sábado, 31 de dezembro de 2011

COMBATENTES PORTUGUESES DE ÁFRICA ...

Quando o ano está a partir, dando as boas vindas ao que vai chegar, dou comigo a fazer um exercício tremendo para vir a  conseguir encontrar justificação que me dê algum 'conforto' de alma no que concerne ao tratamento aviltante que uns quantos vão dando àqueles que se não furtaram a dar o melhor de si mesmos para redimir o País da falta de carácter exprimida no dia em que demandaram outras paragens para fugir, cobardemente, às incidências da Guerra do Ultramar. 
 Nunca será demais denunciar os canalhas que deixaram ferver num óleo do ódio exacerbado que destilavam pelos poros toda a perfídia adquirida nos antros comunistóides que frequentavam... mesmo não sendo estes
os principais inimigos da Pátria portuguesa, pois o Cunhal tinha um pouco mais de dignidade que qualquer socialista de pacotilha, como Mário Soares, Almeida Santos ou qualquer um dos apaniguados que com eles faziam 'panelinha' para se alcandorarem ao poleiro do poder, ávidos que estavam por dar cabo do que restava de um País que "deu novos Mundos ao Mundo...", mas não conseguiu derrubar a lepra putrefata representada pelas cliques partidárias surgidas após a desgraça que se abateu sobre Portugal quando um grupo de 'Capitães', num dia 25 de Abril,  resolveu que a Pátria acabava ali e agora. Eles talvez tivessem pensado em termos de Guerra no Ultramar, mas erraram o alvo, porque o tiro não seria
 o seu forte.
 Em Portugal  é impensável pensar-se em homenagear o Combatente do Ultramar, porque há da parte das autoridades a ideia de que tudo deverá ser ignorado ou “revisto”. 

O Povo Português gosta de queijo do Serra da Estrela ou de Serpa, pelos que os nossos heróis são ostracisados e nem sequer há tempo para lhes agradecer,  pois isso dá muito trabalho e é uma chatice estar a gastar o que seja com essa gente.
Já deram o que tinham a dar, é tempo de saírem de cena, pensarão alguns dos nossos eminentíssimos políticos mais desinibidos após o  25 de Abril.
Em Portugal não temos campas dos nossos soldados sacrificados no Ultramar para visitar no dia 1 de Novembro e lembrar aquele que partiram... talvez  porque durante o Estado Novo se deixavam os mortos em África, longe das famílias e dos olhos da população. Repare-se que nem existe um Código dos Inválidos, como aquele de 1929 que foi pensado para os Combatentes da Primeira Grande Guerra. Nem antes nem depois do 25 de Abril alguém pensou em fazer um Código deste jaez. Para quê? Se têm morrido todos lá pelas Áfricas, a coisa estava bem melhor para uns quantos políticos da nossa praça.
Quem ousasse falar deste assunto depois do 25 de Abril,  era logo apelidado de  “reacionário” e, durante bastos anos havia  o “Zé Maria” que não conseguia dormir ou o “Jaquim”, que perdeu a capacidade de locomoção, a esconderem-se em casa ou nos hospitais... sem qualquer proteção. Stress de Guerra... que é lá isso? Com eles, mais de 850.000 homens puderam apenas  contar com o amor da família para sentirem algum alívio para as terríveis penas que sofreram no corpo e na alma.
Seria indecente estar para aqui a falar da luta insana travada pelos sucessivos governos  para não darem aos Antigos Combatentes as benesses a que fizeram jus... e que são devidas em todos os países civilizados, pois é um reconhecimento básico do quanto aqueles homens sofreram pela Pátria.  
Já alguém se perguntou porque é que o monumento nacional aos Antigos Combatentes do Ultramar, em Lisboa,   construído por oito associações, nem sequer teve direito a  uma comissão de honra que envolvesse os órgãos de soberania.
Pelo que me recordo, o Presidente da República da altura, Dr. Mário Soares, recusou fazer parte de qualquer 'Comissão' “porque era contra a Guerra de Ultramar” (!!!)... 
Até parece serem os Antigos Combatentes quem tem a culpa da Guerra, não lhes sendo assim reconhecidos os serviços prestados a Portugal.
Consideremos que esta Guerra, travada entre 1961 e 1974, mobilizou cerca de um milhão de filhos, irmãos, maridos e pais deste País à beira mar plantado. Cerca de 9.000 perderam a vida a lutar por Portugal!
Há um número enorme  de vivos que esperam o reconhecimento da Pátria, além de que há muitos que ainda estão a sofrer as consequências de uma Guerra que não 'pediram'. Atente-se que os Antigos Combatentes com deficiências permanentes -  físicas ou psicológicas -  contabilizam mais de 15.000... Como pensa o Governo compensar tanto mal que lhes vem sendo feito?
Mas... não é só o Governo - este ou qualquer outro - a subverter a realidade das coisas, uma vez que também há quadros superiores das Forças Armadas que deviam deixar de ser subservientes aos poderes civis que agora são 'Senhores da Guerra'. Um Militar político vai um pouco contra tudo aquilo que se acredita serem os valores consagrados no meio castrense, uma vez que o Militar não pode manifestar tendências partidárias! Não é político e pronto!Mas isso deixou de funcionar com a GNR, porque enfeudada ao 'poder' de dois Ministérios. A PSP faz gala daquilo que conseguiu com a via sindical. Até nem será dissentâneo pensar-se que se preparam cada vez mais para substituír as Forças Armadas num futuro mais ou menos próximo. O tempo o dirá.
Quando vejo um homem vender a sua dignidade por um 'tacho' político numa qualquer instituição militar,  logo me dá uma volta ao estômago, porque um Militar serve a Pátria... e isso o jura perante a Bandeira Nacional.

Enfeudar-se no conchavo político de um Partido é a última coisa que alguma vez esperei vêr na 'Tropa'. Aqueles que honram os seus, honram a Pátria e a farda que um dia envergaram, sentem que algo de podre está a acontecer... só não se sabe até quando?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ANO VELHO... ANO NOVO...

Quem esteja atento ao que o Ano Velho deixou como legado, não lhe custará reconhecer estar o Pai do Céu muito zangado com o modo algo permissivo usado pelo Zé Povinho para 'honrar' os propósitos que manifestou serem compromissos para 2011.
Tudo saíu furado, pois não se deu dignidade de vida ao Povo, não se aumentou a capacidade de este se sentir feliz, não se cuidou dar-lhe melhores cuidados de saúde, melhor remuneração para o seu trabalho, melhor justiça a todos os níveis, mais segurança em todos os campos da vivência como seres humanos ávidos de serem alcandorados à condição de alguém que está primeiro no pensamento dos que deveriam reger a Pátria como uma 'terra de felicidade' e não como um 'buraco' apenas acessível a uns quantos 'iluminados' que um dia foram bafejados pela ingenuidade de alguns outros que pensaram numa revolução para Portugal... esquecendo que também as consciências deveriam ser revolucionadas, para que Abril viesse a dar frutos de justiça.
E são os Militares aqueles que mais têm sofrido a falta de caráter que se vem vivendo no nosso quotidiano. Não apenas eles, mas principalmente.
Já está esquecido terem sido os Militares a restaurar a esperança no porvir. Foram 'parvos' porque acreditaram nas varejeiras que esvoaçam, não vendo que aquilo que vem habituado a 'alimentar-se' de 'massas fecais' tarde ou nunca se irá saciar com 'alimentação racional', como  uma 'caldeirada de bom senso' ou um 'cozido à justiceiro', por exemplo. Preferem dar de barato que o 'fast food' é que é, que a 'comidinha plástica' satisfaz os gostos mais requintados, logo também o fará aos ingénuos que teimam em gritar por justiça social, trabalho, paz, pão, educação, saúde e outras balelas mais.
2011 está a passar... 2012 vai chegar encontrando Portugal a tentar 'safar-se' de uma situação insustentável legada por um energúmeno que o roubou a esmo, escudando-se na imunidade que lhe foi conferida por uma lei que apenas serve os desígnios de quem nos rouba. Com ele toda uma cáfila de próceres da desgraça alheia, que também usaram e abusaram da confiança que neles o Povo depositou, pois foram os acólitos dos desastrados caminhos que Zé Sócrates um dia trilhou... para mal dos nossos pecados.
Esperamos que 2011 seja realmente um corte no passado e 2012 possa ser o renascer da esperança num futuro que esperamos ridente, porque basta de sofrer em prol de alguns, que engrossam o rol dos ricos em detrimento daqueles que passam fome e passam a acreditar que é possível haverem sido abandonados por Deus, porque o 'Espírito de Natal' está contaminado pelo 'Espírito Consumista'... e isso paga-se caro!
Mesmo assim, um Bom 2012 é o que se deseja!    

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

HERÓI... POR 300 €


Um helicóptero EH-101 MERLIN  da Força Aérea Portuguesa,  pertencente à Esquadra 751, que se encontrava numa missão de patrulhamento para apoio às pescas,  veio a encontrar, inopinadamente, cerca das 11H00 do dia 2 de Dezembro,  os seis pescadores da embarcação de pesca “VIRGEM DO SAMEIRO”, que se encontravam na situação de  desaparecidos desde o dia 29 de Novembro.
A tripulação do héli, quando avistou uma balsa salva-vidas, a cerca de 30kms a noroeste da Figueira da Foz, de imediato procedeu à operação de resgate,  confirmando-se, no decorrer da mesma,  que no interior da balsa, os seis pescadores se encontravam com vida. Foram resgatados um a um  pelo Sargento Ajudante Recuperador Salvador que faz parte da tripulação do helicóptero, tendo ali recebido os primeiros cuidados devido a sinais de hipotermia.
Concluída esta operação com sucesso, foram os pescadores transportados o mais rápido possível para a Base Aérea Nº5 , em Monte Real, onde os aguardavam as equipas médicas do INEM que os transportaram  ao Hospital de Leiria para que recebessem a assistência hospitalar necessária.
"A notícia já correu o Mundo inteiro.
Seis tripulantes de um barco de pesca, o ‘Virgem do Sameiro’, de Caxinas, foram encontrados por um helicóptero EH-101 da Força Aérea e foram salvos pela tripulação do mesmo, nomeadamente por um Sargento-Ajudante (o recuperador - salvador), que pendurado num guincho, arriscou a sua vida em 6 subidas e descidas.
O panorama é inimaginável.
Um helicóptero no meio da imensidão do mar, com mar agitado, os pilotos tentando colocar o helicóptero na melhor posição (o que é dificílimo, tratando-se de um navio grande, quanto mais de uma simples balsa salva-vidas, a turbulência provocada pelas pás do aparelho, o recuperador - salvador a descer e a subir, a ter de recuperar um a um, estejam feridos ou não.
Parece algo de outro mundo, mas não é,... aliás, afinal é!
É algo do outro mundo, pelo menos do meu mundo, pois não tinha condições para o fazer.
É algo deste mundo, porque estes heróis da Força Aérea fazem-no diariamente, arriscando a sua vida para salvar outras vidas.
Muitas vezes fazem-no mas muito mais longe, a cerca de 150 km da costa. Se houver uma falha humana, uma avaria e o helicóptero cair, provavelmente morrerão (pois é preciso que outro meio aéreo que está em alerta descole, voe, os encontre com vida e consiga recuperá-los).
Mesmo assim, este militares cumprem o seu dever: têm família, filhos, que têm como dado adquirido que o pai volta mais logo e, nem imaginam que tal pode não acontecer.
Poucas pessoas sabem o seguinte:
a) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador está neste trabalho voluntariamente;
b) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador está neste trabalho porque passou por testes e provas dificílimas, apenas acessíveis aos melhores física e psicologicamente;
c) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador ganha cerca de 1300 € limpos (um profissional com muitos anos de carreira, que arrisca a vida muito mais do que ninguém, voluntariamente, por amor ao serviço, ao próximo);
d) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador tem de estar disponível 24 horas por dia, deixando a família para trás a qualquer momento, sempre que for chamado ao serviço inopinado;
e) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador recebe cerca de 300 € líquidos de risco de voo (menos do que os pilotos, que também arriscam a vida, mas arriscam menos pois não estão pendurados num guincho);
Ganha 300€ de risco de voo para salvar vidas e arriscar a sua.
f) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador, tal como os demais militares dos 3 Ramos das Forças Armadas, continua a salvar vidas, com ânimo, profissionalismo e competência, apesar de lhe terem cortado o vencimento desde o ano passado, apesar de lhe terem tirado o subsídio de férias e de Natal, apesar de não ter perspectiva de evolução na carreira nem aumento de ordenado;
g) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador não tem mordomias, carros de luxo, condutor, sala própria, secretária, telemóvel de serviço, despesas de representação chorudas, outros emolumentos mais ou menos disfarçados.
h) Para mim, estes são os verdadeiros heróis, aqueles que apesar de fortemente penalizados, fortemente incompreendidos, apenas lembrados aquando de actos heróicos mediáticos como este, continuam dia após dia a cumprir além do dever.
O Sargento-Ajudante recuperador-salvador, como todos os militares merecem o respeito por parte de quem governa, para que entendam que não se trata de um funcionário público (aliás muitos respeitáveis), mas sim de um cidadão especial, que jurou publicamente dar a vida pela Pátria, dar a vida para que outros vivam.
À atenção de quem de direito !!!
José Lucas. Ten.Cor. no Serviço Activo.
PS - Num exercício de imaginação, tentei considerar a hipótese dos respeitados e digníssimos representantes do povo, na Assembleia da República (AR) receberem 1300 € de vencimento mais 300 € de risco. Provavelmente a AR ficaria vazia.
Dir-me-ão: mas não é a mesma coisa, são responsabilidades diferentes.
Pois são: o Sargento-Ajudante recuperador-salvador arrisca a vida diariamente para que outros vivam!"
COMENTÁRIOS PARA QUÊ? OS GOVERNANTES AUTISTAS QUE SE LIMPEM A ESTE GUARDANAPO!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

VETERANOS DE GUERRA...

Nunca é demais agradecer a forma generosa como o Sr. Coronel Vitor Santos, um distinto Oficial das nossas Forças Armadas que se encontra na situação de Reforma, é Deficiente das Forças Armadas por doença adquirida e agravada em Campanha - fez quatro Comissões de Serviço no Ultramar, com a duração de 10 anos -, nos alerta para a situação de indignidade com que a Pátria vem fazendo gala em tratar "Aqueles  que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando", seja porque doaram o seu sangue em holocausto da Pátria, seja porque sofreram na carne o preço da sua entrega a uma causa que era de todos os portugueses, mesmo daqueles que desertaram, arranjaram 'pé chato' ou contrataram os serviços de um Zé Cunha que os libertassem da fastidiosa ida para a guerra.
Os nossos Veteranos... na 1ª. aparição pública
O escrito que segue é um grito de revolta, que tenho o gosto de publicar.
Veteranos australianos... até no reconhecimento o são!
"UMA VERGONHA
1.  Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística geral, do pessoal, das economias que os suportam e dos resultados obtidos.
Assim, chegaram à conclusão que em todo o Mundo só havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo; a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia (a 9,300 Km, de 1948 a 1960), no Quénia (a 5.700 Kms., de 1952 a 1956), e em Chipre (a 3.000 Kms., de 1954 a 1959), e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné (a 3.400 Kms.), Angola (a 7.300 Kms) e Moçambique (a 10.300 Kms.), de 1961 a 1974 (13 anos seguidos). Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes, bem como a sua distância, a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve.
E na América... são mesmo respeitados!
Consideraram, por último, que as performances obtidas por Portugal, se devem sobretudo à capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga que foi possível exigir a um grupo reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Arnadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica.
Isto são observadores internacionais a afirmá-lo.
Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietnam. Só que ambos com 3 meses em cada comissão, intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Hawaii.
Todos os que serviram a Pátria e principalmente as gerações de Oficiais, Sargentos e Praças dos 3 Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar, nos 3 Teatros de Operações, só pelo facto de aguentarem este esforço sobrehumano que se reflecte necessáriamente em debilidades de saúde precoces, mazelas para toda a vida, invalidez total ou parcial, e morte, tudo ao serviço da Pátria, merecem o reconhecimento da Nação, que jamais lhes foi dado. " (Continua)

sábado, 19 de novembro de 2011

MILITARES EM LUTA...

Porque esta é a nossa luta, apresento em transcrição o Mail recebido do  Comandante Fernandes Torres , também ele um Camarada em Luta acérrima:
"Exmos Senhores
Caros camaradas
 Reencaminho este email onde se anuncia mais uma jornada de luta contra as medidas governamentais que tanto prejuízo e preocupações nos tem trazido.
Em meu nome pessoal, apelo a uma participação massiva de todos os militares na efetividade de serviço, incluindo os oficiais, na certeza que essa participação será decisiva para o futuro das Forças Armadas, tal como as concebemos.
Se não fizermos nada, o processo de descaracterização da Instituição Militar continuará e cada vez se aprofundará mais. Infelizmente os decisores políticos dos últimos anos têm padecido de uma senilidade acentuada quando tratam das questões militares.
Só quem estiver muito distraído é que não se apercebe das grandes vitórias (e não pequenas como recentemente li) que as lutas dos militares na rua têm alcançado. Hoje, se ainda mantemos em vigor alguns direitos previstos na legislação que regula a Condição Militar, se ainda usufruímos de  direitos cívicos devidamente previstos na lei, se as nossas condições de vida não se agravaram ainda mais acentuadamente, deve-se a nós militares, à nossa determinação, às nossas atitudes em defesa da própria Instituição Militar.
Basta ver a reação de alguns políticos que nestas últimas décadas têm pontificado na vida política portuguesa, à nossa manifestação do passado dia 12. Para muitos deles, a dimensão desse evento, foi assustadora e trouxe-lhes uma grande insegurança que os faz pensar duas vezes antes de continuarem com os seus intentos.
Se outras não houvesse, esta manifestação vem provar de forma bem evidente, que não é com golpes militares, ou com violência que os militares devem intervir nos assuntos políticos do país. É respeitando as regras democráticas, é demonstrando publicamente as suas razões, é colocarem em evidência o seu descontentamento e o seu profundo sentimento patriótico,  mostrando a sua solidariedade com as populações.
Alguém, no passado, afirmou: A guerra é demasiado importante para estar apenas nas mãos dos militares.
Eu diria: As Forças Armadas são excessivamente importantes para estarem exclusivamente nas mãos dos políticos.
E, com estes políticos e a irresponsabilidade que têm revelado, toda a atenção é pouca.
Com os meus melhores cumprimentos
Cte Fernandes Torres"
 E-mail do Camarada Manuel Custodio de Jesus:
" Camaradas e amigos/as:
Assistimos nos últimos dias a uma tentativa de desvalorização da Manifestação da Família Militar por parte de alguns comentadores habituais, "arautos do regime" que, nas suas palavras, "descontando familiares e pessoal na reserva e reforma, estariam apenas uns 3000 militares no activo, número alegadamente insignificante perante o efectivo total das FFAA". Se a nossa mobilização e unidade não incomodasse, não viriam tão prontamente procurar desvalorizar aquilo que as imagens e os números não deixam desvalorizar!
Por outro lado, na Reunião de Órgãos Sociais da ANS em que decidimos esta jornada, foi também relembrado que em Novembro de 2008, o então MDN Severiano Teixeira foi obrigado a vir à televisão desdizer-se, de um dia para o outro, pois tinha afirmado desconhecer mal estar nos quartéis por via da tentativa de alterações a introduzir no Suplemento da Condição Militar, e uma Jornada de Reflexão à hora de almoço com uma adesão superior a 90% em todo o País, obrigou-o a arrepiar caminho.
Mas, mais do que o tipo de acção envolvida, hoje uma manifestação, amanhã uma vigília, depois uma falta ao almoço,  o que importa é a forma firme, determinada e coesa com que as fazemos.
Por isso importa apelar à unidade dos camaradas para a adesão a esta, e às que se seguem: dia 30NOV ida à AR e Vigília frente ao PR.
No dia 24 de Novembro vamos usar a nossa hora de almoço para, abdicando do direito à refeição, ficarmos nos nossos locais de trabalho ou de convívio durante a hora de almoço, discutindo e reflectindo sobre todas as malfeitorias que nos têm estado a ser impostas (a que se soma a vergonhosa forma de aplicação da sobretaxa extraordinária sobre o Subsídio de Natal), dando assim mais um sinal claro de que é ao Povo Português que devemos lealdade jurada, e não a interesses económicos, nacionais ou estrangeiros, nem sempre muito claros, e que estamos profundamente preocupados com a descaracterização da Instituição Militar."

domingo, 13 de novembro de 2011

MILITARES EM LUTA...



                                   DEBATE
Fórum Romeu Correia - Almada



19.NOV.2011 15H00

                                   
As FFAA têm sido atacadas. Porquê?                                   Os militares perdem direitos. Porquê?
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Procuram desprestigiar as FFAA. Porquê?                    Os militares têm sido humilhados. Porquê?
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Neste debate tentaremos encontrar as respostas.
 Participe!
     As Forças Armadas face ao Futuro
– Defesa e Segurança -
1)      O papel constitucional das Forças Armadas
– O modelo democrático:


a)      Da defesa e da segurança, sentido e razão
b)     A consagração constitucional e os desvios atuais
c)      Quem defende os defensores da Constituição
Moderador – COR Duran Clemente
Intervenções - CMG  Lopes de Mendonça, COR Diniz de Almeida COR Emanuel Pamplona

2)     A deriva governamental sobre as Forças Armadas 
– O modelo autoritário:
a)      Da defesa e da segurança, da tentação á confusão
b)     Os responsáveis
c)       O modelo concentracionário e transição para a Força Armada
Moderador – CTEN Fernandes Torres
Intervenções - Associações Profissionais de Militares

sábado, 15 de outubro de 2011

O ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO 2012

Quando olho esta fotografia, sinto que mais uma vez os Militares se deixaram levar na onda, porque
deram de bandeja o País a uns tantos fulanos que apenas pensavam deitar mão à pesada herança que ficara dos tempos da "outra senhora". Os Militares serão sempre o garante da liberdade democrática, dizia-se nos tempos em que os cravos pareciam um sinal positivo para o Povo. Cientes da vontade de alguns verdadeiros Portugueses, daqueles que se não venderam às benesses que lhes foram acenadas para que estivessem so serviço dos "vendilhões" da Pátria! Sim! Não dobraram a cerviz... e hoje é o "acabe-se já com as Forças Armadas, com o braço armado do Povo mais humilde..." pois para eles bastam as Forças de Segurança! É uma indignidade! 
Quem pede agora contas a este "Robin dos Bosques" dos tempos modernos? Será o Procurador Geral da República? Dúvido, porque ele nem deixa que o tenebroso ladrão das florestas da Sherwood portuguesas de Alcochete ou da Cova da Beira preste  contas à Justiça... vá-se lá saber porquê!
Enquanto houver "gajos" do Partido do Governo para chatear, como por exemplo o Isaltino Morais ... vai tudo nos carris.
Mas... afinal há um candidato ao lugar por ele deixado. O Pedro Coelho iniciou agora a nova saga do Robin Hood e parece que começa bem... ainda que tenha que pagar as contas às Coroas Europeias que em Portugal confiaram! É que o Zé Sócrates fez cá um calote... e nós agora é que pagamos!
É assim que estes personagens do Presépio nos vêm recordar que o Governo nos vai cortar o Subsídio de Natal... o de Férias... aumenta os Impostos... vai aos bolsos forte e feio, conforme consta do famigerado OE-2012 ontem anunciado pela "Nossa Senhora dos Passos Coelho", O São José do Cavaco Silva, exímio comedor de bolo-rei, até é o Comandante Supremo das Forças Armadas... mas perdeu o pio! Não tem uma palavrinha de afecto para com a Instituição Castrense, que ano após ano vê a sua condição reduzida à ínfima espécie. Os Militares deram-lhe o poder... agora que se lixem! Eles são disciplinados e não se deixarão manipular por ninguém... mas é falso, porque a fome é má conselheira, os Militares têm família, os  Militares exigem ser respeitados nos seus direitos... o que não tem sido feito por quem ostenta o Poder!
AÍ RESIDE A INDIGNAÇÃO DOS MILITARES! ELES SÃO CIDADÃOS DE CORPO INTEIRO E DISSO NÃO ABDICAM! NÃO BRINQUEM COM O POVO FARDADO, PORQUE ELE ESTÁ SATURADO!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CAPITÃO SERRA BASTO - um Militar Mártir da Fé

São este ano passadas seis décadas desde que o Capitão Barros Basto foi injustamente destituído das suas patentes pelas autoridades militares portuguesas, naquele a que historiadores chamaram o “Caso Dreyfus Português”.
Julgo ser pertinente conhecer-se o caso deste Homem, um membro das Forças Armadas que foi expulso das fileiras por defender a sua fé, não tendo os HERÓIS DE ABRIL um pouco de decência para pugnar pela reintegração de um verdadeiro Herói, combatente na 1ª. Guerra Mundial, condecorado, homem da República.
Como Português, gostaria que outros Portugueses fossem solidários e fizessem a sua parte  no sentido da reparação do erro histórico cometido.
Em 1943, o Ministro da Defesa Português decidiu destituir Barros Basto dos seus deveres de oficial, apesar de este ter servido com distinção durante a Primeira Guerra Mundial.
Como base para a sua decisão, o Ministro alegou razões não especificadas para o bem-estar nacional, mas a verdade é muito mais perturbante.
Em 1974, depois da Revolução de 25 de Abril, a sua filha, Senhora Teixeira da Silva, submeteu um apelo ao Ministro da Defesa e ao Presidente da República, Francisco Costa Gomes, respeitante ao caso do seu pai. Dois meses mais tarde, o Gabinete do Presidente recusou o seu pedido... alegando que tinham passado demasiados anos para reabrir o processo.
Artur Carlos de Barros Basto nasceu em Amarante no dia 18 de Dezembro de 1887 e foi educado dentro do cristianismo,   mas na juventude,  ao tomar conhecimento de que tinha ascendencia judaica - era oriundo de uma família de marranos de Amarante, e o seu avô era   um membro praticante da comunidade -, inicia uma aproximação, primeiro teórica, e prática após a sua vinda para Lisboa.
Barros Basto era portanto um “Marrano”, um descendente de judeus cujos antepassados tinham sido forçados a converter-se ao catolicismo quase cinco séculos antes.
Depois de uma longa e árdua busca das suas raízes, Barros Basto decidiu voltar à fé dos seus antepassados e passou por um retorno formal ao Judaísmo.
 A partir da cidade do Porto, iniciou uma campanha pública com o objectivo de convencer outros Marranos a emergirem de séculos de clandestinidade e juntarem-se ao seu povo. A sua prática aberta do Judaísmo e os milhares de pessoas que, segundo historiadores como Cecil Roth e Howard Morley Sachar, ele inspirou, não eram bem vistos pelas autoridades na altura, que pretendiam suprimir o seu movimento fazendo contra ele falsas acusações.
Ao mesmo tempo que iniciava a sua vida militar, o  jovem Barros Basto apresentou-se um dia na Sinagoga Sefardita de Lisboa e declarou-se judeu. Apesar de todo o seu empenho, a Comunuidade Judaica negou-lhe, inicialmente, a integração na congregação.
Por forma a ser aceite como membro de pleno direito, aprendeu o hebraico e deslocou-se a Marrocos para receber instrução religiosa. Em Tangêr foi circunscidado e foi oficialmente aceite dentro na religião Judaica,  adoptando o nome de Abraham Israel Ben-Rosh.
Depois de haver cursado na Escola de Guerra,  Barros Basto participou na Implantação da República, tendo sido ele quem hasteou a bandeira da República, no Porto.
Posteriormente comandou um batalhão do Corpo Expedicionário Português, na Primeira Guerra Mundial,  como Tenente na Frente da Flandres, pelo que que foi condecorado.
Barros Basto ficou conhecido como o “Apóstolo dos Marranos”, denominação que lhe foi dada pelo historiador Cecil Roth, quando descreveu o empenho com que  Barros Basto se dedicou à sua “Obra do Resgate”. 
Apesar das denúncias do acusador do Porto contra Barros Basto, o caso foi abandonado dois anos depois por falta de provas.
No entanto, em 1943, o Ministro da Defesa revogou o cargo de Barros Basto, humilhando-o injustamente e malogrando os seus esforços para reacender o “Marranismo” português. Quando faleceu, em 1961, era um homem destruído.
Com efeito, destruindo Barros Basto e a sua reputação, os seus opositores conseguiram destruir o seu movimento renovador.
Afinal não só a Igreja Católica utilizou a crueza das infamantes "representações" a que chamavam "Autos de Fé". Também as Forças Armadas tinham a sua Inquisição bem montada e oleada, a fazer fé nos milhentos de casos que se vão descobrindo... e mais se encontrariam se os historiadores cumprissem a missão para que foram preparados. 
O capitão Artur Carlos de Barros Basto faleceu em 1961, sem ter sido reabilitado pelo Exército Português da decisão de 1943 do Ministro da Guerra, que o exonerou das suas funções de oficial, por ser judeu e um activo defensor da tolerância religiosa, e dos “Marranos” em particular.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

POLÍCIAS... AGORA AGARREM-OS, se podem!

Quando do PREC, logo após o 25 de Abril, quando valia tudo, mesmo o tirar olhos, assistiu-se a uma cavalgada frenética e sem freio pela aquisição dos tão afamados direitos à greve, com as promessas das representações cívicas das Polícias e Forças Militares a jurarem por todos os santinhos das suas devoções, com a benção dos cardeais vermelhos de então, Cunhal e Otelo a darem força à luta contra a reacção... e a lançarem polícias uns contra os outros, na célebre acção dos "SECOS E MOLHADOS", e a aceitação da criação de assocciações defensoras das classes, dentro da PSP, da GNR e por aí fora.
Hoje, com um País a necessitar de união para vencer a tremenda crise que tem Portugal à beira do abismo, vêm os senhores clamar pela falta de dinheiro... que foi coisa que nunca existiu nos meus tempos difíceis a servir nas fileiras do Estado Novo. Se fazia barulho... calculem o que me acontecia, mas havia sempre maneira de lutar.
Falam hoje do congelamento de vencimentos... mas não sabem que eu e os meus camaradas, na 1ª. Classe de Comportamento, com as Medalhas de Exemplar Comportamento devidamente homologadas, as Medalhas de Mérito Militar, as Medalhas das Campanhas, os Louvores e tudo aquilo a que um bom Militar fazia jus... estivemos mais de 18 anos a aguardar promoção! Mas não assaltámos o Ministério das Finanças a chamar gatuno ao Ministro! Fomos ensinados a respeitar, a ter disciplina... mas hoje não se sabe o que isso é nas organizações que deveriam ser exemplos de civismo para o Povo Português.
É por isso que quando acontece qualquer problema entre a Polícia e os cidadãos, havendo um uso desnecessário de força, foi sempre o civil que foi o mausão da festa. E o colega, que até nem estava presente no momento, jura que tudo foi como consta do relatório. Falta de disciplina, de valores, de carácter como aquele que era apanágio dos Guardas da PSP ou Soldados da GNR de então.
Apesar de o sindicato respectivo afirmar que os oficiais da PSP estão "perfeitamente cientes das dificuldades do país", recusa-se a que haja um tratamento diferente para estes e mostra "total disponibilidade" para "colaborar com o Governo" na resolução destas questões.
No entanto, Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia acrescenta que
se não forem encontradas "soluções a curto prazo", os oficiais de polícia estão "preparados para o endurecimento das formas de luta".
Os ânimos exaltaram-se ao final da tarde de ontem, quarta-feira, junto ao Terreiro do Paço, em Lisboa. Os cerca de dois mil profissionais dos serviços e forças de segurança tentaram aproximar
-se do Ministério das Finanças e só um cordão policial, de membros da Equipa de Intervenção Rápida da PSP conseguiu travar os manifestantes, que acabaram por desmobilizar.
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Gatuno" gritavam os polícias que, desde quarta-feira se têm manifestado, exigindo ao Governo a colocação nas novas tabelas remuneratório em vigor desde 2010.
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Nós só queremos o que é nosso por direito" apelavam na deslocação para o Ministério das Finanças.
O desfile era encabeçado por profissionais das forças de segurança fardados.
Foi para isto que aconteceu ABRIL de 1974?

domingo, 18 de setembro de 2011

DOM JANUÁRIO, BISPO FA's

- na TSF - JUN2001: - "D. Januário Torgal Ferreira, em entrevista à TVI, afirmou que os cortes orçamentais previstos para as Forças Armadas «são gestos de anti-patriotismo», tendo dito que «há certas horas em que não se deve obedecer»."
- na TSF - JUN2001: - " Recorde-se que no seu discurso de tomada de posse como bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, Dom Januário Torgal Ferreira acusou o Governo de «incompetência» ao «promover cortes orçamentais de um dia para o outro» e terá posteriormente apelado à rebelião em declarações a uma estação de televisão."
D. Januário  recusa    a ideia de uma campanha contra a Igreja e o Papa a propósito dos crimes de pedofilia cometidos por "gente" da Igreja.
Os padres que falharam, e da forma ignominiosa como o fizeram, não são estes que estão contra o Papa? Não julgo ninguém, mas está provado objetivamente e aceite pelo próprio réu. Não são campanhas, não são calúnias, é a pouca vergonha instalada em alguns setores”, defendeu.
Apesar dos “avanços”, a Igreja tem dificuldade em “aceitar o pluralismo”, considerou o bispo.
«É preciso ter muito cuidado. Porque é nestas horas que se fazem grandes fortunas. E, sobretudo, é nestas horas em que os mais pobres ficam mais pobres e alguns ricos ficam muitíssimo mais ricos», disse o prelado no Funchal, à margem da comemoração dos 58 anos da Força Aérea Portuguesa.
-  Em entrevista a  Rosa Ramos, publicada em 26Junho10: - "Perguntado a respeito da lei que permite o “casamento” entre homossexuais em Portugal, o bispo D. Januário Torgal respondeu  que não concordava com o casamento homosexual (embora aceitasse a união legal), e foi ainda mais longe:
“Concordo e aceito um homem que viva com um homem e uma mulher que viva com uma mulher.”
Isso não o choca?” perguntou a jornalista    O bispo repondeu enfático: É evidente que não. A atitude que tenho de ter é a respeitabilidade.”
E deixou bem claro que não se referia a uma hipotética e quase impossível convivência casta de dois homens ou duas mulheres, que sentem  atração sexual recíprocas.  Afirmou que a Igreja acolhe os homossexuais … desde que não pratiquem a sua homossexualidade…”  usou até de ironia: “Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática (homossexual), por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano.”
Não me repugna nada ordenar mulheres”, afirmou D. Januário ...
D. Januário Torgal: «Tenho vergonha deste país»... «as pessoas estão desapossadas da sua dignidade»
D. Januário em todo o seu esplendor! Para ele é chique dizer mal, criticar gozar.... O povo ficou sem dignidade? Porque é um povo que teima em não aceitar as mudanças! Que continua alienado pelo futebol,  pelas novelas até às tantas da matina, pela subsidodependência de uns trocos para o  tabaquito e para a bica, sem que ninguém  o  obrigue a trabalhar, procurando diversão na fuga aos impostos ou no  cortar na casaca dos vizinhos...
Enquanto não lhe  tirarem tudo isso... o povo vai-se sentindo bem! Mas quando tiverem de  encarar os problemas e lutar, então estará tudo mal, porque isso dá muito trabalho!
É normal aparecerem aqui os supostos "donos da verdade e sabedoria " que não se coibem de dar ao povo aquilo que ele quer: o sensacionalismo barato! É a corja dos parasitas, os tais que não dispensam os milhares que lhe pagam... ainda que os não  mereçam.
Saberá alguém quanto ganha o Bispo das Forças Armadas? Pois... mas não dispensa os €€€!!!
QUE FALE MENOS... E TRABALHE MAIS PARA A PROMOÇÃO DA FÉ E NÃO PARA ACABAR COM ELA!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RECORDAR A BASE AÉREA Nº. 3...

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COMEÇA A SER UMA TRADIÇÃO... MESMO QUE ESTA JÁ NÃO SEJA O QUE ERA! NO ENTANTO, AQUELES QUE VIVERAM AS PERMÍCIAS DE UMA ESTADIA NA "QUINTA", ONDE NAS NOITES DE CALOR SE OUVIAM CANTAR OS GRILOS E AS CIGARRAS NO SEIVAL... NO MONTE D.LUIS... NOS JARDINS DAQUELE ÉDEN QUE SE CHAMAVA "BAIRRO DE OFICIAIS"... DESCULPEM ESTAR A SONHAR COISAS DO PASSADO, PORQUE ESSE TIROU ASSINATURA NOS NOSSOS CORAÇÕES E ESTÁ ESCRITO COM TINTA INDELÉVEL - O QUE UM TIPO SE HAVERIA DE LEMBRAR... - PELO QUE PODEM MANDAR CENTÚRIAS DE GENTES DO EXÉRCITO PARA APAGAR A MEMÓRIA, MAS ESSA SUBSISTIRÁ ATÉ HAVER UM ÚLTIMO HOMEM (OU MULHER) QUE UM DIA TENHA PASSADO A NOSSA PORTA D'ARMAS.

QUEM ANDOU POR TANCOS NAQUELES TEMPOS SAUDOSOS, LEMBRA OS CELEBRADOS JU-52, UNS PORQUE NELES VOARAM, OUTROS PORQUE QUANDO IAM ALMOÇAR OU JANTAR (?) NO "VELHO" RANCHO GERAL, VIAM SER SERVIDOS OS CELEBRADOS "JU'S COM BATATA CAMUFLADA", UMA ESPECIALIDADE DA  BASE, CUJAS COZINHAS ESTAVAM A CARGO DE ALGUNS DOS MAIORES MESTRES DE CULINÁRIA DO SEU TEMPO: BEXIGA... PELICANO... GALHANO... AMADEU... E OUTRA GENTE QUE O TEMPO ESCONDEU! 
PARA QUE CONSTE, A COMISSÃO QUE ORGANIZA O ALMOÇO CONVÍVIO OFERECE EM PRIMEIRA MÃO A RECEITA DAQUELE APRECIADO PITÉU:
CHICHARROS SEMI FRESCOS (4 DIAS DE PESCADOS). DESPEJAM-SE EM CIMA DE UMA MESA E DESPEJA-SE FARINHA EM CIMA. PODE-SE DEITAR ANTES UMA MÃO CHEIA DE SAL GROSSO. FRITA-SE EM ÓLEO DE QUALQUER QUALIDADE - MESMO DE MOTOR.
ENTRETANTO, COZEM-SE BATATAS QUE ESTEJAM BASTANTE GRELADAS, COM MANCHAS NEGRAS, SE POSSÍVEL. VÃO À MESA AINDA MEIAS CRUAS, PARA MANTER OS SUCOS NA TOTALIDADE.
O MOMENTO DE DELÍRIO É QUANDO QUEBRA A CAMADA CROCANTE E AS TRIPAS SAIEM PARA FORA! UMA DELÍCIA!
A EMENTA DO CONVÍVIO ESTÁ ACIMA... E NÃO TEM JU, NÃO!
VAMOS LÁ A COMPARECER TODOS. AS INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS!
ATÉ LÁ... RECORDEM OS BONS... E MAUS TEMPOS, POIS FORAM ESTES, DEVIDAMENTE CONJUGADOS, QUE NOS TORNARAM SAUDOSOS.

domingo, 14 de agosto de 2011

PORTUGAL - que futuro?

Quando aconteceu a "Revolução dos Cravos" ou  do "25 de Abril", logo alguns iluminados, desses a quem vulgarmente chamamos "Povo" mas que, para se ser coerente, deveriam antes  ser apelidados, únicamente, como  o triste  "povinho",  procuraram debitar para as massas populares  "algumaspalavras de ordem (?) em que faziam gala no vilpendiar do sangue daqueles que pereceram em holocausto da Pátria...  para que outros vivessem,  cá ou lá pelas terras de África.
É que os "amigos" do peito desses "fazedores de órfãos", tradicionalmente fiéis aos mandamentos que  lhes foram legados por Moscovo, fruto da  Revolução Bolchevique em que foi implementado o sistema que  adoptaram como religião, tinham apenas o propósito de destruírem um País chamado Portugal, dado terem assinado de cruz que  iriam  destruír tudo aquilo que haviam herdado do Estado Novo... vá-se lá saber porque carga de água o fizeram, a não ser por prazer na traição aos mais sagrados cânones que regem a instituição castrense!
Quando os  fautores da destruição do todo nacional instigavam o Povo vomitando como palavras de ordem:
 "NEM MAIS UM SOLDADO PARA A GUERRA!!!"... "NEM MAIS UM SOLDADO PARA ÁFRICA!!!"... "NEM MAIS UM SOLDADO PARA ANGOLA!!!"...  tinham em mente pôr em causa as Forças Armadas... porque eram uma barreira que se interpunha entre os seus desígnios de destruição da Pátria portuguesa e o cumprimento das ordens do Soviete Supremo, que pretendia dominar o mundo... a bem ou a mal.
 Quando eclodiu o golpe militar de Abril, o mundo encontrava-se em plena recessão, como rescaldo do choque petrolífero de 1973. 
Portugal ainda era um país relativamente atrasado, mal industrializado e de forte emigração . Encontrava-se, no entanto, numa fase de integração na comunidade dos países europeus ditos democráticos.
Mau grado a persistência de um regime ditatorial, os sinais de mudança eram já visíveis em todos os sectores da vida portuguesa e, de tão expressivos e imparáveis, sugeriam a possibilidade de uma ruptura política e social a breve trecho.
Importa lembrar que, por interesses estratégicos das grandes potências, tanto no quadro europeu como no africano, Portugal era um membro de pleno direito da OTAN e da EFTA.
No pós 25 de Abril, vários jornais dão notícias de um golpe de estado que estaria planeado para Março. É posto a circular o boato de uma suposta "Matança da Páscoa", em que todos os oficiais «conotados com a reacção» (leia-se "com Spínola") seriam eliminados por sectores ligados ao PCP.
Presumivelmente movidos por tal boato, os militares spinolistas pegaram em armas e tentaram, a 11 de Março de 1975, fazer um golpe de Estado. Spínola assumiu o comando do golpe... mas este falha. A então Base Aérea nº. 3 testemunhou o facto.  A «inventona reaccionária» (na terminologia da época) foi o pretexto para  Vasco Gonçalves  radicalizar o Processo Revolucionário, apoiando-se no COPCON,  de Otelo Saraiva de Carvalho.
Logo após o golpe falhado, foram os bancos  nacionalizados, tal como as seguradoras e, por arrastamento, a Tabaqueira, a CUF , a Lisnave  e outras empresas de grande dimensão.
"Os soldados e marinheiros, os sargentos e oficiais honestos, todos os verdadeiros patriotas das forças armadas (incluindo os homens honestos da PSP, GNR e GF), todos devem ser atraídos ao exército político que derrubará o fascismo. Civis e militares, católicos ou ateus, no movimento antifascista português cabem todos os portugueses que desejam lutar contra as guerras coloniais e por um Portugal livre, democrático e independente" (Manifesto PCP)
Ainda não se via cumprido o desiderato dessas "figuras patrióticas" que ainda hoje costumam desfilar na Avenida lançando palavras de ódio, porque o Patriarca Marx, o São  Staline, o Venerável Lenine e toda aquela camarilha que lhes sucedeu, continuam a lutar para que em Portugal deixe de haver alguém que o defenda. É que sem Forças Armadas... Portugal poderá ser, finalmente, um campo de férias dos vermelhuscos.
E para que nada falhe, até as Instituições Militares de Ensino , vulgo os Pupilos do Exército, o Colégio Militar ou o Instituto de Odivelas, estão na ordem do dia e sujeitos à baba peçonhenta daqueles que os querem instrumentalizar. Basta ir criando factos, e o tempo joga a favor dos insidiosos. Quando o dinheiro falta... o discernimento é menor! 
Como o tempo é de touradas... há que investir! E não será preciso muito para se entender a mensagem  subjacente ao desejo de redução dos quadros das Forças Armadas. Se nos Quadros dos três Ramos estiverem 5o mil Militares, bastará mandarem-se três partes embora e aumentarem-se os Quadros da GNR... e logo estes passarão a ser as tais  Forças Armadas novas, por tantos deles ambicionadas desde o 25 de Abril.
E então, com esta aberração,  ABRIL VENCERÁ!