sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RECORDAR A BASE AÉREA Nº. 3...

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COMEÇA A SER UMA TRADIÇÃO... MESMO QUE ESTA JÁ NÃO SEJA O QUE ERA! NO ENTANTO, AQUELES QUE VIVERAM AS PERMÍCIAS DE UMA ESTADIA NA "QUINTA", ONDE NAS NOITES DE CALOR SE OUVIAM CANTAR OS GRILOS E AS CIGARRAS NO SEIVAL... NO MONTE D.LUIS... NOS JARDINS DAQUELE ÉDEN QUE SE CHAMAVA "BAIRRO DE OFICIAIS"... DESCULPEM ESTAR A SONHAR COISAS DO PASSADO, PORQUE ESSE TIROU ASSINATURA NOS NOSSOS CORAÇÕES E ESTÁ ESCRITO COM TINTA INDELÉVEL - O QUE UM TIPO SE HAVERIA DE LEMBRAR... - PELO QUE PODEM MANDAR CENTÚRIAS DE GENTES DO EXÉRCITO PARA APAGAR A MEMÓRIA, MAS ESSA SUBSISTIRÁ ATÉ HAVER UM ÚLTIMO HOMEM (OU MULHER) QUE UM DIA TENHA PASSADO A NOSSA PORTA D'ARMAS.

QUEM ANDOU POR TANCOS NAQUELES TEMPOS SAUDOSOS, LEMBRA OS CELEBRADOS JU-52, UNS PORQUE NELES VOARAM, OUTROS PORQUE QUANDO IAM ALMOÇAR OU JANTAR (?) NO "VELHO" RANCHO GERAL, VIAM SER SERVIDOS OS CELEBRADOS "JU'S COM BATATA CAMUFLADA", UMA ESPECIALIDADE DA  BASE, CUJAS COZINHAS ESTAVAM A CARGO DE ALGUNS DOS MAIORES MESTRES DE CULINÁRIA DO SEU TEMPO: BEXIGA... PELICANO... GALHANO... AMADEU... E OUTRA GENTE QUE O TEMPO ESCONDEU! 
PARA QUE CONSTE, A COMISSÃO QUE ORGANIZA O ALMOÇO CONVÍVIO OFERECE EM PRIMEIRA MÃO A RECEITA DAQUELE APRECIADO PITÉU:
CHICHARROS SEMI FRESCOS (4 DIAS DE PESCADOS). DESPEJAM-SE EM CIMA DE UMA MESA E DESPEJA-SE FARINHA EM CIMA. PODE-SE DEITAR ANTES UMA MÃO CHEIA DE SAL GROSSO. FRITA-SE EM ÓLEO DE QUALQUER QUALIDADE - MESMO DE MOTOR.
ENTRETANTO, COZEM-SE BATATAS QUE ESTEJAM BASTANTE GRELADAS, COM MANCHAS NEGRAS, SE POSSÍVEL. VÃO À MESA AINDA MEIAS CRUAS, PARA MANTER OS SUCOS NA TOTALIDADE.
O MOMENTO DE DELÍRIO É QUANDO QUEBRA A CAMADA CROCANTE E AS TRIPAS SAIEM PARA FORA! UMA DELÍCIA!
A EMENTA DO CONVÍVIO ESTÁ ACIMA... E NÃO TEM JU, NÃO!
VAMOS LÁ A COMPARECER TODOS. AS INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS!
ATÉ LÁ... RECORDEM OS BONS... E MAUS TEMPOS, POIS FORAM ESTES, DEVIDAMENTE CONJUGADOS, QUE NOS TORNARAM SAUDOSOS.

domingo, 14 de agosto de 2011

PORTUGAL - que futuro?

Quando aconteceu a "Revolução dos Cravos" ou  do "25 de Abril", logo alguns iluminados, desses a quem vulgarmente chamamos "Povo" mas que, para se ser coerente, deveriam antes  ser apelidados, únicamente, como  o triste  "povinho",  procuraram debitar para as massas populares  "algumaspalavras de ordem (?) em que faziam gala no vilpendiar do sangue daqueles que pereceram em holocausto da Pátria...  para que outros vivessem,  cá ou lá pelas terras de África.
É que os "amigos" do peito desses "fazedores de órfãos", tradicionalmente fiéis aos mandamentos que  lhes foram legados por Moscovo, fruto da  Revolução Bolchevique em que foi implementado o sistema que  adoptaram como religião, tinham apenas o propósito de destruírem um País chamado Portugal, dado terem assinado de cruz que  iriam  destruír tudo aquilo que haviam herdado do Estado Novo... vá-se lá saber porque carga de água o fizeram, a não ser por prazer na traição aos mais sagrados cânones que regem a instituição castrense!
Quando os  fautores da destruição do todo nacional instigavam o Povo vomitando como palavras de ordem:
 "NEM MAIS UM SOLDADO PARA A GUERRA!!!"... "NEM MAIS UM SOLDADO PARA ÁFRICA!!!"... "NEM MAIS UM SOLDADO PARA ANGOLA!!!"...  tinham em mente pôr em causa as Forças Armadas... porque eram uma barreira que se interpunha entre os seus desígnios de destruição da Pátria portuguesa e o cumprimento das ordens do Soviete Supremo, que pretendia dominar o mundo... a bem ou a mal.
 Quando eclodiu o golpe militar de Abril, o mundo encontrava-se em plena recessão, como rescaldo do choque petrolífero de 1973. 
Portugal ainda era um país relativamente atrasado, mal industrializado e de forte emigração . Encontrava-se, no entanto, numa fase de integração na comunidade dos países europeus ditos democráticos.
Mau grado a persistência de um regime ditatorial, os sinais de mudança eram já visíveis em todos os sectores da vida portuguesa e, de tão expressivos e imparáveis, sugeriam a possibilidade de uma ruptura política e social a breve trecho.
Importa lembrar que, por interesses estratégicos das grandes potências, tanto no quadro europeu como no africano, Portugal era um membro de pleno direito da OTAN e da EFTA.
No pós 25 de Abril, vários jornais dão notícias de um golpe de estado que estaria planeado para Março. É posto a circular o boato de uma suposta "Matança da Páscoa", em que todos os oficiais «conotados com a reacção» (leia-se "com Spínola") seriam eliminados por sectores ligados ao PCP.
Presumivelmente movidos por tal boato, os militares spinolistas pegaram em armas e tentaram, a 11 de Março de 1975, fazer um golpe de Estado. Spínola assumiu o comando do golpe... mas este falha. A então Base Aérea nº. 3 testemunhou o facto.  A «inventona reaccionária» (na terminologia da época) foi o pretexto para  Vasco Gonçalves  radicalizar o Processo Revolucionário, apoiando-se no COPCON,  de Otelo Saraiva de Carvalho.
Logo após o golpe falhado, foram os bancos  nacionalizados, tal como as seguradoras e, por arrastamento, a Tabaqueira, a CUF , a Lisnave  e outras empresas de grande dimensão.
"Os soldados e marinheiros, os sargentos e oficiais honestos, todos os verdadeiros patriotas das forças armadas (incluindo os homens honestos da PSP, GNR e GF), todos devem ser atraídos ao exército político que derrubará o fascismo. Civis e militares, católicos ou ateus, no movimento antifascista português cabem todos os portugueses que desejam lutar contra as guerras coloniais e por um Portugal livre, democrático e independente" (Manifesto PCP)
Ainda não se via cumprido o desiderato dessas "figuras patrióticas" que ainda hoje costumam desfilar na Avenida lançando palavras de ódio, porque o Patriarca Marx, o São  Staline, o Venerável Lenine e toda aquela camarilha que lhes sucedeu, continuam a lutar para que em Portugal deixe de haver alguém que o defenda. É que sem Forças Armadas... Portugal poderá ser, finalmente, um campo de férias dos vermelhuscos.
E para que nada falhe, até as Instituições Militares de Ensino , vulgo os Pupilos do Exército, o Colégio Militar ou o Instituto de Odivelas, estão na ordem do dia e sujeitos à baba peçonhenta daqueles que os querem instrumentalizar. Basta ir criando factos, e o tempo joga a favor dos insidiosos. Quando o dinheiro falta... o discernimento é menor! 
Como o tempo é de touradas... há que investir! E não será preciso muito para se entender a mensagem  subjacente ao desejo de redução dos quadros das Forças Armadas. Se nos Quadros dos três Ramos estiverem 5o mil Militares, bastará mandarem-se três partes embora e aumentarem-se os Quadros da GNR... e logo estes passarão a ser as tais  Forças Armadas novas, por tantos deles ambicionadas desde o 25 de Abril.
E então, com esta aberração,  ABRIL VENCERÁ!