sexta-feira, 20 de abril de 2012

" um golpe militar, mais fácil do que em 1974"

...a não ser que o ano deixe de ter este mês, claro!


'Mal empregado o tempo que perdi com esta revolução, não achas, Maia?'


Faltando 5 dias para se comemorar o 38º. ano da Revolução de Abril, dá-se à estampa a entrevista que o mais célebrado moçambicano residente em Portugal concedeu à Agência LUSA.
Eis algumas passagens da dita entrevista:.
"Otelo Saraiva de Carvalho afirma ser  contra as  manifestações de militares, mas defende que, se forem ultrapassados os limites, com perda de mais direitos, a resposta pode ser um golpe militar, mais fácil do que em 1974."
A propósito da "manifestação da família militar", ocorrida à dias em Lisboa, o "capitão de abril" disse não concordar com esta forma de os militares expressarem a sua indignação.
"Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações coletivas que devem pedir e exigir coisas", afirmou. Mas diz, no entanto, compreender as suas razões e considera que as mesmas podem conduzir a "um novo 25 de abril", num golpe militar que seria mais fácil que o de 1974.
"Os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à atuação da classe política". Esse limite, considerou, foi ultrapassado em 1974 e culminou com a "revolução dos cravos".
Hoje, Portugal está "a atingir o limite", disse, corroborando o que já em tempos dissera à Lusa: "Se soubesse o que sei hoje não teria possivelmente feito o 25 de abril".
"Bastam 800 homens" para um golpe militar
O coronel na reserva acredita que há condições para os militares tomarem o poder e vai mais longe: "bastam 800 homens". Em comparação com o golpe de 1974, do qual afirma ser um "orgulhoso protagonista", Otelo considera que um próximo seria até mais fácil, pois "há menos quartéis, logo menos hipóteses de existirem inimigos" da revolução.
Questionado sobre a real possibilidade dos militares tomarem o poder, como há 37 anos, Otelo responde perentório: "Não tenho dúvida nenhuma que sim. Os militares têm sempre essa capacidade, porque têm armas. É o último bastião do poder instituído", afirmou.
O estratega do golpe do 25 de abril faz uma análise crítica dos últimos 37 anos: "Se eu adivinhasse que o país ia gerar uma classe política igual à que está no poder, e que está a passar a certidão de óbito ao 25 de abril, eu não teria assumido a responsabilidade de dar essa alvorada de esperança ao povo".
"Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura", acrescentou.
"Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de abril, tem vindo a piorar", afirmou.
Classe política passa "certidão de óbito" à revolução
Otelo considera mesmo que, à medida que o tempo corre, tem-se registado um enorme retrocesso. "Gozamos da liberdade de reunião, de manifestação e de expressão, mas começa a haver um caminho para trás", frisou.
Para Otelo Saraiva de Carvalho, a revolução "está agonizante" e há quem disso beneficie. "A classe política, sobretudo o que podemos abstratamente chamar de direita, está a retomar subtilmente tudo aquilo que eram as suas prerrogativas antes do 25 de abril e a passar a certidão de óbito à revolução".
"A minha mágoa é essa", adiantou, sem esconder o pessimismo em relação ao futuro: "Perdemos o compasso da história".
As associações socioprofissionais de militares têm marcada para sábado uma concentração nacional em protesto contra as "medidas duríssimas" apresentadas pelo Governo na proposta do Orçamento para 2012, nomeadamente a redução de remunerações e pensões, cortes nos subsídios de férias e de Natal e o aumento generalizado dos impostos.
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Este senhor diz-se arrependido por ter sido o ideólogo da Revolução dos Cravos, mas não tem razão para estar a lamentar-se, porque apenas escolheu mal o símbolo da revolução que 'liderou', porque deveria ter escolhido o diamante, o calhau, a kriptonite ou qualquer outra coisa de longa duração, uma vez que os cravos morrem rápido e sempre seria mais enriquecedora a posse de um diamante do que uma flôr murcha.
Quando fizer outra revolta, que seja contra a revolta provocada pelas convicções dos Militares de que o MFA os tramou e bem! Não houvesse um Otelo a sonhar e outro galo cantaria no País... talvez o de Barcelos... o Gil Vicente... quem sabe?
Mas é melhor não dar ideias porque lixado já o Povo está... e não é pelo MFA mas sim pelo Governo que agora 'comanda' as operações anti-militares encetadas por alguns... militares de Abril!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

25 DE ABRIL... Portugal morreu!


"Não me lixes, pá! Vamos lá atacar esta gaita, senão vamos parar à Guiné!"
"Pois é! Não fui para a Guiné... mas agora tenho que vir à sopa do Barroso, se quero comer!"

" Mas este monumento é mesmo a cara do 25 do quatro! Acertaram na mouche!"
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"Um dos melhores comentários que li este ano, sobre o 25 de Abril.
25 DE ABRIL... Portugal Morreu!
* Mataram Deus, substituindo-o por seitas americanas e brasileiras e chamaram-lhe liberdade religiosa...
* Mataram a Pátria, abandonando as colónias e os portugueses que nelas viviam à mercê dos terroristas ávidos de sangue e chamaram-lhe descolonização...
* Mataram Portugal, hipotecando a soberania do país a Bruxelas e chamaram-lhe desenvolvimento...
* Mataram o orgulho de se ser português, levando o país à bancarrota, hipotecando-o ao FMI e chamaram-lhe investimento...
* Mataram a classe política digna desse nome, dando lugar a corruptos e mentirosos e chamaram-lhe democracia parlamentar...
* 38 anos de ditadura democrática conseguiram destruir 800 anos de história e matar o nosso país.
- Muito obrigado, 25 de Abril !!!
Bom fim de semana"
...
Não faço ideia qual o impacto que poderá ter a comemoração do 25 de Abril neste ano de vacas magras,
mas... a quem interessará esta comemoração? Aos 'Militares de Abril'? A quais? Aos que se demitiram dos seus deveres para com a Pátria, a quem um dia juraram servir, lutar por ela... mesmo com o sacrifício da própria vida?
Mas será que juraram perante a Bendeira de Portugal ou dos países que agora está na moda 'defender'?
Já sei! Estes novos países pagam melhor, dá mais gozo estar à sombra do coqueiro ou da palmeira que da azinheira, sabemos.
Depois, com o País português em crise, porque alguns barões da política se abotoaram com o que puderam, só um parvo fica por aqui a sofrer cortes nos subsídios... que diziam ser 'uma conquista de Abril', de tal modo que foi o de Férias, o de Natal, são as promoções que foram para a câmara frigorífica de São Bento, é o aumento dos combustíveis, que se pagam ao preço do ouro - menos daquele que é roubado nos assaltos, pois esse nem se sabe para onde vai... supõe-se - são as portagens das SCUT, é o corte na assistência médica e medicamentosa, é o aumento das propinas, é o aumento dos transportes... são os cortes... os aumentos... os gritos de fome... os lamentos... as lágrimas... os tormentos... o fartar vilanagem que temos para comemorar nesta triste data que alguns teimam em dizer ter sido uma benção... porque lhes permite encher os bolsos à custa do otário, que vai gozando as coisas boas de uma democracia feita apenas para os ladrões da dignidade da Pátria portuguesa.
Depois... ainda se tem o desplante de dizer à autoridade que está a exercer a sua função, perante um crime cometido que outorga uma multa, no mínimo,  "ISTO É O ESTADO QUE PAGA!!!", não vendo o procústeo ex-manda chuva do País que está a roubar o Povo, mais uma vez, acrescente-se, pois é este que acaba por pagar a factura da sua imbecilidade.
Bibó 25 de Abril que aí vem... porque se não lembraram dele para eliminar, na supressão dos feriados aprovada pelo Parlamento... lamento... lamento... lamento da nossa angústia! 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

É SEMPRE A ROUBAR O POBRE...




"O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reconheceu esta quinta-feira, no final do debate no Parlamento, que cometeu um «lapso» quando, em Outubro, disse que o corte nos subsídios de férias e Natal seriam até 2013.
No entanto, Gaspar frisou que o relatório do Orçamento do Estado para 2012, entregue na Assembleia da República, refere que o corte nos subsídios será durante o período de vigência do programa de ajustamento, ou seja, só serão repostos em 2015.
Sob fogo cerrado de toda a oposição durante o debate do Orçamento Rectificativo, o ministro foi confrontado pelo deputado do BE, Pedro Filipe Soares, que citou uma entrevista do ministro em Outubro do ano passado: «
O corte é temporário. Existirá durante a vigência do programa. Esse período acaba em 2013, dizia o ministro. Este governo mente aos portugueses e insiste que no assalto que é cortar os subsídios».Gaspar respondeu que se «trata naturalmente de um lapso» mas ressalvou que as suas palavras «não alteram a vigência do programa».
O ministro destacou «o poder da palavra escrita», remetendo para os artigos 21º e 25º do Orçamento de Estado, onde se pode ler que «
durante a vigência do programa de assistência económica e financeira, como medida excepcional, é suspenso o pagamento dos subsídios de férias e Natal ou prestações correspondentes».
«
A forma e modalidade com que será realizada essa reposição estão naturalmente em aberto de acordo com esta linguagem», acrescentou, tentando legitimar as
afirmações do primeiro-ministro,  Pedro Passos
Coelho, na quarta-feira, em entrevista à Rádio Renascença, em que admitia a reposição dos subsídios «de forma gradual» ou até a diluição desses valores nos 12 meses de salário." Que apetece dizer perante este descarado roubo de igreja perpetrado por uma espécie de governação que faz que faz mas não faz? Medidas temporárias para vigorar até 2013...2014... 2015... e até quando, perguntaremos nós?
Se foi um lapso, apenas se passou na cabeça doente de quem afirma 'vamos falar devegarinho' como se estivesse a gozar com o Zé Povinho, que faz preces ao 'Senhor Roubado' para que não permita mais Partidos Socialistas, Sociais Democratas ou Democratas Cristãos serem 'vitimas' de lapsos que nos mexam nos bolsos e deixam um sentimento de angústia a quem, depois que serviu as Forças Armadas com dignidade, se vê votado ao ostracismo por uma cáfila de incompetentes, que teimam em tornar o Militar num simples Funcionário Público. Não diabolizo estes honrados trabalhadores estatais, pois são eles os primeiros a sofrer na carne as incompetências de alguns supostos Democratas governamentais, que apenas pretendem servir-se e não servir! E é claro que também a politização das Chefias Militares levou a que estes perdessem influência nas suas Armas, razão primeira para calarem durante tanto tempo as prepotências tidas para com os seus comandados, acredito.

Nas próximas eleições, lá terei de repensar se valerá a pena ou se aumento o número daqueles que hoje votam P.A.P.  - Partido Abstencionista Português, porque passei à classe dos desiludidos da Pátria.