessoas acima do taxado às empresas – Bancos e Companhias de Seguro com lucros inacreditáveis para um país em crise – aonde a “inevitabilidade” de ajustar impostos ??

Os “inevitáveis cortes” ministro Poiares Maduro, cessam quando o Estado e o Governo de que faz parte, cortarem aonde TÊM que cortar e na minha opinião, deixarem de esbanjar dinheiro, de privilegiar uns à custa dos dinheiros de outros e de acabar com as excepções aos sacrifícios que, parece, não são suportados por todos por igual – até lá não haverá “inevitáveis cortes” que suportem este estado de coisas.
Porque não quero tornar estas linhas em assunto pessoal, não refiro os “inevitáveis cortes” que a minha pensão tem vindo a sofrer e que, por vontade Sua, vai ser alvo de mais “inevitáveis cortes”.
Até quando ministro Poiares Maduro os “inevitáveis cortes” – quando o rendimento disponível chegar a “0” ??
Ainda e longe de completar o rol:
1 - Victor Constâncio, actuação com Governador do BdP e custos
2 - Madeira e as obras faraónicas do Governo
3 - Reformas de Luxo – o nº de reformados que ganhavam 4000 (ou mais) euros engordou cerca de 400%
4 - CP - de acordo com a folha salarial da CP, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros / ano.
5 – a lei de financiamento de campanhas - a recente decisão do Governo de aumentar os montantes dos ajustes directos permitidos a governantes e autarcas permite fuga aos impostos
6 – BdP – os privilégios e despesismo do Banco prolongam-se numa lista longa e ofensiva
7 – EDP – 800 viaturas para um total de 1800 funcionários com facturas anuais de combustível de 10 000 E
8 – Viaturas EP – em 63 EP há 224 carros para gestores que custaram ao Estado 6,4 milhões de euros – fora o resto !!
9 – os milhares de Euros em Ajustes Directos que põem em causa a "concorrência, a igualdade, a transparência e a boa gestão dos dinheiros públicos", pelo que podem "agravar o risco" de corrupção.
10 - despesas de representação, Cartões de Crédito e telemóveis
11 – projectos ruinosos tipo aeroporto de Beja
12 – milhões injectados nas PPP’s e Banca Privada
etc .. etc ... etc .... etc .....
Muitos, muitos mais casos haveria para arrolar ministro Poiares Maduro que são do conhecimento de todos nós, aonde o esbanjar de dinheiros públicos se vê à vista desarmada e que, se combatido com a DETERMINAÇÃO dos portugueses que fizeram Portugal, talvez evitasse os “inevitáveis cortes” que a S/determinação entende serem necessários.
É por causa de tudo que arrolei – e o do muito que ficou por arrolar – que Membros do Governo são assobiados e apupados – nem todos os que assim procedem comunistas, nem todos com agenda política – discordo mas compreendo !
Ministro Poiares Maduro – estou longe – MUITO LONGE - da política e políticos pelo que não tenho simpatia por políticos e filiação em NENHUMA força política.
Filiei-me quando com 20 e poucos anos – jovem oficial - Jurei Bandeira – essa é a minha única Filiação pelo que tenho MUITA dificuldade em entender estas situações, bem como a “inevitabilidade dos cortes”, que considero profundamente injustos para a os portugueses.
Coisas de Soldado !
Cumprimenta
Paulo Banazol"
.

Nota: Os meus e-mails são escritos em completo desacordo e total desrespeito pelo novo acordo ortográfico que, alguns "iluminados" , nos querem impor.

sábado, 7 de setembro de 2013

O COLÉGIO MILITAR... E NÃO SÓ!

As Forças Armadas já se haviam esquecido do coveiro mor Fernando Nogueira, que nenhumas saudades deixou, mas parece que é sina: AO CABO NOGUEIRA ACABA SE SER TIRADO O TÍTULO QUE OSTENTAVA, PORQUE AGUIAR BRANCO É AGORA O COVEIRO DAS FORÇAS ARMADAS.
A única coisa que se não percebe  é de onde lhe vem este ódio visceral às Forças Armadas, não lhe bastando abrir sepulturas para os velhos combatentes, como agora pretende destruir um direito à educação dos nossos filhos,  que é secular nas Forças Armadas.
Sei que esse senhor terá um trauma porque não foi militar... dizem, mas não é destruindo um Colégio a  comemorar 210 anos em 2013 que se fazem as coisas. Quer fechar? FECHE MAS NÃO MINTA AOS PORTUGUESES! Os alunos não estudam de borla, como pretende iludir os portugueses... que já o devem conhecer de ginjeira, bastando para tanto vêr o que foi o percurso feito em prol do Estaleiro de Viana! É sintomático!
 

Sabe que jamais conseguirá demover os antigos aluno de lutar por algo em que acreditam, e está escrito na história dos 'Meninos da Luz' que não será um qualquer ressabiado que destruirá a obra que alguém,  a quem o senhor não era digno de apertar a mão, um dia resolveu criar para os jovens filhos de Militares. E foi aí que foram formados Homens que lhe pedirão contas da destruição que está a fazer, nem que seja a partir do Além! 
 

Embora seja o segundo ministro mais velho do elenco governativo, o actual ministro da Defesa José Pedro Aguiar Branco , consegue sobressair pela infantilidade de algumas das suas atitudes. Como essa de dizer, com uma grande lata, 'quão doloroso mas importante foi ter poupado uns milhares de euros não se deslocando neste Natal para junto dos militares destacados em operações no estrangeiro', ao mesmo tempo que noutra notícia se relata que, perante pressões da presidência e de colegas de governo, 'decidiu esquecer um relatório que encomendara a 25 personalidades destacadas da sociedade portuguesa, selecionadas sob sua responsabilidade, e que lhe haviam entregado o documento já há mais de dois meses'. Para o ajudar na sua simplicidade, sugiro que para conseguir em 2014 a poupança de uns milhões de euros, mande retirar imediatamente o contingente militar do Afeganistão, voluntariando-se ele para ir para lá, pois assim iria estar a ajudar a governar o país.
Não lhe bastava acabar com as Unidades, com os Hospitais, com a assistência social, com as carreiras Militares, com a esperança de vida dos antigos Combatentes? É fartar vilanagem, que o amanhã não tarda e tudo voltará ao seu lugar!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

GENTES DE OUTROS TEMPOS...

Como não me canso de dizer, antigamente a Força Aérea precisava de fazer a inspecção para ingresso nas suas fileiras a mais de 5 mil homens para conseguir incorporar uma Escola de Recrutas. Muitos diziam que se era da Força Aérea por cunha e não por merecimento, mas o inverso é mais consentâneo para reposição da verdade! Havia critério na selecção de quem iria ingressar, porque também não era para toda a gente  a aventura do ar, mas sim para os melhores.
Foi deste modo que exultei de alegria no dia em que, submetido às provas de selecção para as especialidades da FAP, me foi entregue  o documento que me dava como 'APTO'.
Hoje, passados 50 anos sobre a minha incorporação, que me levou a olhar com respeito e simpatia para aqueles Homens... que até nem eram diferentes do comum dos mortais, como alguém poderia supor, verifico que a Força Aérea pode ter evoluído no que ao material de voo e ajudas concerne, mas é minha convicção estar mal servida no qua a chefias respeita, não por incapacidade ou ineficácia para a função, mas porque se esqueceram de que é necessário dar prova de masculinidade na hora de enfrentar o advogado/político que se diz Ministro da Defesa e os seus sequazes, nos momentos que é preciso dizer 'NAO' às tropelias que ele e a pandilha que o segue vão tecendo contra as Forças Armadas. Por porcaria menos importantes se fez o 25 de Abril, que afinal foi apenas uma forma de ascensão para alguns, que nunca deram a cara no PREC nem coisa que o pareça... mas ascenderam a altos cargos políticos nesta Tropa destruída... mas como AINDA somos 'Forças Armadas'...
Quando a Força Aérea tinha gente diferente...
Não podia deixar de dar à estampa esta mensagem de um Camarada que usa a verticalidade para se afirmar Militar de corpo inteiro.
"Meus caros amigos.
Há poucos dias recebi um email bem representativo do que é descrito n’ ”O TRIUNFO DOS PORCOS” relatando que o CEMFA tinha sido desmentido em público pelo ministro (com “m” minúsculo) da Defesa, e, em vez de lhe ter pregado um par de estalos ou demitir-se logo ali, tinha sido um herói por ter demonstrado educação e não lhe ter batido.
Para mim, muito pelo contrário, o CEMFA foi, como tantos outros, um covarde em não ter atirado de imediato a toalha ao chão em frente de todos os que ali se encontravam.
Não é destes heróis que eu preciso.
Como este tenho eu às centenas.
A referida falta de educação do Ministro da Defesa em relação ao CEMFA, apenas demonstra que estes chefes, em vez de se levantarem e tomarem as decisões certas que poderiam fazer história face a dirigentes sem qualificação, sem nível e sem educação, querem transformar a sua covardia em actos de "enorme dignidade".
O incompetente valença pinto (com minúsculas dada a qualidade de verme) disse em entrevista à radio, depois de ter atingido o limite de idade, que todos os generais nomeados pelo Governo eram sempre mal escolhidos.
Tinha sido o caso dele!!!!!!!!
Em primeiro lugar, deixem que esclareça que não tenho nenhuma consideração por nenhum dos actuais generais no activo nem dos que por ali passaram nos últimos 10 anos (salvo alguma honrosa excepção de que não me lembro).
Depois deste esclarecimento deixem-me expressar o que eu penso sobre os "altos dignitários das Forças Armadas", passado meio ano após ter passado à reforma.
Todos aqueles que nos chefiaram nos últimos anos demonstraram uma verdadeira irresponsabilidade e falta de verticalidade perante o poder politico (são os célebres ciclistas de que o Guilherme falava), tendo o seu comportamento perante as difíceis situações que lhes foram apresentadas, tendendo sempre para que a coluna se curvasse perante a submissão e subserviência.
Na sua postura normal, apenas olham para as respectivas barrigas, em que apesar de o salário ser bastante inferior aos restantes dirigentes da função pública, contam com as despesas de representação, que recebem e não gastam no que deviam pois foi uma forma encapotada de lhes aumentar o vencimento, bem assim como as mordomias que seriam inteiramente merecidas, caso se comportassem como verdadeiros chefes militares.
O seu comportamento prima pela total irresponsabilidade que tem como resultado a triste situação das Forças Armadas e dos militares sob o seu comando.
Os generais são todos efectivamente uns "eunucos" como disse e muito bem o nosso companheiro de armas há já alguns anos atrás.
Se assim não fosse, muito gostaria de ter visto o que se teria passado, quando o Gen. Alvarenga foi destituído pelo portas (com minúsculas), se todos os generais da altura (caso fossem íntegros, honestos e verticais) tivessem recusado substitui-lo e nenhum aceitasse o convite para o cargo.
O que teria sido do portas?
Mas infelizmente o G que usam na designação da função não se trata de uma maiúscula mas sim do ponto G tão famosamente falado.
Assim, como podem reclamar da forma como são tratados e descriminados pela negativa face aos outros cargos dignitários da função publica, uma vez que os seus actos em nada os diferencia da maioria dos políticos que hipocritamente nos mentem descaradamente e diariamente?
Não vou sequer cair na tentação de calcular o ratio de generais por número de soldados pois isso demonstra bem o quanto está denegrido o posto face à responsabilidade e que se pode facilmente ver quando em tempo de guerras antigas um Capitão levava 150 homens e agora dois pelotões levam 1 Tenente Coronel.
Os generais têm muito a aprender com o actual Papa e devem deixar de calçar os “sapatos de verniz vermelho” quando se verifica que a actividade operacional está no ZERO, com as viaturas operacionais a servir para tudo menos para as operações, os CC não rolam, os aviões não voam, os navios não navegam e os submarinos não submergem.
Os ditos indivíduos pouco se importam se os militares sob o seu comando passam privações alimentares, que nos leva a tempos muito antigos.
Muito gostaria de ver uma boa reportagem jornalística, independente, que mostrasse as verdadeiras condições de vida dos poucos militares, que não os levam à rebelião porque não comem não dormem e vão todos para casa ao fim do dia.
A comida é de má qualidade, os géneros alimentícios são os de pior qualidade (pois quem não paga aos fornecedores recebe o que sobra dos restantes clientes), as fronhas são imundas, os colchões são do terceiro mundo com dezenas de anos de vida, os tabuleiros parecem ter sido recuperados de uma guerra, as instalações sanitárias nem se fala, as viaturas de transporte operacional, apesar de proibido, transportam os civis para as suas residências com cenas dignas de serem vistas.
Os referidos generais vivem satisfeitos no seu dia a dia com as G3 do tempo colonial, as Walther da 2ª GM e os capacetes que são alugados para documentários do Canal História, enquanto compram submarinos, para estarem nas docas, sem qualquer tipo de munições, os aviões não podem ser utilizados pela NATO por não possuírem as qualificações técnicas nem o armamento e os helicópteros apenas porque são pagos pelas verbas de Busca e Salvamento no mar e para transportar os VIP, mas mesmo assim com verbas muito desviadas até que foi necessário fazer de alguns "vacas" para lhes tirar peças.

ANTÓNIO D'ALMEIDA
Ex-Aluno dos Pupilos do Exército
Bacharel em Contabilidade

Licº Ciências Militares/AM (Ref)
Gestor de Empresas (Ref)"

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

POR VEZES... ACONTECE...!



"Domingo, 4 de julho de 1937, 10h20. Rua Barbosa du Bocage. António de Oliveira Salazar preparava-se para sair da sua viatura oficial, um Buick, frente à casa do seu amigo pessoal Josué Trocado, em cuja capela privativa costumava assistir à missa dominical. De repente, uma enorme explosão atroa os ares e esventra a rua. Fumo, pedras, lajes e placas voam pelos ares. Abre-se uma cratera larga e funda na rua.
A perplexidade é total.
Ouve-se gritos, gente que foge, pessoas que acorrem a ver o sucedido. Trocado precipita-se para a viatura. Ileso, sacudindo a poeira que o cobrira, o ditador sai da viatura pelo seu próprio pé, olha para os lados e aparentemente indiferente, frio, diz: «Vamos assistir à missa.» Esta é a extraordinária história, quase cinematográfica, do único atentado contra a vida de António de Oliveira Salazar, que o historiador João Madeira nos conta ao longo destas páginas. Reconstituindo factos, segue a investigação policial que imediatamente foi montada com exames, inspeções, denúncias e teses contraditórias e se torna numa verdadeira caça ao homem. É preciso encontrar culpados, a todo o custo.
Surge então o fantástico «grupo terrorista» do Alto do Pina. Mas a trama é mais complexa do que parece. 
Este é um acontecimento que se enquadra no contexto da guerra civil de Espanha e das ações de solidariedade desenvolvidas pela Frente Popular Portuguesa em convergência com os anarquistas."
 ...
Os jornais da época, as conversas de boca em boca à saída das igrejas, todos falavam em milagre. Mas na realidade, uma sucessão de episódios de circunstâncias inesperadas e de erros, nomeadamente no fabrico do tubo metálico, demasiado curto, que serviria de bomba, fez com que esta detonasse em sentido contrário do local preciso onde o carro estacionara.
Por pura sorte, António de Oliveira Salazar escaparia sem um arranhão deste atentado. 
No final, enquanto uns lhe pediam repouso, mantendo a pose bem afivelada, sorriu e respondeu «Como fiquei vivo terei de continuar a trabalhar».


Segundo o historiador Manuel Loff  “o atentado de Julho de 1937 contra Salazar não foi sequer o mais espetacular das manifestações da tensão armada dos anos da Guerra Civil de Espanha. A revolta da Armada de Setembro de 1936, motim de marinheiros planeado pela organização comunista (a Organização Revolucionária da Armada) dentro da marinha de guerra, eclode algumas semanas após o início da guerra em Espanha. 
Depois de ter conseguido controlar a situação – não sem antes ordenar o afundamento de dois navios de guerra controlados pelos rebeldes –, Salazar ordenou a deportação para o arquipélago de Cabo Verde, de um grupo inicial de 152 presos políticos, que foram forçados a construir a sua própria prisão, a qual se viria a tornar no mais sinistro e emblemático dos campos de concentração portugueses: o Tarrafal, na Ilha de Santiago”.


A Revolta dos Marinheiros - Setembro de 1936
 
Hoje, com o 'sentido patriótico' que é notório verificar nas fileiras, não seria possível outro 28 de Maio, um 31 de Janeiro, o assalto ao Quartel de Beja, o atentado a Salazar, o assalto ao Santa Maria, o ataque à antiga Base Aérea nº. 3 e tantos outros momentos gritantes da história portuguesa. Ainda se viram alguns fogachos entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro, mas não terão passado de 'cantos do cisne', coisa que acontece quando se entra em coma profundo e se prenuncia a morte.

Talvez tenhamos de importar exemplos de luta, de coragem de dizer não, de resistência à destruição que está em curso nas Forças Armadas Portuguesas, porque aceitam que um qualquer aprendiz de governante venha destruir uma obra que demorou séculos a consolidar:
O CORPO DE ESPÍRITO E A COESÃO DE UMAS FORÇAS ARMADAS QUE NÃO SE DEIXARÃO ENREDAR NAS ONDA DE DESTRUIÇÃO QUE ESTÁ A SER APANÁGIO DO ACTUAL (DES)GOVERNO DA REPÚBLICA!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

'AQUELES SOBRE QUEM PODER NÃO TEVE A MORTE...'




CARTA ABERTA AO CHEFE DO ESTADO MAIOR DA FORÇA AÉREA
 4/6/13
 As minhas saudações a V. Exª.
 Acabo de ser espoliado do meu complemento de pensão de reforma (CPR).
 De tal unilateral, mas certamente muito democrática medida, fui informado, oficialmente, através do ofício nº 2511,de 17 de Maio, da Direcção de Finanças.
 Parto do princípio de que tal complemento me foi atribuído em função dos préstimos da minha actividade profissional desenvolvida ao serviço do Estado e da Nação, e não por qualquer devaneio de gente insana, resquício revolucionário, tão pouco por um capricho de favorecimento ilícito.
 Não tendo, outrossim, dado conta de me ter sido levantado qualquer processo judicial que pudesse ter posto em causa a percepção de tal CPR, apenas posso concluir haver alguém, um dia destes, ter acordado mal disposto decidindo, por sua alta recriação, despojar-me de tal quantia, apesar de minguada.
 A explicação que recebi de V. Exª que, supostamente, me tutela e à instituição que servi, durante 27 anos, pouco adianta – confesso – ao meu entendimento sobre as razões de tal esbulho, embora deva reconhecer, o esforço que dispensaram a esse intento, já para não referir o papel e tinta, gastos.
 Seguramente, por entendimento néscio da minha parte, apesar de – quero deixar claro – ter concluído em tempo e com algum brilhantismo, a antiga 4ª classe, e já não ter sido abrangido por nenhum curso saído de Bolonha, dizia, não consegui perceber patavina do que me avançaram.
Apenas intuí estar perante mais uma infame mescla de engenharia financeira, administrativa e jurídica, a qual fazendo corresponder a um triclínico artigo ou a uma estrambólica alínea ou despacho, uma certa quantia em euros, até que a totalidade da reforma a receber no mês em causa e seguintes, equivalesse a essa descoberta maior da civilização árabe, que dá pelo nome de “zero”.
 Como não consegui entender, apesar de ainda continuar a passar nas inspecções médicas a que sou obrigado para continuar a poder desafiar as leis da gravidade – coisa que a nobre instituição que reunia os dois vocábulos “Força” e “Aérea”, está em vias de deixar de fazer – venho solicitar a V. Exª se digne informar-me das razões objectivas pelas quais fui objecto deste exercício de disparo à carteira, modalidade que nunca fez parte dos parâmetros avaliados na Carreira de Tiro de Alcochete…
E como deixei de acreditar no Estado – que me mente e me rouba, sem que, pelos vistos, isso cause a mais pequena perturbação psicossomática em toda a cadeia hierárquica – e que ainda conheci, minimamente, como “pessoa de bem” ; me educaram que a existência de sindicatos era incompatível com o exercício do “mister das armas”, e que os “Chefes” se preocupavam e defendiam os seus homens (agora também tenho de dizer, mulheres!) vejo-me órfão de pai e mãe, chefe de esquadra e juiz de comarca!
 Talvez o Sr. General, do alto do brilho prateado das estrelas me possa elucidar sobre o que devo fazer.
 Um ponto (aquele em que me avisa? Ameaça? Discorre?) porém, existe no tal ofício, com que me agraciou no seu esplendor comunicacional, que ainda se entende menos: sobre o modo como me irá surripiar o que indevidamente me pagaram desde o princípio do ano, dado que tal medida devia ter sido posta em prática, no pretérito dia 1 de Janeiro.
 A competência dos serviços, de que V. Exª é o topo da pirâmide, desvela-me e só é comparável à intrigante dúvida de como pensam ressarcir-se de tal pecúlio, já que não tocam no meu vencimento dado o mesmo ter sido transferido para a CGA, entretanto alcunhado de reforma.
 Estou certo de que descobrirão uma forma – sobretudo desde que, lamentavelmente, deixaram entrar os esbirros das finanças, vasculhar nas contas das unidades – mas, também, estou certo que tendo sido voluntário para ingressar na FA, não o serei para colaborar nesse intento.
 Posso até garantir, que só não entrarei “ao passo”, se não puder.
 Esmagado pela evidência de tão lídimo amplexo de virtudes cívicas e militares,
 Subescrevo-me
 Atento, nada venerando e desobrigado
João J. Brandão Ferreira
 TCorPilAv (Ref.)
  014391-L
 (Das mui antigas, nobres, por vezes gloriosas, mas quase extintas,  Forças Armadas Portuguesas)
.............
Apetece recordar que o Hino Nacional de Portugal apela ao patriotismo dos portugueses, lança o grito  'contra os canhões, marchar...marchar' para que não haja dúvidas de que os portugueses não têm sangue de aranha, como parece ser o caso de alguns que se apelidam de 'chefes', porque CHEFE é aquele que lidera sem ditadura, aquele que se faz obedecer pelo exemplo, que usa de justiça nas relações com aqueles que estão sobre as suas ordens. 
Ao chefe compete defender o subordinado quando este é vítima das injustiças vindas das cúpulas, e jamais esconder a cara às diatribes das autoridades supostamente superiores, porque quem não sabe defender os que o servem...
Ser Chefe é uma honra e quem tem a dita de encontrar um Homem capaz de se afirmar como líder em todas as circunstâncias, é uma pessoa feliz!