sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

UM NOVO ANO VIRÁ...

Esperamos que o Novo Ano traga para todos JUSTIÇA A TODOS OS NÍVEIS, porque sem Justiça não há VERDADE, SAÚDE, TRABALHO, IGUALDADE PARA TODOS. É que será na Justiça que se sustentará todo o edifício do nosso bem estar social.
Que aos Militares lhes seja devolvida a liberdade que lhes tem sido coartada com a tentativa de lhes retirar a dignidade que lhes está nos genes, porque o Militar sempre pautou a sua conduta pelos ditames da Honra e da Virtude, da Verdade e da Disciplina... e alguém não saberá bem o que tais predicados significam para o Militar.
A todos, do fundo do coração, a continuação de

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

AINDA HÁ NATAL?

A pergunta pertinente,
e  não precisa de resposta:
 Está à vista de toda a gente...
mas cá a 'gente' não gosta!
 
mesmo que seja mais 'pobrete', que ele seja 'alegrete'!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

NESTE TEMPO DE NATAL...

 
...CHEGO À CONCLUSÃO DE QUE OS PORTUGUESES ANDAM BASTANTE CONFUSOS COM TUDO O QUE LHES TEM ACONTECIDO:
* Um velhadas, filho de um Padre das Cortes - Leiria, anda a dizer bacoradas em nome de São Marx e tudo se lhe perdoa, porque é da senilidade e não da idade, porque senão o Manuel de Oliveira...;
* Andam os (des)governantes todos estes anos depois do 25 de Abril a dizer que deram aos Militares milhentas de coisas boas, mas afinal apenas deram uma mão cheia de nada, porque até o desconto nos Combóios foi concedido a partir de 1973 - e não 1974 - e abrangia já então a Guarda Repúblicana, pois esta sempre fez parte da Defesa Nacional, mesmo que não o queiram alguns; 
* Como o (des)Governo quer dar um Natal mais alegre à 'malta' da 'Tropa', em 2013 vai aumentar os descontos para a saúde, com rectroactivos relativos a 2010 e 2011! Quem é amigo, quem é? Um Soldado vai desenbolsar 17€, um 1º.Sargento 22€ e um General 80€.
* É esse o motivo porque o Povo se vira para Deus e interroga-se, incrédulo:
 
 
* Os Militares passam a descontar sobre os vencimentos e os suplementos... mesmo que não tenham benefícios nenhuns, como vem sendo o caso!
POBRE PAÍS, QUE TE DEIXAS EMBALAR NAS CANTIGAS DE UM BANDO DE CANTORES QUE APENAS MOSTRAM QUERER VINGAR-SE DOS MILITARES... PORQUE ESTES UM DIA, NO LONGÍNQUO 1974, DECIDIRAM ARMAR-SE EM AMIGOS DA PÁTRIA E FIZERAM UMA REVOLUÇÃO... QUE  VEIO ACABAR COM AS MORDOMIAS ÁS GENTES DO CAPITAL, MAS AGORA APROVEITAM PARA DAR ESTAS AMARGAS
 
Boas Festas!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CAMARATE - 32 ANOS

  
Esta noite 'comemora-se' a tragédia que enlutou Portugal no dia 04 de Dezembro de 1980, entre as 20 Horas e as 20 Horas e 30 minutos, quando um  Cessna igual ao acima mostrado se despenhou  sobre o Bairro de Camarate, vitimando o então Primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, a companheira de Sá Carneiro, Snu Abecassis, o Chefe de Gabinete, António Patrício Gouveia e os dois pilotos do avião, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa, além de uma pessoa que se encontrava em terra.
 
O caso começou a ser investigado no próprio dia do acidente, tendo prescrito, de forma inconclusiva, em Setembro de 2006. Em Novembro do mesmo ano um antigo segurança declarou em entrevista ter colocado um engenho explosivo da sua autoria a bordo da aeronave, embora a intenção fosse somente a de assustar os ocupantes. O engenho teria sido posteriormente alterado por forma a fazer explodir o avião. Uma vez que o caso havia prescrito, apesar destas declarações, o segurança não pôde ser julgado.
Estava a decorrer a  campanha presidencial do general Soares Carneiro, candidato pela Aliança Democrática (AD) e o ministro da Defesa, Engº. Adelino Amaro da Costa tinha disponível uma aeronave Cessna para se deslocar ao Porto, onde iria assistir ao encerramento da campanha. Tendo Soares Carneiro alterado o local de encerramento da campanha para Setúbal, para onde se dirigiu acompanhado de Freitas do Amaral, o então primeiro-ministro Sá Carneiro, que também se dirigia para o Porto, acompanhado da sua companheira Snu Abecassis, acabou por desmarcar os bilhetes da TAP que tinha reservado e aceitou o convite de Amaro da Costa, embarcando a bordo do Cessna juntamente com este e com o chefe de gabinete Patrício Gouveia, e dos dois pilotos do aparelho. Poucos minutos depois explodiu.
 
 
 O avião Cessna, já a arder e deixando um rasto de detritos, embateu em cabos de alta tensão junto ao bairro das Fontainhas, perdendo velocidade e acabando por despenhar-se numa bola de fogo sobre uma casa em Camarate, perto de Lisboa. Morreram todos os seis ocupantes do aparelho, e uma pessoa que se encontrava na casa sobre a qual o avião caiu.
No próprio dia do acidente, a 4 de Dezembro de 1980, foi instaurado um inquérito preliminar, dirigido pelo Ministério Público e investigado pela Polícia Judiciária, o qual foi concluído e o relatório publicado a 9 de Outubro de 1981, considerando que não havia indício de crime e que os autos deveriam aguardar, por mera cautela, a produção de melhor prova.
Sabe-se que a hipótese de crime ainda hoje é defendida, mesmo sabendo-se também que os culpados, havendo-os, já estão mais que livres das garras da lei, por perscrição!

sábado, 24 de novembro de 2012

GOLPE MILITAR DO 25 DE NOVEMBRO

 
Quando, no dia 21 de Novembro, o Conselho da Revolução resolveu destituir o 'General' Otelo Saraiva de Carvalho do cargo de Comandante da Região Militar de Lisboa, com o cargo a ser entregue a Vasco Lourenço, que pertencia à linha mais moderada, e o Partido Socialista realizou um comício na Alameda D. Afonso Henriques, de apoio ao VI Governo Provisório, que contou com uma presença de milhares de pessoas, ninguém sabia que os agricultores de Rio Maior, que se dizia estarem 'feitos' com a direita, cortariam, no dia 24 de Novembro, as estradas de acesso a Lisboa.
É assim que chega o dia 25 de Novembro de 1975, cuja efeméride se 'comemora' amanhã, pois naquele dia  aconteceu:
- Na sequência de uma decisão do General Morais da Silva, Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, que dias antes tinha mandado passar à disponibilidade cerca de 1000 camaradas de armas dos Páraquedistas da Base Escola de Tropas Paraquedistas de Tancos, estes resolveram ocupar o Comando da Região Aérea, em Monsanto - Lisboa e mais cinco bases aéreas, detêm o general Aníbal Pinho Freire e exigem a demissão do General Morais da Silva;
 - Este actos são então considerados, pelos militares ligados ao 'Grupo dos 9', como o indício de que estaria em preparação um golpe de estado vindo dos sectores mais radicais, da esquerda. Esses militares apoiados pelos partidos políticos moderados como PS e o PPD e depois do Presidente da República, General Costa Gomes, ter obtido da parte do PCP a confirmação de que não iria convocar os seus militantes e apoiantes para qualquer acção de rua, decidem então intervir militarmente para controlar o país;
- O Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS), que estava com os moderados, toma posições no Aeroporto de Lisboa, nas Portagens da A1 - Lisboa e no Depósito de Material de Guerra, em Beirolas;
- As forças da Escola Prática de Administração Militar ocuparam a Rádio Televisão Portuguesa, enquanto a Polícia Militar toma a Emissora Nacional. Ambas as forças militares estão ligadas a forças políticas da esquerda revolucionária;
- Uma força do Regimento de Comandos da Amadora, ligados aos moderados, cerca o Emissor de Monsanto, que havia sido ocupado pelos Páraquedistas, e a emissão da RTP foi transferida para a RTP-Porto;
- Mário Soares, Jorge Campinos e Sottomayor Cardia, membros da Comissão Permanente do PS, temendo pela vida, saem clandestinamente de Lisboa, na tarde do dia 25, e seguem para o Porto, onde se apresentam no Quartel da Região Militar do Norte ao Brigadeiro Pires Veloso e ao General José Lemos Ferreira;
- O Presidente da República decreta o estado de sitio na área da Região Militar de Lisboa, e teve um papel determinante na contenção dos extremos;
- Ramalho Eanes, adjunto de Vasco Lourenço, ilude as pressões dos militares da extrema-direita, que o incitam a mandar bombardear unidades, Vasco Lourenço dá voz de prisão a Diniz de Almeida, Campos Andrada, Cuco Rosa e Mário Tomé,  todos eles militares com fortes ligações a  forças políticas da esquerda revolucionária, sendo o último, inclusive,  filiado na  UDP;
- O "Grupo dos Nove" e os seus aliados controlam a situação.
Os oficiais do COPCON e da FUR, aliados de ocasião dos “gonçalvistas” e do sector militar do PCP , decidiram-se a travar o ‘combate decisivo” à sua maneira.
Chegou o momento do avanço decisivo para o socialismo”, proclamava a 21 o manifesto dos oficiais do COPCON: "O poder dos trabalhadores tem que ser armado”. O objectivo era ganhar o apoio popular para um pronunciamento que impedisse a destituição de Otelo e demitisse os chefes de direita da Força Aérea.
A insubordinação dos pára-quedistas e o miniputsch esquerdista foram o triste desenlace a que se reduziu o grande movimento revolucionário de 74/75, o maior da história moderna portuguesa. Os operários, que no dia 25 de Novembro se agruparam junto dos quartéis pedindo armas, já se sabiam derrotados. Os chefes do PCP mandaram-nos para casa, com “confiança no futuro”. O golpe militar da social-democracia, longamente amadurecido, ia inaugurar uma nova era de estabilidade. Cunhal acolheu-se como refém submisso à protecção de Melo Antunes. Tudo acabara em bem: nem fascismo nem revolução
.
O GOLPE CRONOLÓGICAMENTE NARRADO:
 Na madrugada de 25 de Novembro de 1975, forças militares da extrema-esquerda saem da base de pára-quedistas de Tancos.
- Os comunistas pró-soviéticos, conhecedores da movimentação, reunem de emergência o comité central às 03:30 da madrugada desse dia.
-  04:00 da madrugada, é confirmada a demissão de Otelo Saraiva de Carvalho da chefia do Comando Operacional do Continente, retirando à extrema-esquerda este posto militar de importância estratégica.
- Quase à mesma hora, os movimentos da extrema esquerda emitem um comunicado a afirmar que chegou a hora dos trabalhadores mostrarem o seu poder. O objetivo é o de esmagar a besta fascista, aludindo a uma manifestação de agricultores anti-comunistas, que tinha erguido barricadas a 40km a norte de Lisboa e à demissão de Otelo Saraiva de Carvalho.
- 04:30 - ocorre a primeira ação de contenção do golpe, quando quatro Chaimites do Regimento de Comandos (afeto às forças democráticas) montam guarda ao Palácio Presidencial em Belém.
- 05:00 – Unidades blindadas fiéis às forças democráticas saem do regimento de Cavalaria de Estremoz e da EPC (Escola Prática de Cavalaria) de Santarém, em direção a Lisboa
06:00 – Tendo conhecimento desta movimentação militares esquerdistas do RALIS (Regimento de Artilharia de Lisboa) tomam posições defensivas na entrada norte de Lisboa, no aeroporto da Portela e no depósito de material de guerra em Beirolas. A movimentação dos blindados ocorrerá porém apenas no dia seguinte..
- 06:00 Forças dos pára-quedistas tomam as instalações militares do DGACI de Monsanto
- 07:00 Forças dos pára-quedistas (extrema-esquerda), comandados pelo então Tenente Matos Serra, atacam e controlam pelas armas a Base Aérea nº. 3, de Tancos.
– 08:00 Forças também dos pára-quedistas tomam as bases aéreas nº. 5, de Monte-Real, nº. 6, do Montijo (Margem sul do Tejo) e  nº. 2, da Ota.
- 08:00 – As forças revolucionárias da extrema-esquerda tomam posições importantes, mas torna-se claro que o Presidente da República (cuja posição era indefinida) decidiu contrariar o golpe revolucinário.
- 09:00 – O Presidente da Republica reune-se de emergência com o Conselho da Revolução para analisar a situação.
- 10:00 – O Partido Comunista apercebe-se que a situação, embora aparentemente favorável aos revolucionários, não tem saida, desde que o Presidente decidiu contrariar o golpe. O PCP dá ordens à sua principal unidade operacional, os Fuzileiros Navais, de que «não é a altura para avançar».
- 12:00 - O Presidente convoca Otelo Saraiva de Carvalho para que se apresente no Palácio de Belém.
- 14:00 - 16:00 - O Presidente da República manda que vários comandantes de unidades militares da região de Lisboa se apresentem no Palácio de Belém.
- 15:00 - Otelo Saraiva de Carvalho (desistindo de comandar os revoltosos) apresenta-se ao Presidente.
- 16:00 – Depois de se informar sobre quais as acções que serão levadas a cabo pelos comunistas pró-soviéticos e pela central sindical comunista (CGTP), o Presidente da República declara o «Estado de Excepção» na Região Militar de Lisboa.
- 16:30 – Tropas do Regimento de Comandos (fiéis às forças democráticas) preparam-se para atacar a Base de Monsanto, o Regimento de Artilharia de Lisboa e unidades do Regimento de Artilharia de Costa (aparentemente fiéis aos revoltosos da extrema-esquerda).
- 16:30 - O Presidente manda emissários às instalações do Comando da Região Aérea em Monsanto pedindo a rendição dos revoltosos, mas sem sucesso.
- 17:00 - Forças da EPAM (Escola Prática de Administração Militar) (extrema esquerda) tomam as instalações da Televisão. A emissão passa a ser constituída por bailados revolucionários e música clássica.
- 17:00 – Populares da região de Leiria cercam a base de Monte-Real, que tinha sido tomada pelos páraquedistas da extrema-esquerda e impedem a sua utilização.
- 19:15 – Os páraquedistas em Monsanto rendem-se às forças do Regimento de Comandos.
- 21:10 – Ocorre o mais conhecido incidente da revolta para quem assistia pela televisão. O capitão esquerdista Duran Clemente, que lia um comunicado revolucionário é interrompido e a emissão da Rádio Televisão Portuguesa a partir de Lisboa, passa a ser assegurada a partir dos estúdios no Porto. A programação, que transmitia música sinfónica e um balet revolucionário (ao estilo chinês) é substituída por um filme americano com Danny Kaye.
- 21:30 – O Presidente da República dirige uma comunicação ao país, com o esquerdista Otelo Saraiva de Carvalho a seu lado.
Dia 26 de Novembro
- 00:30 – A Base aérea da Ota volta ao controlo das forças democráticas.
- 01:00 – Populares da extrema-esquerda cavam trincheiras junto às instalações da Policia Militar na Ajuda, a apenas 500m (quinhentos metros) do Palácio Presidencial.
- 02:00 – Não tendo conseguido o controlo completo da situação, forças de infantaria vindas do Porto, de Vila Real e de Braga, preparam-se para marchar sobre Lisboa.
- 07:20 – Os comandantes do Regimendo de Policia Militar são convocados para se apresentarem ao Presidente da República, 500m mais abaixo, mas um plenario de militares revolucionários determina que o Presidente deve primeiro explicar as razões da convocação.
- Um militar da presidência dá a palavra de honra de que os oficiais esquerdistas não serão presos e dois deles (Maj. Mário Tomé e Maj. Cuco Rosa) apresentam-se no palácio às  08:00.
08:15 – Os militares do Regimento de Comandos tomam de assalto o quartel do Regimento da Polícia Militar. Durante o assalto morrem dois militares, um Tenente e um 2º-Furriel.
- Os comandantes da Policia Militar, contrariando a promessa dada, receberão ordem de prisão durante essa manhã.
- Também durante a manhã, o comandante do RALIS apresenta-se ao presidente e é detido.
- 10:00 – Blindados chegados da Escola-prática de Cavalaria de Santarem, controlam o Depósito-Geral de Material de Guerra.
- À tarde, os Fuzileiros Navais, que não tinham aderido ao golpe por indicação do Partido Comunista, cumprem ordens recebidas do Presidente para tomarem posições no forte de Almada e dispersam uma manifestação de populares junto ao seu quartel.
- Por volta das 16:00 a EPAM (Escola Prática de Administração Militar) rende-se

- Ao fim da tarde, a Base Aérea 6, do Montijo volta ao comando da 1ª Região Aérea.

domingo, 11 de novembro de 2012

Mãe anda sete dias com o cadáver de filho no carro

A gravidez foi escondida e quando o bebé nasceu já estaria morto. 
 
 
 Alojamento Digital.com
Uma mulher solteira, de 26 anos, natural de Santa Maria da Feira, na Maia, militar da Força Aérea, conseguiu esconder a sua gravidez todo o tempo de gestação. Quando deu à luz o bebé já estaria morto, como tal colocou o cadáver do recém-nascido dentro de um saco.
Mais tarde, sem mais ninguém a quem recorrer encontra-se com um amigo, a quem pede que queime o conteúdo do saco do Exército que trazia consigo, que já estava em estado de putrefação, alegando que seria um animal morto resultante de uma praxe do curso de formação de sargentos que fazia no Montijo.
O jovem aceitou o estranho pedido e guardou o saco nas traseiras da sua casa. Os pais do jovem, ao sentirem um cheiro nauseabundo vindo do saco foram investigar e confirmaram que se tratava de um bebé, com indícios de ter sido chamuscado.
...
 RTP notícias
A Força Aérea emitiu há pouco um comunicado. Nele pode ler-se que "o Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, determinou a abertura imediata de um Processo de Averiguações, para apurar eventuais factos que tenham ocorrido em instalações militares."
 ...
«Militar manda queimar filho recém nascido» - Correio da Manhã
Por Redação
Angelique Kendal, 26 anos, cabo na Força Aérea, escondeu a gravidez de todos os elementos da Base Aérea do Montijo. Sozinha, deu à luz o filho, há mais de 10 dias e anteontem ao regressar à Maia, pediu a um amigo queimasse o cadáver, dizendo que era um animal.

Tirem a Força Aérea deste filme, pois não é a Instituição Militar que tem a culpa de haver pessoas fardadas sem carácter para envergar essa mesma farda, para mais colocar na cabeça a Boina Azul que tantos pugnaram por dignificar mas uma fulana qualquer vem pretender achincalhar.
A Base Aérea nº. 6 por certo não tem nada a ver com o assunto... a não ser que o cadáver fosse escondido dentro da Base, pois cheiraria mal, por certo e alguém teria de dar com a criança. Mas acredita-se que tenha ficado dentro do carro e este, estando parqueado, não deixou transpirar para fora aquilo que a Cabo havia feito.

sábado, 10 de novembro de 2012

TUDO MUDA...

...ainda que não mude a esperança que nos uniu, fiéis a uma divisa "POR MÉRITO PRÓPRIO", significando 'À mais pequena solicitação', a Força Aérea, uma componente das nossas Forças Armadas,está a ficar minada pelo vírus MDN que vai ficando disseminado a cada dia que passa, perante a inércia dos doutos senhores que tomam conta da coutada 'TROPA', vai-se destruíndo cada vez mais, porque abandonada ao seu destino. 
Estivemos a cumprir a nossa Missão de soberania em África e na Oceania sempre dotados de vontade em erguer bem alto a nossa Bandeira e a da Força Aérea. Utilizámos armas que nem o mais avisado ousaria pensar, pois não era por acaso que havia uma Mauser à nossa disposição, com 3 cunhetes de 5 munições por homem, contra as “SIMONOV”, "Kalashnikov",  "PPSh" Russas. Como arma de utilização pessoal para tiro rápido, que tal a nossa querida e saudosa FBP? Os aviões eram o que eram... mas os T6 foram de uma utilidade extraordinária, a par das DO27 ou  Auster, pois os "FIAT" e os "F" eram heranças de outras guerras e nada há para dizer senão... 'bestiais, pá!'. Os 'Hélis' merecem uma página dourada no contexto "GUERRA DO ULTRAMAR", porque talvez Winston Churchill estivesse a pensar nos nossos rapazes quando disse: "NA HISTÓRIA DOS CONFLITOS HUMANOS, NUNCA TANTOS DEVERAM TANTO A TÃO POUCOS!". Não era só a 'sua' RAF mas também a nossa que estava a ser consagrada. 
Felizmente não calhou à Força Aérea trazer Portugal de Angola embrulhado debaixo do braço. Pelos belíssimos serviços prestados à causa de Angola independente, coube em sortes ser a Marinha de Guerra a desempenhar essa Missão. Para honrar o Alto Comissário de então? É que os outros até se comportaram com dignidade na Guerra do Ultramar, pois não cometeram as acções que se conhecem de alguns "Kamaradas" no período pós 25 de Abril. Quando da saída de Angola muitos Militares deixaram lá um pouco da sua dignidade... e eles sabem quem são.  
 
Tudo mudou em Angola e a prova está à vista de todos! Já há indícios de que Angola pretende 'conquistar' Portugal seja de que forma fôr, sendo os mísseis uma razão para nos interrogarmos se não deixámos em África um monstro em construção, capaz de vir a sujeitar pelas armas que tem quem ouse fazer-lhe frente.
Lá diz o velho ditado: "NUNCA SIRVAS A QUEM SERVIU...". Os angolanos já mostraram do que são capazes... até pelo assassínio. Estejamos atentos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ATÉ QUE ENFIM... REVELARAM-SE!

E que chamas tú vocação? Servir a tua Pátria e por ela dar a própria vida? Não ter um horário que te permita ter uma vida consentânea com o sonho que um dia acalentastes de ter uma família? Estar sempre pronto a cumprir com os teus deveres, conforme te comprometestes perante a Bandeira, quando perante ela fizestes o teu Juramento?
Hoje não é possível saber até que ponto podes confiar na 'Tropa fandanga' a que os (des)Governantes condenaram as Forças Armadas... pois não há da parte das entidades chamadas responsáveis pela instituição castrense, qualquer vontade política em dar dignidade e prestigiar as Forças Militares. Essa excelsa personagem que ostenta o pomposo título de Ministro da Defesa não é uma pessoa  capaz de discernir entre o que são Forças Armadas e Arrumadores de Automóveis. Um Militar, para ele, é um alvo a abater... se não é da sua côr... que espero seja diferente do vermelho comuna, apesar de ele, Aguiar Branco, dever ser azul por nascença.
Sabes uma coisa? Se fosse hoje que tivesse de servir nas Forças Armadas... mandava esta Tropa às malvas. Ter vocação não é ser 'tanso', parvo, 'pau mandado' por alguns que  nem sabem sequer o que significa Jurar Bandeira. Vocação para ser Militar é algo que nasce no coração de cada um e se corporiza no desejo de SERVIR A  PÁTRIA. 
Fique à vontade o excelso coveiro das Forças Armadas, que os Militares estão habituados a fazer marchas e não é a retirada do desconto nos combóios que os deita abaixo. Se eu estivesse ao serviço, era um orgulho cumprir missões de serviço a pé! Começava a missão no dia da incorporação e acabava a mesma no dia da passagem à 'Peluda'. Sei que precisam de dinheiro para os 'pópós' dos 'coveiros da Pátria' e assimilados. Não se compram carros novos para a canalha que nos destrói se não se conseguir comer mais uns cêntimos aos papalvos, 'Tropa' incluída.
Não se admirem que recomecem as deserções, como havia no meu tempo! Julgo que é tempo de os mandões governamentais olharem para o umbigo e fazerem um exame de consciência sobre aquilo que pretendem daqueles que os servem. O Funcionalismo é colocado a ridículo, a 'Tropa' é vilpendiada, às Forças de Segurança vão dando uma no cravo outra na ferradura, aos idosos e reformados tratam-os como 'lixo', como se eles fossem uma doença a erradicar... mas também a Saúde em Portugal está enferma!
Os Militares garantem continuar a transitar pela linha da contestação à destruição de tudo aquilo que se diz ter sido trazido em Abril de 74. Porque está provado que nada de bom se fez em Abril... porque em Abril águas mil, e só se vê meterem água por todos os lados aqueles que pugnam pela destruição. 
Não sei se também os familiares dos funcionários da CP têm suspensa a utilização gratuita dos combóios, tal como os pais, mães, amigos, cão e gato têm tido.
Quando ingressei na vida Militar, não havia descontos para Praças, pois apenas Oficiais e Sargentos tinham um desconto. Foi uma das reivindicações feitas no PREC que levou a que fosse concedido desconto a todos os Militares por parte da CP. Gostaria que a Tutela viesse informar como vão fazer para aqueles militares que moram em Viana do Castelo e estão a cumprir serviço em Tavira e vice-versa. Quem é de Fronteira e vai cumprir serviço para Tancos ou Santa Margarida... vai a pé?
Tenham juízo, senhores do Governo! Incomodem-se com esta injustiça, senhores CEM das várias Armas. O que está o CEMGFA a fazer a este respeito? 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

REINVENTEM, PÁ!...

Centro de Estágios para Formação de Oficiais Generais da GNR
Tenho andado intrigado com o facto de os Oficiais superiores da GNR não terem percebido que servem um País onde o "QUERO...POSSO...MANDO..." dos senhores da governança é por demais evidente. Como a Guarda sempre foi um suporte da chamada 'ditadura Salazarista', não cuidou o Governo que pudesse haver alguma contestação às vontades expressas pelas altas instâncias do País, como é o caso do Ministro da tutela, que procura vêr no actuais Chefes Militares os 'yes, sir' sempre prontos para tentarem fazer  a defesa dos seus próprios  'tachos', realidade que  é constatada,  infelizmente, na acção de determinados 'senhores da guerra'.
O verdadeiro 'busílis' desta questão é o venerando, querido, adorado, reverenciado, idolatrado e mais que venerado alto magistrado da Nação, que não há meio de se penitenciar pela porcaria que tem feito em prol do Povo que teve a desgraçada ideia de o colocar no poleiro de Belém!
Esse senhor é que deveria tomar consciência de que tem para com Portugal um dever a cumprir... e esse dever não é contribuír para o martírio de um Povo que clama por justiça social. Porque será que este senhor de Belém não deseja vêr Oficiais Superiores da Guarda Nacional Republicana serem promovidos a Oficiais Generais?
Alguns Oficiais Superiores reclamaram da nomeação de Oficiais Generais do Exército para suprir as vagas (?) existentes na Guarda, onde já se encontram a fazer estágio (?), segundo notícias recentes, mas a mão pesada da justiça caíu inexorável sobre dois desses 'malfeitores contestatários', pelo que dois deles se viram exonerados das funções que exerciam, sem apelo nem agravo. Tinham alguma coisa que pedir no Tribunal providência cautelar para evitar a 'nomeação' dos dois novos Generais?  
Meia centena de oficiais superiores da Guarda Nacional Republicana  ameaçam mover um processo em tribunal contra o Comando Geral caso este não divulgue as listas para promoções.
Em requerimento foi solicitado ao Comando Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR) a "divulgação da informação, por escrito e de acordo com a lei, das listas dos oficiais que preenchem os requisitos para serem promovidos a Tenente Coronel e a Coronel".
"Caso o Comando não divulgue as listas, os oficiais avançam para tribunal", porque o "acesso à informação é um direito constitucional previsto na lei, o que não tem acontecido desde 2008, o que é ilegal", do ponto de vista do direito administrativo.
"Está previsto na lei que o comandante geral da Guarda divulgue, até 15 de janeiro de cada ano, as listas com os nomes dos oficiais em condições de serem promovidos", de acordo com o artigo 315 do regulamento da GNR.
Não é estranho que  se considerem excessivos os Oficiais Generais nos Ramos das Forças Armadas...mas não haja limite para os Generais da GNR? Porquê? Se a 'Tropa' não é já necessária -  se é maltratada será porque estão fartos dela... - porque não acabam de vez com ela? Não será possível a GNR fazer as vezes de Exército, Armada e Força Aérea? É que pouco falta para isso, uma vez que têm todas essas valências e mais algumas... como seja a estima e confiança total do Governo. Reformulem, reorganizem, façam aquilo que melhor sabem fazer: INVENTEM! 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

CONVITE À REFLEXÃO


"Caros Amigos
 Em anexo deixo um texto assinado por pessoa que muito prezo, Oficial Comando,com cujo conteúdo me solidarizo. Por esse motivo vo-lo envio para reflexão."

...
«Caros Camaradas
A minha instintiva reacção a esta convocatória dos " sindicatos militares", AP, ANS e AOFA, é francamente negativa.
Como todos sabemos, os últimos anos de governo socialista levou o País á falência.
Quando se pediu dinheiro emprestado à Troika já não havia capacidade de pagar os ordenados do mês seguinte, aos cerca de 700.000 empregados do Estado.
O Estado, e de um modo geral as famílias, tinham gasto muito mais dinheiro do que ganhavam, à base de sucessivos empréstimos irresponsáveis.
Nem todos somos responsáveis, mas temos que nos solidarizar como um todo, limpando as dívidas e arrancando de novo. Enquanto esta operação acontece, liderada pelo actual governo, com toda a sua evidente dedicação e espírito de serviço, temos que estar atentos em apoiar todos aqueles que estejam em especiais dificuldades.
Sei que neste momento existem inúmeras organizações que estão no terreno a trabalhar com afinco neste sector.
Fala-se que em todo o País haverá várias centenas de milhares de pessoas em "part-time" ou "full-time", que sem publicidade ou atenção da "mídia"se dedicam de alma e coração ao apoio social. Misericórdias, Cáritas, Banco Alimentar e milhares de outras organizaçôes locais, de apoio aos velhos e desempregados.Todos somos poucos...
Entretanto o PCP, com o seu braço armado, a CGTP, vai desenvolvendo uma "política de terra queimada", de quanto pior melhor. Canalizou toda a sua acção no controlo dos sindicatos dos transportes, pois paralizando os comboios, metro, autocarros e camionetas, impedem as pessoas de aceder aos locais de trabalho, paralizando grande parte da produção.
Se a isto adicionarmos as greves nos portos que continuam desde Setembro sem fim à vista, impedindo exportar o que produzimos e importar matérias primas para transformar, bem como 70% da nossa alimentação que vem do exterior, percebemos que o inimígo não é o actual governo, que melhor ou pior está a batalhar, mas sim o trabalho criminoso dos comunístas e seus idiotas úteis, tais como o BE e grande parte da Comunicação, tv,rádio e jornais que de um modo geral, alinham consciente ou inconscientemente, neste crime de lesa Pátria que estamos a assistir.
Assim nesta altura, se algo as ditas " Associações de Praças, Sargentos e Oficiais " podem e devem fazer é não deitar mais achas para a fogueira e apoiar as legítimas hierarquias dos seus Ramos para se manter as FA discipinadas e prontas no serviço à Pátria, para o que der e vier e não como até agora, em grande parte, em actividades políticas de apoio à "revolução em curso".
Há que honrar a farda que se enverga, honrando a memória de todos aqueles que dela foram dignos ao longo dos tempos.!
Hoje mais do que nunca, pois o inimigo está disseminado entre nós e com armas sofisticadas.... a propaganda apanha muitos de nós desprevenidos e vulneráveis. Estejamos atentos.O futuro dos nossos filhos e a memória dos nossos antepassados assim o exige!
Francisco van Uden»
***+***
Não dou opinião sobre aquilo que vai escrito, porque é tempo de cada um pensar por si e agir em conformidade. Por certo haverá muitas pessoas que aceitarão de bom grado ser fiéis à Bandeira sobre a qual um dia juraram! Quando o fizeram disseram aquilo que a Pátria hoje necessitaria que fosse cumprido, nem sendo preciso recorrer ao velho chavão "...mesmo com o sacrifício da própria vida..."!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

AO QUE ISTO CHEGOU, CARAMBA!!!

ESTA É A POLÍTICA PORTUGUESA: comes de Espanha os 'bocadilhos' que te fornecem dentro da caixinha, muito bonitinha e  própria para aqueles que dizem que "OS OLHOS TAMBÉM COMEM". Desta ração   até consta uma 'maravilhosa' FEIJOADA À TRANSMONTANA', que é feita em Espanha, e tantas outras coisas mais que até nos deixam fulos! Então não é que andaram a impingir a Ração tipo 'E' cá à rapaziada... e agora  até dão faisão e trufas e caviar à grande e à espanhola, para além de vencimentos de tarar, enquanto nós andámos em África a capim e água de quinino, com mosquitos de cabidela?
 
ESTA RAÇÃO DE COMBATE, QUE ESTÁ EM BAIXO, É A NOSSA VELHA TIPO 'E'. QUANTAS VEZES ME VALEU LÁ PELO TOTO E NÃO SÓ! MAS OS MENINOS DE AGORA NÃO FAZEM IDEIA DAS MARAVILHAS QUE NOS DAVAM PARA PETISCO. O BELO CHOURIÇO, O ATUM IZIDORO, A FRUTA CRISTALIZADA, AS SALSICHAS, A DOBRADINHA... E TANTAS COISAS BOAS DA BOA E TRADICIONAL COZINHA DA MANUTENÇÃO. 
Só não entendo como é que, sendo a 'Tropa' de agora constituída quase por um único pelotão, não pode ser a 'Cozinha MM' a fazer as rações necessárias para matar a malvada à malta. Será para que possa alguém meter o dinheiro dos tomates e dos feijões num qualquer paraíso financeiro das Comores? Ou será das Filipinas? Tanto importa, porque são sempre os mesmos a comer... só não se sabendo até quando?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

...TAMBÉM OS PORCOS FALAM???

 
O Bispo da 'Tropa Fandanga', que não o das Forças Armadas Portuguesas, um tal de Januário , vem dando mostras de insanidade mental completa. É mais comuna que o finado Barreirinhas Cunhal, não passando de um animal ronceiro, que anda pelo mundo para dizer imbecilidades.
'FICO ESCANDALIZADO PELA FALTA DE SENSIBILIDADE' - uma palavra bonita na boca de um tipo sem moral para falar, porque há muitas histórias que se podem contar sobre este fulano que fala em humor... mas não passa de um rumor!..
Ainda agora na SIC, as palavras força da entrevista à 'QUERIDA JÚLIA' foram:
- 'TUDO ISTO É DEMONÍACO, TUDO ISTO É DESUMANO, TUDO ISTO É ESTÚPIDO' -
-  'EU NÃO TENHO PARTIDO' -
-  'PORQUE É QUE AS PESSOAS NO BALNEÁRIO DA POLÍTICA NÃO OUVEM?' -
-  'O GRANDE DRAMA É NÃO TER ESPERANÇA' - 
-  ' ABUSARAM DESTE POVO ' -
- 'ESTAVA MESMO NA ALTURA DE DIZER BASTA...' - 
-  'AS PESSOAS PERDERAM A CONFIANÇA ' -
-  ' PORQUE É QUE TANTO TRAIDOR SE CALOU?'  -
-' PASSEM PARA CEM O NÚMERO DE DEPUTADOS! ' -
 - ' EU SOU FILHO DE UM HOMEM E UMA MULHER!' -
Um Bispo muito tolerante...
Apraz-me perguntar o que é que ele acha 'demoníaco', o que quer dizer com o 'desumano' e o que considera 'estúpido', porque contra as acções demoníacas temos a Santa Madre Igreja, de que ele se diz membro consagrado... mas o Bispo age como se tivesse desagrado de qualquer coisa! Não será por problemas de consciência? É que um pastor que despreza o rebanho é um mau pastor! Não basta falar nos pobres, porque eles não comem 'boas intenções'. Que não cite o Padre Américo Aguiar, o Santo 'Pai' Américo que foi verdadeiramente Pai dos Pobres e não um propagandista da banha da cobra, que em cada duas palavras que diz, três são para engrandecer e glorificar o seu FCPorto... o que não parece mal, não senhor, desde que tenha respeito pelos outros.
Desumano significa sem humanidade ou bicho do mato? Num e no outro caso o Bispo deveria não chamar animais às pessoas, sejam elas de esquerda ou direita, cristãos, protestantes, sectários, ateus ou agnósticos. O que é desumano é estar a falar de barriga cheia, quer de alimentos quer de sentimentos... com alguns a serem adquiridos na alcova e não só!
No que toca a tudo isto ser estúpido, creio que está em estudo a hipótese de um novo Mandamento: "NÃO ESTUPIDIFICARÁS OUTROS PARA ALÉM DE TI!".
Se o Bispo diz que NÃO TEM PARTIDO, que se acautele para não lho partirem ( o nariz).
As pessoas não têm o balneário franqueado, como uns e outros. Pense nisso.
Quando à falta de esperança, isso é apanágio do Povo Português... pois a Igreja fala em Fé, ESPERANÇA e Caridade como virtudes teologais, mas não torna estas virtudes numa prática eclesial, pelo menos em alguns meandros da Igreja.
Também concordo que é o tempo em que terá de se dizer basta, mas é não atirem com o ónus para cima do Povo! O Povo é sereno, dizia-se na Revolução dos 'Cravas'.
Já coloquei um anúncio a dar alvíssaras a quem encontrar a confiança perdida! Será que conseguirá encontrar-se esta coisa que teima em desaparecer de quando em vez?
E porque será que tanto traidor assobiou para o lado e falou que se desunhou, só para não dar nas vistas? Não foi assim, D. Januário? Já agora... pediu autorização ao Ministro da Defesa para ir falar à televisão? ´ É que isto é proibido pelos Regulamentos Militares em vigor! Deve ter pedido!
E se passarem para 18 o número de Bispos... também concorda? É que a maioria dos Auxiliares são desnecessários, a fazer fé no decréscimo de católicos praticantes no País. Já agora... A Diocese Militar justifica-se, no momento em que o Governo abriu a assistência religiosa às outras confissões religiosas?
Acredito que seja filho de um casal normal, mas defende a anormalidade com os casamentos gay, a adopção por gays, a reprodução assistida, etc...etc...
E fico por aqui, D. Januário! 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DEMOCRACIA DITATORIAL...



As Forças Armadas, o Tratado de Lisboa, Passos Coelho e o “clima de medo”

   
« Os militares garantem assim que "estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares", e avisam: "Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar". »
Se imaginarmos um cenário de um protesto nacional popular massivo contra o governo de Passos Coelho, e em que as Forças Armadas portuguesas se recusem a servir de carrasco contra o seu próprio povo, o Tratado de Lisboa, assinado por José Sócrates, permite a que Passos Coelho possa, por exemplo, solicitar a Espanha ou a França que envie as suas Forças Armadas para uma missão de repressão brutal do nosso povo. É isto que a nossa classe política sabe, mas que nunca informou o povo português quando assinou o Tratado de Lisboa.
Na declaração divulgada nesta terça-feira, Siza Vieira, que se recusa a ser considerado um patriarca dos arquitectos, explica que está num constante processo de aprendizagem e que, “ultimamente” a aprendizagem “mais dura e mais forte” é assumir que, em Portugal, “se vive de novo em ditadura”.
“Aqui [em Portugal] temos uma ditadura” que, “aparentemente”, prevê “uma negociação”, mas “onde não se vê essa negociação”, disse o arquitecto português, considerando que Espanha “pode estar próximo de uma situação semelhante”.
Quando todos nós vimos já polícias espanhóis a fazer patrulhas dentro do território português [e, para disfarçar, vemos também a nossa polícia a patrulhar dentro das fronteiras espanholas], o que se passa é a aplicação pura e simples do Tratado de Lisboa, que prevê que as forças policiais e armadas dos países da União Europeia possam entrar no território de Portugal a pedido arbitrário de um governo português “amigo” dos países do directório da União Europeia.
Esta é uma das muitas razões por que Passos Coelho se sente praticamente à vontade para fazer o que lhe der na sua plebeia gana contra o povo português, porque se sente respaldado pela força militar das grandes potências da própria União Europeia.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

PORTUGAL MILITAR... A BRINCAR?

Não sei se os políticos pensam que as Forças Armadas são constituídas por 'Soldadinhos de Chumbo', como aqueles que gostariam de ter tido na infância, mas se tal não corresponde à realidade apresento desde já as minhas desculpas por não conseguir entender então porque teimam em fazer da 'Tropa' marionetes que manobram a seu belo prazer, com a complacência de algumas Chefias que ainda não compreenderam que se estão a demitir do papel de 'Chefes' aceites e admirados pelos seus homens (e mulheres), apenas e tão só porque as autoridades que superintendem esta coisa das Forças Armadas querem ter na mão a manipulação das mesmas, tal como já fazem com as Polícias... que vêem como forças a utilizar no caso de as FF'AAs tentarem repôr o normal funcionamento das instituições, promovendo uma segunda edição do 25 de Abril, do 25 de Novembro ou de qualquer outro evento daqueles que acabaram por atirar Portugal para o caos.
Aquilo que está escrito abaixo, da autoria do Exmº. Coronel Reformado Barroca Monteiro, é bem o espelho daquilo que se tem dito desde há muito tempo: O Governo está empenhado em acabar com a 'Tropa' e vai demonstrando isso mesmo nas decisões que toma. Obrigado Sr. Coronel por aquilo que julgou por bem escrever.
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“Portugal militar: G3”
A substituição da espingarda G3, da guerra do Ultramar, cujo calibre e munições foram abandonados há décadas pela NATO, há séculos a ser objecto de tentativas de substituição por nova espingarda de calibre 5.56.
Na tapada de Mafra e Escola Prática de Infantaria, foram inúmeras as provas de teste de novas armas no mercado objecto de avaliação, tantas como os concursos lançados – haverá algures na Defesa, um dossier com o registo das despesas efectuadas?
Vem agora o MDN anular o último concurso para 26.900 espingardas e 1.600 metralhadoras ligeiras e pistolas, no valor de 80 milhões de euros, decidido pelo anterior ministro.
Um processo que se arrastou no MDN por três décadas, quando após Nov75 bastaram dois/três anos para que na Força Aérea e Corpo de Tropas Pára-quedistas, se procedesse à aquisição de cerca de três mil novas espingardas Galil 5.56.
Pior e até hoje, sem por isso terem deixado de ser adquiridos lotes parcelares de novas espingardas, metralhadoras e pistolas, distribuídos por núcleos diversos das FA (e GNR e PSP): Tropas Comando, Fuzileiros, Operações Especiais e Força Aérea...ao sabor dos ramos/quintas e nestes, das capelinhas.
Num país de eternos e inconclusivos estudos, o ministro despacha mais um estudo: à competente Direcção-Geral, para reavaliar «as necessidades...dos ramos».
Que tal concurso, a orçar 80 Me nunca ter chegado a bom porto, devia levantar algumas questões.
Estando perante a ferramenta fundamental dos 30 mil militares nacionais, tratava-se de um valor demasiado reduzido, logo pouco interessante para os negócios da Defesa/FA, perante projectos realizados e de valores incomparavelmente mais elevados?
Como os dos blindados Pandur Exército a movimentar 340 Me, ou da Aviação Exército com 420 Me? Ou pior, o dos Leopard usados da Holanda, de necessidade e utilidade mais que duvidosas, por 80 milhões?
É que se em vez dos 80 milhões em tanques inúteis, tivesse havido uma ideia de conjunto e prioridade, as novas espingardadas poderiam perfeitamente equipar as FA de hoje e do futuro – desde 2007!
Ou ter aplicado tal valor, superior ao passivo da Manutenção Militar de 60 Me que tem impedido o encerramento, para o país se ter visto livre de tal herança das velhas FA.
Com o MDN empenhado em rever o Conceito Estratégico de Defesa Nacional, à semelhança de Portas na Defesa em 2002, a garantir um período para nada ter de resolverem, não é de admirar que o sector Defesa/FA se veja governado de fora: pelo ministro das Finanças, dada a falta de iniciativa dos seus pares. Há um ano."
Barroca Monteiro

sexta-feira, 20 de julho de 2012

'HONRAI A PÁTRIA, QUE ELA VOS CONTEMPLA!'

«Uma sociedade sem valores é uma sociedade pobre, condenada e decadente!»
Se há alguma coisa que reputo necessária é honrar a memória daqueles que nos deixaram no Teatro da Guerra que teve por palco as antigas possessões de Portugal em África. Perante eles devemos curvar a cabeça,  reverentes, porque deram pela Pátria o melhor de si mesmos: A PRÓPRIA VIDA.
Sabe-se que a Liga dos Combatentes tem envidado todos os esforços para que sejam transladados os restos dos nossos Militares sepultados em Moçambique, conforme a fotografia acima reporta. Mesmo que não sejam nascidos na antiga Metrópole, mas sim lá nas terras quentes de África, os que vestiram a nossa farda e combateram ao nosso lado, mesmo nascidos lá, repito, têm direito a uma sepultura condigna no campo sagrado onde repousam as suas ossadas. Têm igualmente direito a que, quando uma embaixada portuguesa se desloca aos Países que foram parte de Portugal, sejam alvo das devidas honras, iguais àquelas que forem prestadas aos que foram os nossos inimigos de então.  
Porque assim não pensou aquele que detem a governação em Portugal, muitos Portugueses sentiram-se no direito de protestar o facto, conforme, por exemplo, a carta endereçada ao Primeiro Ministro Passos Coelho, que se dá à estampa:
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"José Alberto Morais da Silva, Coronel Piloto Aviador na Reforma, vem, por este meio, protestar contra a vergonha  e humilhação por que fez passar os Antigos Combatentes, quando da  visita de V. Excelência a Moçambique!
Por certo que sabia ou se não sabia,alguém do luzidio séquito que o acompanhou na visita deveria ter-lhe dito, que havia um cemitério no Maputo onde estão os restos mortais de vários Militares Portugueses que perderam a vida nos combates em Moçambique durante a guerra do Ultramar.
Era sua obrigação, como Primeiro  Ministro de Portugal ter ido prestar homenagem aos nossos mortos em combate.
Mas V. Excelência, do alto dos seus altos conhecimentos da arte de ser político ou por não ter cumprido Serviço Militar e, portanto, não saber  bem o que significa a palavra  Patriotismo, decidiu  prestar homenagem aos mortos do nosso adversário  nessa guerra, deixando no esquecimento aqueles que perderam a vida numa guerra que, justa ou injusta, foi uma guerra em que perderam a vida alguns   milhares de Militares Portugueses.
Este acto de V. Excelência foi mais uma     desconsideração e humilhação para os Militares deste País e poderá V. Excelência ficar a saber que 1.300.000 Portugueses, Antigos Combatentes , também não esquecerão a afronta cometida pelo Primeiro Ministro de   Portugal.
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 José Alberto Morais da Silva
Coronel da Força Aérea na Reforma
 BI. 000201B"
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Não tenho pejo em me aceitar como alguém que comunga, solidáriamente,   dos mesmos sentimentos de repulsa manifestados pelo Coronel Morais da Silva, já que os nossos mortos não podem ter sido sacrificados em vão e merecem da Pátria o eterno reconhecimento por se haverem dado em holocausto... para continuar a ser dignificado o nome de Portugal em África. Só assim terá valido a pena! 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

QUE FORÇAS ARMADAS?

Desde há muito que se conhece a expressão 'DIVIDIR PARA REINAR', que nunca tinha pensado um dia ter de a vêr aplicada às Forças Armadas Portuguesas... ou ao que delas resta.
Quando os 'manda-chuva', que regem os destinos deste País  por eles reduzido a   cacos, começaram a delapidar as Armas das suas mais valias, como sejam as Unidades mais prestigiadas, ou as Forças Especiais existentes em alguns dos Ramos, logo tive a premonição de que o caos estava a surgir e dentro em pouco a 'Tropa' estava à bofetada uma à outra, em sentido figurado, entenda-se, ou seria atirada contra as chamadas Forças de Segurança, com a concessão a estas de condições jamais concedidas às Forças Armadas... ainda que apenas no papel.
Pegou-se no RDM e atirou-se com este para o WC mais próximo, 'fabricando-se' uma versão mais próxima dos desígnios que tinham sido estabelecidos para a 'Tropa'. Mas para vingar a ideia de destruição da Instituição Militar , havia que extinguir o Tribunal Militar, passando-se a sujeitar aqueles que até aí estavam 'nas mãos' de  alguém que conhecia o meio castrense, à pseudo Justiça ministrada pelos Tribunais comuns, onde uma juíza ou um juíz,  que até nunca passaram uma Porta d'Armas nem sabem o que é a Disciplina Militar, o espírito de corpo, a camaradagem,  a deontologia que rege as Forças Armadas em qualquer contigência em que se encontre...
Depois, continuando a destruição do 'sistema militar vigente', deu-se por findo o Serviço Militar Obrigatório... passando os candidatos às Forças de Segurança a ser admitidos directamente na PSP e GNR... porque também a Guarda Fiscal foi à vida, tal como a Polícia de Viação e Trânsito.
Acabou-se com o Corpo de Polícia Aérea, porque este estava a tomar algum ascendente nas forças especiais e os Páras tinham um Corpo de Tropas que precisava de ser defendido, tal como o Corpo de Fuzileiros.
Acabaram os Comandos, mas estes tornaram-se desejados pela opinião pública, graças à acção da sua Associação.
Fechou a Base Aérea nº. 3, em Tancos, que foi entregue ao Exército para aí ser lançada a tão desejada 'Cavalaria Aérea' do Exército Português. A antiga Base Aérea nº. 7, depois de ter passado a Aeródromo e Base de Tropas Paraquedistas...,
 também se viu transformado em Unidade do Exército... como quartel de Páras, que passaram a fazer parte dos quadros do Exército.
Entregou-se o Campo de Tiro de Alcochete à Força Aérea, que o modernizou... talvez para o voltar a entregar ao Exército ou até à GNR, porque não?
A 'Tropa' bateu no fundo! Um pseudo Ministro da Defesa pretende criar mais um posto de Oficial - o Brigadeiro General - mas não define quem é quem nas Unidades. Será que os Soldados são para extinguir? Parece! Para tanto, mais uma redução nos efectivos, desta vez de cerca de 3 mil militares. Para quê? As Forças de Segurança continuam a aumentar os quadros... talvez porque sendo estas detentoras de efectivos superiores às Forças Armadas, a classe política pode dormir descansada, sem medo de um novo 25 de Abril. Será por isso?

domingo, 24 de junho de 2012

CARTA ABERTA... A QUEM A LÊR!

Foi esta carta que deu azo à antecedente. Porque não sabia sobre o que o Senhor Ajudante Morais falava, resolvi investigar... e encontrei esta carta aberta, que agora dou à estampa:
"Transcrição da carta aberta do Coronel de Artilharia na Reforma (77 anos) sobre as características da condição militar.

CARTA ABERTA AO POVO PORTUGUÊS
AOS PATRIOTAS
AOS QUE SERVIRAM NAS FA
AOS QUE FIZERAM “GUERRAS NOSSAS” E AS DOS OUTROS
AOS CHEFES MILITARES
À GENTE DA MINHA TERRA

Esta carta pretende ser um “grito de alma”, embora não saiba se “ela” existe e, muito menos se tem a capacidade de gritar. Quero dizer com isto que não é, não pretende ser, uma carta de substância política. E assim mesmo, aqueles que se sentirem atingidos por ela dirão que tudo na vida é político. Será. Mas a minha intenção, a que deixo aqui bem expressa, é que não seja.

Sou coronel do exército, na situação de reforma. Cumpri oito anos em África, ao serviço de quem nos mandava marchar depressa e em força (lembram-se?) e depois do mesmo abencerragem ter dito a camaradas mais velhos, que mourejavam no chamado Estado da Índia, e face à invasão indiana, que lutassem “até à última gota de sangue” (também se lembram disso?). Onde estavam, então, os agentes da função pública? Eu digo: na Metrópole, com as suas famílias, no aconchego dos seus lares. E estavam onde deviam estar, porque cada macaco no seu galho – os militares nos teatros de guerra; os civis na paz dos seus lares. A sociedade sempre foi assim estruturada: cada um com o seu estatuto, cada um com as suas devoções e vocações.

Falo de DIREITOS e DEVERES.

O militar é diferente (não estou a dizer que seja melhor ou que seja pior) do civil. O funcionário dos correios é pago e integrado numa estrutura sócio-laboral que lhe exige o dever de estampilhar cartas, entre outras coisas. É uma função nobre, mas não põe com isso a vida em risco na defesa dos seus concidadãos. Ele espera que alguém o faça.

Seria bonito se amanhã o MD desse a seguinte ordem: os funcionários das finanças vão embarcar para o Kosovo numa task - force da NATO. Era o fim da picada! E porquê, se são funcionários públicos como insistem que os militares o são? Porque o DEVER de defender a Nação, directa ou indirectamente, compete cumprir aos militares, não a eles. Nesse aspecto são cidadãos muito diferentes. Nenhum ministro, nenhum cirurgião, professor ou jurista jura dar a vida pela Pátria, no acto em que assume as suas funções. E está certo pois há quem o faça por eles – são os militares.

Somos todos bons cidadãos, todos de uma grande nobreza, patriotas insignes, mas somos DIFERENTES. Compreendendo isto, é fácil dar-se mais um passo para se compreender que no domínio dos DIREITOS, a igualdade já não se põe. Para que se assumam os mais altos propósitos na defesa da soberania nacional, sejam internos ou externos, há que aguardar que a Nação reconheça, de um modo especial, a natureza única e inconfundível desses propósitos.

DEVERES e DIREITOS não se opõem – complementam-se ou são sucedâneos uns dos outros: são dois pratos de uma mesma balança: se os deveres são menores, os direitos serão menores; se os deveres são maiores, os direitos serão maiores. Isto não são contas aritméticas nem de merceeiro; são contas da ética, dos compromissos do Estado, do bom senso e fruto da razão. Os militares e os civis têm de ser vistos assim, porque se assim não for, tudo cairá por terra, porque o “chão” da lógica desabará.

Seria uma sociedade desorganizada, sem rei nem roque, ao dispor de oportunismos circunstanciais. Enquanto os militares foram “piões” dos colonizadores e da política colonial que ceifou e devastou milhares de portugueses e africanos; enquanto estiveram ao serviço de uma casta política que deles se serviu como instrumentos pendulares dos seus fantásticos desígnios de dominação e poder, foram tidos e tratados como um grupo social de servidores do Estado com um estatuto próprio, no qual os DEVERES e os DIREITOS eram avaliados com pesos e medidas diferentes de todo o restante aparelho do Estado.

Esse tempo acabou com a implantação da Democracia. Mas a memória dos sacrifícios, dos mortos, feridos e estropiados, das famílias sofridas e destroçadas, tudo isso permanece vivo, sangrando, na alma dos portugueses de bem. Razão porque o estatuto militar deveria permanecer incólume, digno e merecedor de um respeito que só a demência dos que não sabem o que andam a fazer neste mundo, pretende desfigurar.

Onde quer que haja Forças Armadas, não vejo onde elas possam estar, nos tempos que correm, mais esquecidas e quase acintosamente marginalizadas, do que as Forças Armadas portuguesas. E porquê? Porque não há dinheiro e para o pouco que há, existem outras prioridades. Assim, Forças Armadas para quê? Acabe-se com elas que são um estorvo para o erário nacional - diz-se à boca cheia nos meios de comunicação social. A esses tipos, punha-lhes uma farda em cima e mandava-os “gozar umas férias” nas secas montanhas do Afeganistão.

O general Pedro Pezarat Correia afirmou, no dia 8 de Fevereiro deste ano, num programa da SIC, com a verve clarividente e o desassombro que todos lhe reconhecemos, o seguinte: “Se as FA não estão cá a fazer nada, acabe-se com elas – mas assumam essa decisão de uma vez por todas”. Se é preciso reestruturá-las, reorganizá-las, reobjectivá-las, que se reestruturem, que se reorganizem, que se reobjectivem, mas que se assuma esse propósito definitivamente. O que se anda a fazer com elas, desfazendo-as aos pedaços, ao sabor da vontade dos ministérios e dos ministros que vão passando, é, no mínimo, de uma tremenda injustiça.

Abocanharam-lhes o“estatuto” e disseram: agora são todos iguais. Se os juízes não são promovidos (e deveriam), que os militares também o não sejam; se se congela a carreira dos professores, que os capitães envelheçam em capitães; se a assistência médico-medicamentosa está num caos, que também seja caótica para os militares. E mesmo que haja vontade de fazer alguma coisa pelos militares, tal não é possível porque o orçamento o não permite. O MD, ontem na TV, repetiu essa ladainha umas vinte vezes. Ninguém nos diz o que se faz ao dinheiro que vai saindo dos nossos bolsos, dizem-nos apenas que não há e pronto – nós, povo, cidadãos comuns, que já fomos militares ou que iremos sê-lo, ouvimos, engolimos e calamos. Tal como eles querem.

Afinal, digam-nos, não são estes os democratas que nós pusemos no poder? Eles e os pais deles e os avós deles? Pois então, o que se poderia esperar? Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Eles tomaram conta de tudo – das finanças, da economia, da fome, da miséria, dos militares, da própria democracia. Não há voto que os tire de lá. Instalaram-se e pronto. Passam a vida em viagens estéreis, em almoços e jantaradas, deslocam-se em brutas limusines, com brutos motoristas, gastando o que ainda há para gastar.

É um encanto vê-los no enlevo encantador das suas poses e das suas mensagens, próprias de quem não tem dúvidas sobre nada, falando ao povo, que somos nós – não eles, seguramente – dos sacrifícios e dos penosos cortes subsidiários, da vida mísera que vai escorregando pela ladeira dos “IVAS”, para que eles paguem as dívidas, que alguém fez sem que alguma vez o soubéssemos. Eles querem a “austeridade” dos outros, a “doença” dos outros, a “fome” dos outros, em nome da coesão nacional. E gerem bem tudo isso porque a eles nada lhes falta, do bem-bom da vida repimpada.

E os militares onde ficam, onde estão? Numa voz solitária de alguém que nada teme, numa carta desassombrada - da qual o MD, qual criança medrosa e assustada, diz que não, que não é para ele, que é para os outros ministros, e di-lo como quem a manda para o lixo - militares do Quadro Permanente que já deram tudo o que tinham para dar ao país, disseram ao senhor MD o que pensam da situação. Mas esses militares, coronéis e de outros postos, não são representativos das FA – diz ele, o MD. São restos imprestáveis, lixo.

Meus caros, com esta gente, pode ser que venha para aí mais um submarino, mais uns carritos blindados de terceira geração para brincarmos aos soldados. Pode ser. Mas arrancar as FA das cinzas em que caíram, seremos loucos se crermos nisso. Vamos esperar para ver.

Por Manuel Rodrigues dos Santos,
Coronel de Artª. na reforma."