segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

SIC TRANSIT GLORIA MUNDI

"ASSIM PASSA A GLÓRIA DO MUNDO" é uma conhecida expressão originada no Latim e que era utilizava , até 1963, no cerimonial de coroação do Papa, quando um dos Mestres de Cerimónias proclamava por três vezes "Sancte Pater, sic transit gloriae mundi", recordando Sua Santidade da natureza transitória da vida e das honras terrenas.
Durante a minha passagem pelas terras da guerra, seja em Angola ou em Moçambique, tive ensejo de "visitar" várias moradas eternas de camaradas de caminho que "resolveram" permanecer por lá, em virtude de abandonarem a "terra dos vivos" para descansarem das agruras da guerra que por lá grassava.
Aí, em alguns mausoléus , via-se inscrita a frase que nos serve de título e, muito naturalmente, havia sempre alguém que perguntava o significado da mesma, talvez porque o latim não lhes fosse nada familiar, apesar de ser uma chave de toda a língua portuguesa, como é lógico deduzir-se a partir do facto de Roma ter dominado grande parte da Europa, incluíndo-se Portugal, evidentemente.
Expliquei bastas vezes o significado da locução e de algum modo deixei que as pessoas extrapolassem sobre a mesma, procurando corrigir os exageros de molde a que não ficassem com ideias erradas sobre o significado real.
Dizia-lhes então que a glória do mundo é sempre transitória, uma vez que todos somos iguais perante a morte! Que importam as ideias de grandeza se aquilo que nos espera é sempre a volta ao pó?
E muitas vezes recordo toda a importância que foi dada à Base Aérea nº. 3, que chegou a atingir padrões de excelência no cômputo de todas as Unidades da FAP... para que um belo dia fosse votada ao ostracismo por parte de quem um dia a ousou ver no auge!
Com César Augusto, Napoleão, Hitler, Wellington, Patton, De Gaulle e tantos outros grandes senhores da guerra... não aconteceu outro tanto? Não foi Kennedy alguém que se julgava acima do comum dos mortais... e foi "retirado do mundo" com um simples tiro disparado à traição? Não são estas situações que demonstram quão transitória é a vida daqueles que um dia viveram na glória? Não conhecemos gritantes exemplos de ídolos com pés de barro, que caíram imolados pela precaridade da fama que os havia envolvido?
No final deste ano da graça de 2010, vejamos até que ponto contribuímos para que a transitoriedade das nossas vidas seja uma realidade... apenas e tão só porque não nos dispuzemos a reflectir nesta frase lapidar tão profunda: SIC TRANSIT GLORIA MUNDI!
E que o 2011 seja o repositório de todas as coisas boas que pretendemos para a nossa vida, espacialmente quanto a SAÚDE, AMOR, TRABALHO, ALEGRIA, FELICIDADE...
...ENFIM: UM BOM ANO PARA TODOS VÓS!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

UM CANTOR ANTI MILITAR...

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A separata VIDAS do CORREIO DA MANHÃ de 20 de Novembro último, publicou na página 45 uma nota onde o cantor RUI VELOSO faz algumas declarações, da qual se transcreve:
"Militares... Muitos anos depois de "Máquina Zero", Rui Veloso continua com os militares atravessados. «Fui recusado na tropa por causa de ter óculos. Não meti cunha nenhuma, cheguei a ir à inspecção e tudo. Eles é que não queriam lá gajos com miopia», desmistificou o músico, que não poupa críticas ao sistema militar: «Os militares continuam a ser um dos grandes problemas deste mundo. O lóbi militar é mesmo dos mais sinistros que existem. Junto com a droga, é o maior negócio do planeta» . Ups!"
Um dos comentários a esta diatribe do senhor Veloso diz-nos: "O senhor Veloso precisa urgentemente, de consultar um psiquiatra. É que, pretender comparar a Instituição Militar aos lóbis da droga, só pode provir de uma mente putrefacta.
É pena que o senhor Veloso aproveite o estatuto que a gargante (e só a garganta porque o resto é balofo!) lhe proporcioniou para, com língua víperina, invectivar, ofender, enlamear o bom nome de Instituições que sempre foram consideradas respeitadas, como é, neste caso, a Militar.
Pergunto-me, com aguçada curiosidade, o que terá acontecido ao senhor Veloso para se referir aos militares, à tropa, tão desabridamente e com tanto asco. Terá sido porque, na inspecção, a que chegou a ser submetido, como diz, quando estava todo nu, como é da praxe, os elementos da Junta, reunida para o efeito, fizeram comentários depreciativos ao tamanho da sua "pila"?
É uma hipótese!
Ora aqui está: Tudo isto é o reflexo do senhor Veloso não ter ido à tropa. Se a tivesse frequentado, ter-se-ia transformado num homem de verdade. Assim, ficou a meio. Ou, talvez, nem isso!
Nunca, em caso algum, o ditado "vozes de burro não chegam ao céu" encaixou com tanta perfeição, como neste episódio!
Desejo, sinceramente, que o senhor Veloso se encontre um dia no alto mar, a bordo de um qualquer barco prestes a afundar-se e que a Força Aérea (também Militar, evidentemente) não tenha, na altura, um helicóptero disponível para o ir salvar.
Se calhar, dado o alto teor de acidez da presa, nem os tubarões lhe tocariam!!!
Armando José Morganho
Capitão do Exército (Reformado)"
Porque também faço parte do lote de "droga" cara a que refere o "Xico Fininho", pela minha condição de Militar, embora reformado, não m
podia deixar de dizer só uma coisinha a essa espécie de coisa que se afirma através da música: Ruizinho... diga ao menos que chegou a deitar esse seu "pensamento" para os ouvidos do seu tio Pires Veloso, porque não acredito que ele deixasse de lhe dar dois bananos nas fuças, uma vez que era um Militar prestigiado, Oficial General do Exército Português, que à Patria prestou relevantes serviços... se é que sabe o que isso significa.
Quanto a si... talvez tenha um percurso diferente de tantos outros seus camaradas dos palcos desta vida, não sei nem isso me interessa, mas... que tal uma passa, meu? É que aquilo que disse terá sido apenas e tão só mais uma crise motivada pela falta do pó! Estou certo ou estou errado? Há boas instituições para curar essa dependência, pelo que apenas lhe digo: CURE-SE!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

VALHA-NOS O SANTO NATAL...

...porque é aquilo que nos vai dando um manancial de esperanças capaz de fazer parecer menos difícil de superar tudo o que de mau foi surgindo no ano que está prestes de findar.
E é nessa esperança que vamos cantando, jubilosos, a alegria pelo Natal de Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez Homem para que houvesse Redenção do Género Humano, marcado pelo Pecado Original.
A mesma esperança que nos leva a proclamar o Nascimento do Salvador do Mundo, fazendo coro com os Anjos:
GLÓRIA IN EXCELSIS DEO!!!
FELIZ NATAL...
UM NOVO ANO CHEIO DE BENÇÃOS DE DEUS!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

SÁ CARNEIRO... COMO MORREU? CRIME?

No local do acidente, em Camarate

No dia 04 de Dezembro de 1980, logo após levantar voo do Aeroporto de Lisboa, com destino ao Porto, despenhou-se sobre Camarate o avião CESNA que transportava o então Primeiro Ministro Francisco de Sá Carneiro e acompanheira Snu Abecassis; o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e a esposa Manuela Amaro da Costa; o Chefe de Gabinete António Patrício Gouveia. A aeronave era pilotada por Jorge Albuquerque e tinha Alfredo de Sousa como co-piloto e estava ao serviço da Aliança Democrática, que estava empenhada na eleição presidencial do General Soares Carneiro, que iria ter, nessa noite, um comício no Porto.
Pouco depois de descolar, houve uma explosão e o avião, já a arder e a deixar um rasto de detritos incandescentes, embateu nuns cabos de alta tensão junto ao Bairro das Fontaínhas, perdeu velocidade e despenhou-se sobre uma casa em Camarate, tendo morrido todos os ocupantes do avião e uma pessoa que estava na casa sobre a qual caíu.
O inquérito perliminar feito pela Judiciária, sobre a égide do Ministério Publico, instaurado na própria noite e concluído em 09 de Outubro de 1981, afirma não haver indícios de crime, devendo aguardar-se a produção de melhor prova.
No dia 12 de Outubro o procurador geral da República determiniou o seguimento das investigações em "inquérito público" e a primeira Comissão Parlamentar foi então instituída, tendo terminado os seus trabalhos a 15 de Junho de 1983 e com os resultados a transitarem do Ministério Público para o Juiz de Instrução Criminal... passando a Polícia Judiciáruia a actuar na investigação a partir de 08 de Dezembro de 2004 - APENAS 24 ANOS DEPOIS DA QUEDA DO AVIÃO!
O Relatório da Comissão Multidisciplinar sobre a tragédia de Camarate, as conclusões apontam para a tese de SABOTAGEM, sendo defendidas pela maioria PSD/CDS-PP.
A Inspecção Geral de Finanças efectuou uma auditoria ao Fundo de Defesa Militar do Ultramar entre 1974 e 1981. Neste documento é revelado que o então Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa havia solicitado, dois dias antes do acidente, "que o Gabinete do Estado Maior das Forças Armadas se dignasse informar com urgência o que entendesse por conveniente sobre a exportação de material de guerra para o Irão", no eclodir do conflito entre aquele país e o Iraque. O ofício do Ministro tem a data de 02 de Dezembro de 1980... morrendo Adelino Amaro da Costa no dia 04 de Dezembro... sintomático.
A auditoria diz-nos que as investigações reforçam não só a ideia de um saco azul de milhões de contos desviados, à luz dos valores actuais, mas também foi exigido por Amaro da Costa ser informado sobre o que se passava com a exportação de material de armamento, impedindo o Ministro que se efectuasse a venda de material a alguns países como a Guatemala, a Argentina ou a Indonésia. Os auditores concluíram que tudo levava a crêr ter seguido para o Irão diverso material de guerra, dado o livro de registo da correspondência classificada conter, a 09 de Dezembro de 1980, uma comunicação da Direcção Nacional do Armamento - EMGFA que alude à exportação de material... para construção. O ofício em causa é datado de 05 de Dezembro, mas apenas terá dado entrada no livro de registos de correspondência classificada do EMGFA no dia 09 de Dezembro. Isto foi confirmado em 22 de Janeiro de 1981.
Há muitas pontas soltas, pelo que a suspeita de assassinato continua a ter lógica, dado haver mais que motivos para que Amaro da Costa fosse exterminado. Os outros foram vítimas circunstanciais, mortos não programados que apenas o foram porque estavam no lugar errado à hora do atentado.
Mas... quem mandou efectuar a sabotagem? Será que Sá Carneiro foi mesmo vítima de complô contra ele ou foi apanhado no meio?
É tempo de se saber o que aconteceu naquela noite. O Povo agradeceria que tal evento tivesse uma explicação plausível!