sábado, 13 de fevereiro de 2010

UMA FONTE DE PROGRESSO...?

Por vezes, ainda que tal se não pretenda, damos connosco a pensar naquilo que determinada estrutura da Força Aérea terá representado, em termos globais, para o enriquecimento dessa mesma Força Aérea no que concerne ao seu contributo para o contexto histórico da aviação militar portuguesa.
Quando tal me acontece, tenho sempre presente o passado dessa estrutura, o tipo de missão que lhe era cometida, o "peso" específico alcançado na sua zona de inserção, nomeadamente quanto a impacto na sociedade local, contribuição dada para o desenvolvimento nos campos imobiliário ou comércial... enfim: Tirando o aspecto ambiental da "coisa", as Unidades da Força Aérea são ou não uma mais valia para as populações em cujo meio estão inseridas? Julgo que toda a gente ficou a ganhar com a criação de Unidades FAP em determinadas franjas do território nacional, bastando que se olhe, com olhos de vêr, qual a contribuição dada pela Força Aérea para o desenvolvimento de locais como as Lajes - Açores, Beja, Monte Real, São Jacinto - Aveiro, Tancos, Ota, Montijo, Sintra, Alverca, etc.
Nos Açores, toda a vida da Terceira gira ao redor da Base Aérea nº. 4... se bem que a Base Americana torna esta uma Unidade diferente, tal como acontecia na Base Aérea nº. 11 - Beja, quando ali permanecia o destacamento da Força Aérea Alemã.
Já a Base Aérea nº. 1, em Sintra, serviu de polo de desenvolvimento a toda aquela região saloia, desenvolvimento esse que se pode medir e ser testemunhado com a gratidão mostrada pelas populações para com a FAP.
A Base Aérea nº. 2, quando existiu nas instalações onde hoje funciona o Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, também deu outra vida àquela zona, como hoje acontece com o referido Centro.
A Base Aérea nº. 5 foi a alma da zona envolvente da Serra do Porto do Urso - Monte Real, como a Base Aérea nº. 3 o foi da sua zona de implantação.
Não duvido que a passagem da Força Aérea por Tancos foi uma mais valia para aquela região, que ficou surpreendida quando se deu o encerramento da Base e se entregou a mesma ao Exército... que se limitou a cumprir com uma determinação superior, quando a assumiu como futura Base-mãe do Grupo de Aviação Ligeira do Exército, quando este for dotado dos meios para o voo há tanto tempo prometidos.
Aos que um dia estiveram em Tancos, na Base Aérea nº. 3, resta-lhes viverem o orgulho de ter pertencido a uma Unidade que era um espelho para a Força Aérea, apesar das perturbações que por vezes lhe pretenderam manchar a existência, como veio a acontecer no atentado que levou à destruição das aeronaves da FAP que se encontravam num hangar da Base.
Certamente que o Exército saberá honrar os pergaminhos de uma Unidade que se revia no seu símbolo - o galgo - ou na sua divisa: "RES NON VERBA"! Para a história da aviação em Portugal a Base Aérea nº. 3 é uma parte importante, que jamais será olvidada.