terça-feira, 25 de maio de 2010

ENCONTRO DE P.A.´s - NORTE

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Tivestes a honra de servir a Pátria na Força Aérea? Fostes um dos Homens que usou a Boina Azul da Polícia Aérea? Então... porque esperas? No próximo dia 26 de Junho vamos reunir a rapaziada PA na antiga Esquadra 12, em Paços de Ferreira! Será o 1º. Grande Encontro dos PA's no Norte de Portugal! Não esperes mais! Contacta!

domingo, 23 de maio de 2010

PUXANDO PELA MEMÓRIA...

Nos tempos que correm, talvez porque a reforma me tenha concedido um “tempinho” extra para o fazer, vou dedicando parte desse tempo a fazer como o Capitão dos piratas na peça “PETER PAN”, que fazia sempre o seu discurso de despedida e tinha tudo muito bem preparado, por temer não ter tempo para o fazer no momento em que a morte o viesse surpreender.
Como já cumpri a minha missão primária, que era viver em alegria e fazer amigos, agora resta-me manter o nível de felicidade que vim a conseguir.... e para isso procuro que o meu dia-a-dia seja sempre melhor do que ontem, o que me leva a um constante “exame” de consciência capaz de me mostrar as vivências positivas ou negativas dos tempos passados... ainda que de outras autorias mais diversas, porque o que somos é fruto do que sentimos e vivemos, já que a moldagem do carácter se baseia nos miríades de impulsos que recebemos da sociedade onde fomos inseridos, depois de haverem passado pelo crivo da tolerância, da benevolência, da liberdade de escolha, dos “input” que a nossa generosidade acabou por selecionar por serem capazes de fazer de nós seres mais capazes de amar, de sofrer, de compreender, de lutar, de obedecer, de se doar até ao sacrifício da própria vida.
Nesses momentos passamos em revista os exemplos dos nossos antepassados do passado e de um presente mais actual... e tiramos ilações para a construção do Homem que queremos ser.
Num desses exercícios, sem ainda conseguir bem entender o porquê, dei comigo a pensar quão efémera pode ser a glória do mundo, bastando para tanto que nos suba à cabeça o apreço conquistado por alguma acção que tenha sido merecedora do louvor do Povo, levando este a achar que tem, finalmente, um personagem capaz de ser o seu herói, alguém por quem sentir orgulho e admiração... até ao dia que também esse alguém lhe trará a desilusão.
E dei comigo a pensar no dia da Revolução dos Cravos e nas figuras que dela foram suscitadas, desde a modéstia de uns à arrogância de outros, das consequências sofridas pelo País quando teve de passar o PREC... e foi então que um nome me martelou a cabeça: Otelo Saraiva de Carvalho!

Não sei ainda dizer o porquê, mas foi alguém que nunca me suscitou entusiasmo, admiração ou qualquer outro sentimento... nem sequer repulsa ou compaixão.
Ficou-me, sim, uma espécie de frustração, de incredulidade, pelo facto de ele, quando regressou de Cuba onde se deslocara como convidado de Fidel Castro, haver ameaçado o Povo com fuzilamentos sumários no Campo Pequeno; e quando se deu o roubo das G-3 , que foram "desviadas" do Depósito de Beirolas, imediatamente vir afirmar que as armas estavam em boas mãos, coisa que veio a confirmar-se à posteriori, quando ele serviu de inspiração às FP-25, as suas queridas milicias populares armadas que colocaram o País a ferro e fogo, perpetrando assaltos sangrentos a carrinhas de transporte de valores e não só.
Nem sequer esqueço o papel do "seu" COPCON, que actuava apenas sob ordens suas, lembrando-me das inúmeras prisões arbitrárias então acontecidas.
No entanto, por decisão do Presidente e Supremo Magistrado da Nação, Dr. Mário Soares, acabou amnistiado do extenso rol de crimes perpetrados... talvez em nome da “sua” Revolução, quem sabe, e viu-se posteriormente promovido ao posto de Coronel. A memória é curta, é costume dizer-se, pelo que alguns se terão esquecido da pena de prisão a que Otelo foi condenado: - 17 anos de prisão efectiva, pelo crime de Associação Terrorista... Faltam ainda os Crimes de Sangue. Só não cumpriu esta pena porque foi amnistiado pelo Sr. presidente da Republica, com o argumento de que era necessário promover a Pacificação da Sociedade Portuguesa
Mas nas minhas lucubrações penso em tantos Militares que, por faltas disciplinares bastante insignificantes, algumas das vezes, se viram preteridos na promoção, foram privados da liberdade ou se viram até irradiados das fileiras.
Sou o mais sincero possível quando afirmo: OS GRANDES DESTE MUNDO ESTÃO-SE MARIMBANDO PARA QUEM ESTÁ POR BAIXO!
SE É PARA PISAR, PISE-SE, POIS A DISCIPLINA SOMOS NÓS, pensarão alguns pseudo manda-chuva da Pátria, que nem sequer conseguem perceber o significado do termo DEMOCRACIA!
Victor Elias

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Encontro de Militares na Reserva e Reforma

A mesa do Encontro na Casa do Alentejo
Conforme oportunamente havia sido anunciado, realizou-se na Casa do Alentejo, no dia 19 de Maio, pelas 16H00, um Encontro de Militares na Reserva e na Reforma, para debater aquilo que nos vai na alma, como Militares que somos, quanto às medidas que contra nós têm sido tomadas, que têm degradado as nossas condições de vida de forma acentuada, especialmente na assistência na saúde, no Fundo de Pensões em risco, degradação das reformas, aumento da carga fiscal e outros.
Desse mesmo Encontro a COMIL nos dá conhecimento, através do seguinte e-mail:
"Caros camaradas

Hoje, dia 19 de Maio, a COMIL promoveu uma reunião de militares na situação de reserva e de reforma, em Lisboa, na Casa do Alentejo da qual junto algumas fotos.
Estiveram presentes cerca de 120 camaradas.
Nas presenças destacamos os representantes da AOFA, da ANS, da APFA e do Clube de Praças da Armada.
Os trabalhos decorreram muito bem e ficou ali bem patente a indignação dos presentes sobre a sua actual situação em termos de degradação das suas pensões, da não actualização do Complemento de Pensão conforme determina a lei, da degradação cada vez mais acentuada do apoio na doença por parte do sistema de saúde militar, e ainda, devido á últimas medidas sobre o PEC e o Pacote anticrise que afectam de sobremaneira este universo de militares.
Por isso ficou decidido manter a chama da luta acesa e na próxima Quarta Feira, a partir das17.00 horas vamos fazer uma concentração no Largo Camões em Lisboa.
Para esta concertação convidamos os militares do activo a juntarem-se a nós.
Faço assim um apelo à participação de todos nesta iniciativa. Só assim poderemos defender os nossos legítimos direitos.
Com os meus melhores cumprimentos
Comandante Fernandes Torres
"

Um aspecto da assistência ao Encontro

domingo, 16 de maio de 2010

Força Aérea em Angola - Exercício «Himba»

Estava-se no mês de Abril de 1959.
Para marcar o regresso da Aviação Militar ao território de Angola, a Força Aérea levou a efeito o Exercicio «Himba», que veio a despertar bastante entusiasmo não só pela dimensão como pela novidade do evento.
Foram num total de 14 os aviões que formaram a formidável caravana de meios aéreos, que foi deslocada da Metrópole para aquela Provincia e se compunha de 6 aviões «Skymaster», 2 aviões «Dakota» e 6 aviões «PV-2», que transportaram um total de 212 Militares da Força Aérea, desta maneira divididos: 52 Oficiais, 74 Sargentos e 86 Praças.
Durante o tempo em que esses aviões da FAP permaneceram em Angola, puderam proporcionar várias centenas de baptismos de voo, nas visitas que foram efectuadas aos aeródromos de Carmona, Santo Antonio do Zaire, Cabinda, Malange, Henrique de Carvalho ou Lobito, tendo sido efectuadas exibições de largada de pára-quedistas nas cidades de Sá da Bandeira - a pioneira da Aviação Militar em Angola -, e em Nova Lisboa, cidade que veio a herdar as tradições Aeronáuticas de Sá da Bandeira e onde esteve sediado o grupo de Esquadrilhas do Huambo.
No Aeroporto Craveiro Lopes,em Luanda, realizou-se , no dia 27 de Abril de 1956, o principal festival aéreo deste Exercício, que foi preparado e dirigido superiormente pelo então Brigadeiro Piloto Aviador João Albuquerque de Freitas - que foi o 12º. Comandante da BA3 -, tendo como chefe do Estado-Maior o, ao tempo, Tenente-Coronel Piloto Aviador Ivo Ferreira e sob a presidência do Subsecretário de Estado de Aeronáutica, que se fez acompanhar por aquele que veio a ser Comandante da 2ª Região Aérea, o Coronel Tirocinado Piloto Aviador Fernando Pinto Resende.
O festival teve início cerca das 1oh30, com a largada espectacular de 80 Pára-quedistas que foram transportados em dois «C-54». Foi assaz curiosa a forma como a assistência se interessou pelos preparativos dos Pára-quedistas, desde o momento da colocação dos pára-quedas às costas, até à fixação e ajuste dos arnezes e a posterior deslocação, em formação, até os aviões. Após haverem saltado, os "Páras", formando grupos de dez elementos, trataram de recolher os pára-quedas e foram concentrar-se, após o que desfilaram perante uma multidão entusiasmada que encheu por completo uma vasta área do aeroporto.
Logo de seguida começou a demonstração aérea, desfilando uma formação de «PV-2», que efectuou uma sessão de bombardeamento real com projécteis «Napalm» (incendiários) numa zona escolhida nos limites da pista orientados a S/SO, onde se encontravam os alvos que simulavam casas, após o que foram largadas bombas explosivas de 40 kg, cujo efeito de sopro se fez sentir junto dos espectadores. Por último, eis que ganham altura para depois descerem em voo picado, efectuando várias rajadas de metralhadora sobre alvos fixos, que se encontravam dispostos no solo.

Para coroar a sua exibição, a formação de «PV-2» reuniu-se numa forma geométrica e em voo razante, efectuou várias passagens ruidosas sobre a pista, perante o enorme júbilo da assistência. (Dados coligidos do livro "Presença da Força Aérea em Angola", do Cor. Edgar Cardoso)