sábado, 24 de abril de 2010

"ONDE ESTAVAS NO 25 DE ABRIL?"

Muitas vezes tenho pensado na resposta que daria à mais que batida pergunta "ONDE ESTAVAS NO 25 DE ABRIL?" e até já me vi a dar como resposta que andava por Moçambique, magicando como fazer novos Wiriamus, Muedas, Cassanges ou qualquer outra forma expedita capaz de tornar a guerra numa coisa mais "interessante" aos olhos daqueles que fazem uma determinada corrente de opinião, talvez porque tenha constatado que esses, depois que a guerra terminou, se tornaram detratores da mesma, moralistas capazes de chamar aqueles que por lá andaram de tudo e mais alguma coisa... acredito que apenas porque a sua cobardia necessitaria de justificação e esta surgiu-lhes depois que o 25 de Abril acabou vencedor d as agruras da guerra.
Sei que o Baptista Bastos não fez a pergunta para ouvir uma resposta destas, mas também eu não nasci para andar a penar em África... e tive de o fazer por cerca de 12 anos, que não estou agora a classificar de bons ou maus, porque tiveram de tudo e não é agora o momento para dissecar tal situação.
No dia 25 de Abril estava em Moçambique, efectivamente, mais concretamente na bela Nampula, depois de ter estado algum tempo em "estágio" no Niassa, mais concretamente em Nova Freixo - hoje Cuamba -, havendo ainda a registar uma meteórica mas importante passagem por Lourenço Marques.
Apercebi-me de que algo não estaria bem quando vi o Exército a montar um prímetro de segurança à zona Militar da cidade, permitindo apenas a entrada nesse perímetro aos militares fardados, sem que alguém desse qualquer explicação sobre o assunto. Como havia ido à Manutenção Militar, retirei-me e fui a casa levar alguns mantimentos que havia comprado, indo dali para a Direcção de Obras nº. 2 de Delegação das Infras da Força Aérea, onde prestava serviço. Informei o meu chefe do que estava a acontecer e ele, sorrindo, apenas disse - "Já aconteceu!", o que me levou a perguntar-lhe o que aconteceu realmente... mas recebendo como resposta um "vá para casa e se tem um bom rádio ligue para a Metrópole, que logo saberá!". Assim fiz.
Sintonizando a Emissora Nacional, apercebo que se tocava o "E depois do Adeus", do Paulo de Carvalho, algumas baladas do Zeca Afonso, entre elas a "Grândola, vila morena" e algumas desconhecidas músicas de intervenção... até que a notícia se torna mais coerente: O GOVERNO CAÍRA, após uma revolta militar protagonizada por um "Movimento das Forças Armadas ou dos Capitães", encabeçado pelos Generais Spínola e Costa Gomes. Ouvi também o nome de Galvão de Melo e Diogo Neto, mas este último ainda o tinha visto na manhã do dia 25, dirigindo-se para o "seu" FIAT G-91, com que costumava passear-se por Moçambique, quando as conspirações revolucionárias lhe davam tempo para o fazer.
Não senti pena de não andar a passear a G-3 enfeitada com cravos vermelhos, em primeiro lugar porque não gosto da cor, que me lembra demasiado os comunistas, o Benfica... e eu sou do Sporting, ou o sangue dos companheiros mortos na defesa da Pátria. Em segundo lugar, porque julgo que toda aquela manifestação de folclore era muito bem o prenúncio de um descalabro no prestígio das Forças Armadas, que eram aclamadas no momento mas viriam a tornar-se algo a abater, porque os comunistas iriam colocar o país a ferro e a fogo, porque a União Soviética tinha ali a sua oportunidade para criar mais um satélite... e a Espanha iria caír logo a seguir, pensava eu.
Infelizmente e contra aquilo que era o meu desejo mais sincero, acabei por ter razão em algumas das minhas premonições... e as Forças Armadas estão hoje cada vez mais desacreditadas, apesar de andarem a vender o seu potencial belicista a quem mais dá. Ser antigo Combatente é anátema para determinada franja da sociedade... e até muitos daqueles que fizeram a revolução têm sofrido o opróbio do ostracismo, porque não quizeram abraçar nenhuma posição socializante... e esta é a posição que ficou na mó de cima no deve e haver do 25 de Abril!
Dizem ser isto consequência da dita democracia...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ONTEM E HOJE DO "25 DE ABRIL"


No dia 22 de Abril de 1974 - passa hoje o aniversário -, um grupo de 15 «turistas» portugueses chegaram a Badajoz e foram transportados em viaturas oficiais espanholas até ao aeroporto internacional de Barajas, em Madrid. Cada um levava consigo uma carta lacrada de António de Spínola, e nos aeroportos de Paris, Bruxelas, Roma, Haia, Berna, Londres, Cidade do Cabo, Luanda, Lourenço Marques, Bissau, Brasília, Dacar e Nova Iorque, foram recebidos por «representantes de diversas sociedades internacionais». As cartas eram destinadas aos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países "visitados", sendo no caso das Colónias Portuguesas destinadas aos respectivos Governadores Gerais, mas com ordens para apenas seres entregues no dia 25 de Abril.
A partir de 23 de Abril, Spínola passou a ter à sua disposição um sistema permanente de comunicação com todos os seus enviados, a partir da colaboração de uma embaixada europeia e com o apoio do iate Apolo , que foi especialmente colocado à sua disposição e se encontrava fundeado no Tejo.
Foi também nesse dia 23 de Abril que algumas unidades da NATO fizeram a sua entrada em Lisboa, com o pretexto de participarem em manobras integradas nas operações Dawn Patrol 74.
Relativamente à situação político‑militar existente nas colónias pós‑25 de Abril, Henry Kissinger e Andrey Gromyko trataram de assinar um acordo secreto em que estabelecem a neutralidade dos Estados Unidos face à presença cubana e de material cubano em Angola, a troco da neutralidade soviética em Portugal. Foi este acordo que veio permitir à Gulf Oil o prosseguimento da exploração petrolífera em Cabinda, com claro benefício para a União Soviética, Cuba, o MPLA e para a própria Gulf Oil.
O General Silvino Silvério Marques, no seu livro "África ‑ Vitó­ria Traída", faz a afirmação seguinte
:«Em Angola, a guerra estava a caminho de ser, prática e definitivamente, ganha económica, sócio‑politica e militarmente. A subversão ti­nha igualmente os dias contados em Moçambique. Na Guiné, a situação modificar‑se‑ia. Iss­o seria a sucesso da política ultramarina portuguesa.». Esta é a situação militar nas Províncias Ultramarinas antes da Revolução dos Cravos, segundo o relato de um Oficial General que conhecia bem a realidade ultramarina.
Estou convencido que a revolução do 25 de Abril não foi uma acção de revolta do Povo Português contra a ditadura... nem contra uma Guerra Colonial que estivesse perdida, mas sim uma vitória da fria estratégia implementada pelos "Senhores do Mundo", que veio a ter o seu epílogo numa madrugada de Abril, em que cantou "Grândola, Vila Morena...", apesar de haver começado bastante tempo antes, como por exemplo na "Primavera Marcelista" e o consequente "assalto ao poder" por parte de uma incontável caterva de pu­lhas, de bandidos fardados... com alguns inocentes úteis à mistura.
Sejamos honestos: No início do ano de 1973, aconteceu em Paris uma conferência convocada pelo PCP e na qual todos os mais prementes membros da esquerda portuguesa se comprometeram em levar por diante uma sublevação em Portugal, o mais tardar até 1975.
Estavam presentes o PCP, a Acção Socialista Portuguesa e cerca de uma dezena de militares, católicos progressistas e representantes da Maçonaria. Esteve igualmente presente uma delegação de PCUS, que trazia instruções e poderes para assumir compromissos financeiras.
«Nesta conferência ficou acordado o reforço das infiltrações marxistas nas forças armadas portuguesas e elaborado um plano para a intensificação do terrorismo nas províncias ultramarinas. O sucesso da revolução implicaria a instalação na metrópole de um regime democrático a caminho do socialismos e poria termo à guerra colonial.»
Faits et Idées, de Agosto de 1976.
«A independência da Guiné, de Angola e de Moçambique seria concedida aos movimentos terroristas de obediência comunista, sem condições políticas ou económicas nem indemnizações. Os colonos deveriam ser repatriados a expensas de Portugal.»
Liquidação do Ultramar, Jornal Português de Economia e Finanças,
O n.º do Newsletter de Boston, de Agosto de 1976, em reportagem de John C. Wahnon, relata ter-se celebrado em Paris um acordo entre «... os secretários‑gerais do Partido Comunista Português e do Partido Socialista, e membros de outro partidos, para estudar a possibilidade de ser canalizado o descontentamento que era evidente em determinados sectores das Forças Armadas Portuguesas, no sentido de se estruturar um movimente capaz de derrubar o Governo Português. O PS assumiu o "comando" da subversão, enquanto o PCP financiou a "operação". Moscovo, fonte desses fundos, apenas impôs uma condição: a independência imediata de todas as Colónias Portuguesas e a transferência imediata das respectivas soberanias, sem eleições, para os movimentos pré‑russos.»
O acordo final respeitante às «condições impostas pela União Soviética foi "cozinhado" por cinco comunistas e quatro socialistas, dele constando estas duas cláusulas:
1.ª - Entrega de dinheiro:
- A URSS contribuiria inicialmente com 2 milhões de dólares para financiar a organização do golpe de Estado que derrubaria o governo português.
2.ª - Compromisso:
- O PCP e o PS comprometiam‑se a dar a independência, imediata às colónias, representadas na reunião respectivamente pelo PAIGC, MPLA e Frelimo.
Em Setembro desse mesmo ano, o PCP e o PS subscreveram um comunicado em que afirmavam o objectivo das forças democráticas portuguesas de ser posto termo à guerra colonial, propondo imediatas negociações com vista à independência dos povos de Angola, Guiné e Moçambique.
Roosevelt já preconizava, em 1941, que a África Portuguesa seria submetida aos interesses americanos, russos e ingleses.
Leia-se esta passagem, bem interessante, do "Washington Observer" de 15/1/75: «A verdadeira razão da rápida mudança da situação na África Austral reside no plano Rockfeller, Rotschild e Oppenheimer, que prevê a criação de um super‑governo económico na parte sul de continente africano. Este plano implica a integração em um todo económico de Angola, Zaire, Zâmbia, Zimbawe, Sudoeste Africano, Moçambique e República da África do Sul." Sintomático.
Foi o 25 de Abril que abriu as portas ao nosso descalabro em África. E lógicamente alguém se "encheu" em nome da Pátria!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

DISCIPLINA...

O Correio da Manhã de hoje, dia 21 de Abril, na página 14, noticia em grandes parangonas:
"VITIMA ABANDONOU CARREIRA E CAPITÃO AGRESSOR FOI PROMOVIDO A MAJOR
Oficiais espancam tropa e levam multa
g Capitão deu pontapé
na cara a aspirante, cor-
tando-lhe a roupa com
faca, e tenente ajudou
n JOÃO NUNO PEPINO
Três oficiais da Escola de Tropas Pára-quedistas de Tancos foram ontem condenados, pelo Tribunal do Entroncamento, a penas de multa pelo espancamento de um aspirante, em Maio de 2007 - inclusivé com um pontapé na cara... O major L..., na altura capitão, e o tenente N..., que entretanto abandonou a vida militar, foram considerados culpados de um crime de ofensa à integridade física e dois de coacção na forma tentada.
Em cúmulo jurídico, L... foi condenado a multa de três mil euros e y... a pagar 1190 euros. Quanto ao tenente G... foi declarado culpado de dois crimes de coacção e condenado a uma multa de 600 euros.
No que respeita à parte cível, os arguidos foram condenados a pagar solidariamente 10 300 euros por perda de vencimentos ao aspirante E..., que se viu obrigado a abandonar a carreira militar. E todos vão também ressarcir o queixoso por danos não patrimoniais: L.., 3554 euros; N..., 1200 e G... 700 euros. O major terá ainda de pagar 2637 euros ao Hospital da Universidade de Coimbra pela cirurcia e tratamentos reconstrutivos da face da vítima.
O juiz R... deu como provado que a 10 de Maio de 2007, no clube de oficiais, E... foi agredido com um pontapé na cara por L..., que lhe rasgou a t-shirt com uma faca, enquanto N... o agarrava pelopescoço. O aspirante conseguiu fugir dos agressores e refugiar-se no seu carro, que os arguidos tentaram abrir com uma pedrada no vidro e com a coronha da arma de G... Dias depois de o aspirante ter regressado ao quartel, os tres arguidos apanharam E... sozinho num gabinete e pressionaram-no para desistir da queixa, desenhando um enforcado num papel e dizendo-lhe para "pensar bem no que queria da vida". <
PORMENORES ... BÊBEDOS - Os três oficiais acusados estariam embriagados quando cometeram os crimes, que começaram no "clube de oficiais".
++++++++*++++++++
Dou voltas às minhas memórias procurando antecedentes acontecidos naquela Unidade, que conheci como Batalhão, Regimento e Base Escola de Caçadores Pára-quedistas, na égide da Força Aérea, e não encontro similitude deste caso com qualquer outro então acontecido.
Antigamente, as questões eram dirrimidas no ringue, com umas luvas nas mãos e sob o olhar atento do Treinador Ricardo Ferraz, que servia de árbitro dos conflitos... nada parecidos com este... porque havia DISCIPLINA e o exemplo vinha de cima!
Mas... o que é essa coisa da DISCIPLINA?
A melhor definição de disciplina militar que conheço é a consignada no preâmbulo do Regulamento de Disciplina Militar, que diz:
«É o laço moral que liga entre si os diversos graus da hierarquia militar; nasce da dedicação pelo dever e consiste na estrita e pontual observância das leis e regulamentos militares».
E o mesmo Regulamento diz que a disciplina se obtém «pela convicção da missão a cumprir e mantém-se pelo prestígio que nasce dos princípios de justiça empregados, do respeito pelos direitos de todos, do cumprimento exacto dos deveres, do saber, da correcção de proceder e da estima recíproca».
Não quero acreditar neste procedimento de um Major do Exército, para mais colocado numa Unidade que tem pergaminhos disciplinares de muitos anos, pois era frequente dizer-se que "nos Páras embrutecem a 'malta' e depois tratam de pôr tudo manso como cordeiros", isto porque o tirocínio servia precisamente para tornar o Pára 'selvagem' num ser social perfeito. A agressividade era pedida apenas quando se entrava em combate.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

DIA DA FORÇA AÉREA - 2010

Cartaz oficial - clique para ampliar

PROGRAMA OFICIAL:
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Exposição temática
26JUN/04JUL
escola secundária Francisco Franco
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Concertos populares
pela Banda da Força Aérea Portuguesa
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Missa
03JUL - 09h30
Igreja do Colégio
*
Cerimónia Militar
03JUL - 11h30
Avenida do Mar
*
Fertival Aéreo
03JUL - 16h30
Baía do Funchal

domingo, 11 de abril de 2010

DIA DO COMBATENTE

Relacionado com o anterior escrito, que aludia à necessidade de o dia 09 de Abril ser considerado o DIA DO COMBATENTE, algumas perguntas me foram formuladas, entre as quais a sacramental MAS... NÃO FOI O CAVACO SILVA PRESTAR HOMENAGEM AOS COMBATENTES NA BATALHA? Depois, justificando a pergunta, lá vem a informação de que foi anunciado estar a comemorar-se o DIA DO COMBATENTE, dando eu apenas como um "ENTÃO EU NÃO SEI? PENSA UM POUCO... DEPOIS DIZ-ME O QUE NÃO PERCEBES, QUE EU EXPLICO!".
Bem... não vou deixar por explicar aquilo que pretendia dizer, que é simples: O 09 de Abril é, desde há bastantes anos, o Dia dos Combatentes, mas algumas teimosias têm atirado o 10 de Junho para a frente e parece que o Governo não parece estar interessado em dizer de sua justiça sobre o assunto, levando a que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades também funcione como dos Combatentes.
Assim, seria bom que por uma vez fossem marcadas as homenagens devidas aos Militares de Terra, Mar e Ar que tombaram em defesa da Pátria, em todas as guerras que aconteceram e em que Portugal esteve envolvido. Mas, comulativamente, devem homenagear-se também aqueles que deram os melhores anos da sua vida na defesa da Pátria do Minho a Timor.
Não foi desonra ter-se sido Combatente nas guerras de África. Antes pelo contrário! Desonra foi aqueles que fugiram, que se acobardaram e foram para onde não pudessem estar sujeitos a ir cumprir o dever de defender os compatriotas em perigo nas terras da guerra, regadas pelo sangue dos melhores de nós, que caíram no campo da honra para que os outros vivessem!
Recordar os Combatentes tem de ser um imperativo de consciência dos Portugueses, que devem mostrar-lhes que a Pátria os não esqueceu e se honra deles!
O 09 de Abril tem de ser verdadeiramente de recordação de todos os que um dia, com honra, souberam servir a sua Pátria!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DIA DOS COMBATENTES...

Foi no dia 09 de abril de 1918 que a Alemanha lançou na Flandres uma derradeira tentativa para vencer a Primeira Guerra Mundial. Essa tentativa de ofensiva falhou, mas à custa das milhares de baixas dos combatentes Aliados, que incluiam mais de mil soldados portugueses... que caíram mortos na Batalha de La Lys.
A memória desta Batalha de La Lys, situada na Flandres francesa, junto à fronteira com a Bélgica, vai ser este ano assinalada com várias iniciativas que vão culminar com uma cerimónia de homenagem ao Corpo Expedicionário Português (CEP) , que acontecerá no dia 17 de abril.
A novel República Portuguesa, ao "declarar guerra à Alemanha", traçou aí o destino de milhares de Portugueses: O País tinha um exército depauperado, mal comandado por oficiais incompetentes, cuja promoção estava dependente das simpatias políticas, quando iniciou em Tancos uma incipiente preparação para uma guerra inexistente, a que se chamava pomposamente o “Milagre de Tancos”.
Esse “Milagre”, que era vendido pelos jacobinos republicanos à opinião pública, como hoje acontece com os "milagres" que acontecem na Igreja Universal do Reino de Deus, acabou no momento em que os Militares do Corpo Expedicionário Português, contagiados por um amaldiçoado surto de Febre Tifóide, desembarcaram em Brest, levando os Aliados a colocá-los em quarentena, para evitarem uma epidemia que teria resultados catastróficos.
Calcule-se como ficaram os Aliados ao descobrirem que os Militares Portugueses que constituíam os regimentos de metralhadoras, desconheciam por completo como funcionava uma metralhadora Lewis, a arma por excelência dos Aliados. Mas também os nossos artilheiros ficaram embasbacados por completo ao verem como era uma peça de grande calibre.
Hoje comemora-se a data da tragédia de La Lys e não faltarão membros destacados da governação que temos a colocarem-se em bicos dos pés para que o Zé Povinho vejam que eles não esquecem aqueles que pereceram ma batalha... até porque os Aliados não deixam que tal aconteça.
Talvez esses governantes, que, acredito, na sua maioria nem "foram à Tropa", possam aprender um pouco sobre o que é a memória dos Povos Aliados na recordação dos seus Heróis e no reconhecimento que prestam aos antigos Combatentes das suas guerras.
Em Portugal os Combatentes são ostracisados, não têm direito a ser tratados com a urbanidade que o seu sofrimento nas matas de África justificaria. Eles deram o melhor da sua juventude para defender a Bandeira, conforme juraram um dia fazer, mesmo com o sacrifício das suas vidas... e muitos deles deram-se totalmente ao sacrifício para que os outros pudessem viver!
São esses que merecem ser recordados, juntamente com os de La Lys, da Restauração ou de todas as guerras que um dia tiveram de lutar! Portugal é terra de Heróis... mas o Governo da República não quer que se saiba!
Talvez o 9 de Abril possa suscitar o DIA DO COMBATENTE PORTUGUÊS! Quem sabe...