quarta-feira, 30 de junho de 2010

Passagem baixa...

Avião Junker´ JU52
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Ao longo dos muitos anos em que o Galgo foi a imagem de marca de uma Unidade que honrou a Aeronáutica Militar em Portugal, muitas histórias aconteceram dentro dos seus muros, umas com características humoristicas, outras configurando situações dramáticas, mas que serviram, certamente, para cimentar o espírito de unidade que se via patenteado entre todos os que na Base Aérea 3 tiveram a honra de servir.
Houve Comandantes para todos os gostos, sendo que uns tinham uma maneira de sentir a missão que lhes cabia como líderes dos Homens que lhes estavam confiados, outros teriam outra, uns seriam dados à disciplina férrea, outros à consentida... mas todos, sem excepção, foram importantes para que fosse possível levar a Base a cumprir com excelência as missões que lhe eram confiadas.
Desde sempre a Aeronáutica marcou as mentalidades das populações vizinhas da Unidade, que começou por ser o local onde os "Aerosteiros" do Exército preparavam o lançamento dos seus balões de ar quente, para depois, lenta mas progressivamente, se ir tornando numa Base Aérea de referência, depois que dois aviões Caudron G-3, pilotados pelo Capitão Ribeiro da Fonseca - que veio a ser 1º. Comandante da Unidade - e pelo Capitão Luis Gonzaga, efectuaram a aterragem na Esquadrilha Mista de Treino e Depósito, no Polígono de Tancos, em 27 de Outubro de 1921.
Em 1926, com a implementação da Esquadrilha nº. 1 de Caça, passou a usar o Galgo como símbolo, uma vez que este é o animal mais representativo da missão que à Esquadrilha foi cometida a partir de então.
Ao longo dos anos, foram operados na Base Aérea 3 vários tipos de aeronave:
- CAUDRON e MARTINSYDE em 1921/22; MORANE-SAULNIER e AVRO-ARDISCO em 1927/28; HANKER FURY em 1933; VIKER, POTEZ e WAWKERHIND em 1937; GLADIATOR em 1939; CUNTIN MOHAWK em 1944, SPITFIRE E HURRICANE em 1947, THUNDERBOLT em 1952; CUB, MAGISTER, OXFORD e JU-52 em 1955; T-33 em 1958; DORNIER (DO-27) e HELICÓPTEROS ALOUETTE ll e ALOUETTE lll em 1964/65; T-6, NORD-ATLAS e HELICÓPTEROS SA-330 (PUMA) em 1965/70; a partir de 1974 a Base operou ALOUETTE lll, CASA 212 (AVIOCAR) e CESSNA FTB-337G.
Em 9 de Setembro de 1923, foi inaugurado o primeiro Hangar.
Em 1933, chegaram os primeiros aviões de caça da aviação Portuguesa: 3 FURY.
Em 1 de Dezembro de 1937, recebeu o primeiro Estandarte Nacional, que foi uma gentil oferta de um grupo de senhoras de Abrantes.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dia dos Combatentes

Amanhã, dia 10 de Junho, é dia de recordar os camaradas mortos em Africa, entre 1961 e 1974, ao serviço da Pátria, mesmo que agora muito o não queiram assumir.
Aconteceu uma situação militar que teve de ser enfrentada pelas Forças Armadas Portuguesas, nos primeiros meses de 1974, nos teatros de operações que estavam situados na Guiné, em Angola ou em Moçambique, que acabou por constituir a mais importante e generalizada justificação de um processo que se viu designado por «descolonização», talvez pela forma desastrosa como foi conduzido e pelos resultados trágicos que veio a provocar.
A guerra, ssegundo afirmam alguns teóricos da nossa política, já estaria militarmente perdida. E até o estaria politica e diplomáticamente, segundo outras "doutas" opiniões, pelo que era importante evitar-se, de alguma forma, um desenlace desonroso para as nossas fileiras.
Esta é uma justificação que surge da parte de alguns politicos civis que nos foram impingidos com o 25 de Abril e que este Movimento revolucionário pretendeu tornar importantes. E é curioso de se saber que esses Politicos, na sua grande maioria, viviam luxuosos exílios no estrangeiro, onde se haviam refugiado apenas por oposição aos regimes do Dr. Salazar e do Dr.Marcello Caetano... e também para fugirem ao cumprimento dos seus deveres militares.
Quase todos conviviam ou colaboravam com o inimigo - que na prática eram sempre facções com ideologia marxista, como no caso do PAIGC, MPLA ou FRELIMO -, enquanto os seus concidadãos estavam a combater em defesa do Ultramar e das suas populações. Muitos desses políticos estiveram envolvidos na preparação do 25 de Abril que, ajudaram a executar e a orientar. Foi mesma justificação invocada por alguns dos (então) jovens militares que estiveram implicados na Revolução. Dos politicos civis se pode dizer que não conheciam o Ultramar, nem tampouco a situação militar que ali se vivia, pois muitos, repetito, tinham fugido à guerra, constituindo-se na situação de compelidos, refractários ou desertores.
São alguns desses que amanhã irão deitar cá para fora palavras bonitas para confortar as suas consciências, porque os Combatentes são, no seu subconsciente, uma praga a debelar, porque lhes trazem à lembrança a sua traição à memórias d"aqueles que por obras valerosas, se vão da lei da morte libertando", como escreveu Camões.
O dia 10 de Junho é o Dia do Combatente, de Portugal e de Camões, como o será das Comunidades, da Raça, do Anjo de Portugal... mas apenas uma coisa se pode realçar: O DIA DO COMBATENTE APENAS FARÁ SENTIDO SE ESTES FOREM TRATADOS COM A DIGNIDADE QUE MERECEM, COM O RESPEITO QUE LHES É DEVIDO POR PARTE DE UMA PÁTRIA QUE TARDA EM RECONHECER QUE "PORTUGAL É OBRA DE SOLDADOS"!