sexta-feira, 24 de julho de 2009

A BASE AÉREA Nº. 3 FAZIA... 88 ANOS!

(para aumentar o cartaz... clicar sobre ele)

PORQUE TEMOS SAUDADES...???
É uma verdade inquestionável! A nossa Base iria fazer, no próximo mês de Outubro, a bonita idade de 88 anos! Nasceu no seio de outra família, mas fomos nós, os tais que levámos a Cruz de Cristo pelo mundo, como outrora aconteceu com as caravelas, que lhe demos estatuto, experiência, estabilidade, responsabilidade, sangue, suor e lágrimas... só que muitas destas também o foram de alegria pelo dever cumprido para além dele próprio! Sim! Porque o dever cumpre-se para além dele mesmo, quando utilizamos o coração para medir o quanto nos é querido algo que aprendemos a amar com intensa paixão aquilo que fazemos pela nossa felicidade... e na Base Aérea nº. 3 havia gente feliz, pelo seu passado, que nunca renegaram, pelo presente que então viviam e pelo amanhã que estavam a construír! Mas por certo os "Páras" já haviam adquirido outros valores nos tempos em que foram parte integrante da Força Aérea... e um desses valores terá sido o seu sentido de pertença... e nós sabemos que a Base Aérea 3 cimentou todo o seu crescimento num berço do Exército, razão porque não nos admira pugnarem pelo regresso do filho pródigo... que neste caso era uma filha que havia crescido com outros pais... e estes não estavam à espera que um qualquer juíz pudesse entregar a "criança" a outros pais, que neste caso até seriam os... biológicos. Porque apenas e tão só os "pais de coração" desejam a felicidade plena para a "cachopa", ficamos tristes e muito pesarosos com a ida da nossa "Base Aérea nº. 3" para o colo dos seus "papás" do Exército, esperando que nos seja permitido visitar a nossa "menina dos olhos" quando nos aprouver... ou a saudade apertar!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

1910 – Tancos e as 1ªs. experiências da aviação Portuguesa

"A Força Aérea Portuguesa (FAP) é o ramo mais jovem das Forças Armadas, uma vez que se tornou independente em 1 de Julho de 1952. A instalação de muitas das Unidades militares é anterior a 1952. A Aviação Militar remonta, no nosso país, à primeira década do século XX.
Uma das primeiras experiências realizou-se precisamente em Tancos, no dia 10 de Março de 1910, um voo de aeroplano, acontecimento verificado na carreira de tiro do polígono.
O avião denominado Gomes da Silva II, de 6,75 metros de envergadura, com um peso de 185 quilos e equipado com um motor Anzani de 28 CV, montado em Tancos, deslocando-se para sul, fez várias tentativas falhadas devido às más condições da pista. O avião rolou umas dezenas de metros e veio a acidentar-se num talude ao lado da carreira de tiro e em consequência foi abandonado o projecto.
Davam-se os primeiros passos na aviação. Depois das desilusões várias emoções. Em 1937, na sequência da reorganização da Aeronáutica Militar, a unidade recebe o 1.º estandarte nacional. Foi seu primeiro comandante o futuro marechal Craveiro Lopes, que assumiu o comando em 21-8-1938 e no ano seguinte a unidade passou a denominar-se Base Aérea de Tancos – BA3. Na sequência da extinção das unidades da Amadora e Alverca vieram para a BA3 os aviões Vickeres, Potez, Hawker Hind. No ano seguinte chegaram os Gladiator à data excelentes aviões de caça e de acrobacia. Já durante a II Guerra Mundial foram construídos 2 hangares. Em 1944 chegam os Spitfire e depois vêem os Hurricane. Em 1953, agora já como ramo autónomo das Forças Armadas, e nos anos seguintes, a unidade é dotada de aviões F-47 Thunderbolt.
Em Setembro de 1957 é instalada em Tancos a Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem de Aviões de Caça, esquadra composta por 15 aviões T-33-A. Entretanto, na década de 60, chegam os Alouette II e III. Dá-se inicio à guerra do Ultramar. Em consequência deste facto a BA3 perdeu algum laboratório mas, em contrapartida, adquire o apogeu da incorporação de militares para a Força Aérea.
Face à guerra é necessário fazer a formação desses homens. Os seus efectivos atingem valores significativos essencialmente da área de serviços o denominado serviço geral (polícia aérea, amanuenses, condutores, bombeiros, clarins, serviço religioso, etc). Por esta unidade, entre 1960 e 1994, passaram milhares e milhares de cidadãos que cumpriam o serviço militar obrigatório e que deram a conhecer à Nação a nossa região e o nosso concelho. A Base Aérea nº. 3 detinha a máxima latina “RES, NOM VERBA”, com o significado "ACÇÃO E NÃO PALAVRAS". Os seus homens, sempre ao serviço da Pátria, mantiveram bem viva esta máxima até à sua extinção facto que ocorreu em consequência da publicação do Decreto-Lei nº. 128/94, de 19 de Maio.
Fiz grandes amigos na BA3 que vou encontrando no caminho da vida.Por último, não posso deixar de dizer que senti uma grande honra e um inexcedí­vel orgulho em ter por companheiros, e conselheiros de jornada, muitos militares e civis que ali serviram. Recordo por acções de grandeza o ex-Comandante da BA3 (1983-1986), e depois Director de Pessoal da Força Aérea, Major-General Martins Rodrigues, pois o seu mérito de condutor de homens, o seu nobre proceder, a sua consumada prudência e humanismo cristão continuam a ser referência para o meu dia-a-dia."
Texto de Edgar P. da CostaCardoso
in "História da Força Aérea Portuguesa"
- 3.º Volume -1984

domingo, 5 de julho de 2009

FESTIVAL AÉREO DIA FAP...

No dia 05 JULHO a abertura da Base Aérea nº. 1 ao público será às 09H00 com fecho às 21H00
Em parque exterior, com 12 500m2, estarão expostas 20 aeronaves, representando a história da Força Aérea, bem como um espaço de lazer dedicado aos mais radicais como sejam uma torre de escalada, rapel e slide. Também neste espaço poderá ser visitado um balão de ar quente pertencente aos Pára-Quedistas do Exército e o Centro de Treino Cinotécnico da Força Aérea (CTCFA) realizará para o público várias demonstrações com cães militares.
O dia 1 de Julho foi assinalado com uma Cerimónia Militar com desfile aéreo e das Forças em Parada que teve a presença de bastante público.
Do programa da Cerimónia Militar constou:
- às 10H00 a chegada dos visitantes ao local da cerimónia, tendo a entrada sido feita pela Academia da Força Aérea)
- às 11H30 deu-se inicio à cerimónia militar, sendo prestadas as honras militares ao General CEMFA , seguindo-se uma alocução feita pelo mesmo e a cerimónia de homenagem aos militares e civis da Força Aérea falecidos, com um minuto de silêncio e a passagem de quatro F16. Logo após, procedeu-se à imposição de condecorações e a um desfile das Forças em Parada e um desfile Aéreo, envolvendo cerca de 550 militares da Força Aérea, ao desfile das forças apeadas, com cerca de 415 militares, desfile das Forças Motorizadas , com 11 viaturase ao desfile Aéreo com várias aeronaves. Estas Cerimónias Militares terminaram cerca das 12H45.
As Comemorações intensificaram-se a partir do dia 3 com a entrada em exposição do balão de ar quente e com a chegada das aeronaves convidadas, nacionais e estrangeiras, que foram parqueadas na BA1 para o Festival Aéreo Internacional de hoje, elevando-se o número de aeronaves visitáveis para 40. Hoje é o último dia das Comemorações, que irá ser preenchido com o Festival Aéreo Internacional, em que poderão ser vistas entre as 09H00 e as 18H00, demonstrações das Patrulhas Acrobáticas da Força Aérea, os Asas de Portugal e os Rotores de Portugal, e também algumas patrulhas nacionais civis e aeronaves militares e civis estrangeiras, como por exemplo o caça Eurofighter espanhol. Na organização e condução de todos estes eventos, estiveram envolvidos directamente cerca de 1000 militares, com o restante dispositivo da Força Aérea a prestar apoio de bastidores e o planeamento e execução da Exposição Temática, da Cerimónia Militar e do Festival Aéreo a serem tratados como se fosse uma operação militar.

A Força Aérea irá assim pôr à prova e treinar as suas capacidades de resposta logística, bem como a flexibilidade e a mobilidade que são características do Poder Aéreo.
Fonte: FAP