quarta-feira, 22 de outubro de 2008

ANGÚSTIA PARA O... ALMOÇO

» Desde há alguns anos que esta imagem tem outro colorido, outro significado, outros protagonistas... mesmo que estes continuem a ser "tropas páraquedistas", se bem que integrados no Exército, como sempre desejaram... ou não!
» A Base Aérea nº. 3, que outrora funcionou em Tancos, havia sido fundada em 27 de Outubro de 1921, como Esquadrilha Mista de Treino e Depósito. No dia 27 próximo, ela teria a bonita idade de 87 anos, o que é uma idade bonita em qualquer circunstância.
» Não sei bem o sentimento que hoje estaria no coração dos dois pioneiros daquela Unidade, os Capitães Ribeiro da Fonseca e Luis Gonzaga, que pilotaram os primeiros aviões Caudron G-3 que ali aterraram pela primeira vez nesse mesmo mês de Outubro, no histórico dia 27. Certamente teriam ficado desgostosos por verem a "sua" Unidade "tomada" pelos vizinhos do lado, que sempre viram aquele espaço como coisa sua, pois "a Aeronáutica não passava de uma coisa criada para lazer de gente da alta, que eram esses pilotos todos pipis se pavoneavam junto das garotas, porque conseguiam voar com os passarinhos ", no dizer das gentes do Exército.
» Fosse assim ou assado, a história mostra ter havido uma certa inveja das gentes de Engenharia, Infantaria e Companhia porque os "passarinhos" usavam uma farda diferente, tinham um estatuto junto da sociedade que não lhes era extensivo, comiam do bom e do melhor, enquanto eles se tinham de contentar com o velho e tradicional "casqueiro" e as ementas da Manutenção Militar. Ainda que os "Páras" tivessem o mesmo tratamento que os Especialistas, cedo germinou neles a ambição da independência... a par de uma certa tendência para subverter alguns valores que estavam subjacentes na sua criação. A lealdade passou a ser utopia, para muitos homens da Boina Verde, pois aderiram a ideias partidárias não consentâneas com a condição de Militares de Élite. Dentro de um mês, a 25 de Novembro, comemora-se uma página triste da história dos Páraquedistas... que viram a sua deslealdade ser contemplada com a atribuição da Base Aérea 3 como um prémio pelos seus ataques às outras Unidades da Força Aérea.
» O almoço convívio que reúne os que serviram na BA3, militares ou civis, não pretende ser mais que um momento de recordação de tempos imemoriais passados dentro daquelas paredes. Jamais será um almoço de angústias, porque estas não existem. Comemora-se o aniversário da Unidade e lembram-se todos aqueles que nela serviram, mas que já partiram para outra missão na "Base do Paraíso", convocados pelo Comandante Chefe das Forças Aladas Celestiais. É por isso que ousamos convidar a estar presentes todos os que algum dia passaram a Porta d'Armas daquela que se orgulhou em ter como divisa "RES NON VERBA", porquanto sempre se pautou pelos actos e não tanto pelas palavras.

sábado, 11 de outubro de 2008

OVNIS SOBRE O CASTELO DE BODE?


Na Base Aérea nº. 3, por muito que se diga o contrário, nunca andaram marcianos à solta nem se viram astronaves de Júpiter a espiar aquela Unidade, pese embora terem nela existido algumas das mais sofisticadas máquinas de guerra que alguma vez cruzaram os céus portugueses. Estou a falar dos celebrados Hawker Fury, os JU-52, os Morane-Saunier, os Hurricane, os T-6... não liguém, pois estava a brincar com coisas sérias.
O caso que relato foi um acontecimento verificado à vertical da Barragem do Castelo de Bode, em 17 de Junho de 1977. Sobre o possível avistamento de um OVNI, deixou a palavra ao então Furriel Piloto Francisco Rodrigues.
"Andava a escolher em que núvem havia de se meter" quando viu algo escuro, muito escuro, no meio de uma, que contrastava com as restantes, que eram esbranquiçadas; nesse momento deveria estar à vertical daquilo que julga ser uma subestação da Barragem.
Afirmou o Furriel Rodrigues ter pensado ser um avião de carga que andasse a fazer um "voo por instrumentos" e acreditou que "aquela mancha escura" poderia ser, talvez, o nariz do radar, apesar de já haver deduzido que o nariz do avião era muito pequeno relativamente àquela fuzelagem que tinha pela frente.
Iniciou então uma volta pela esquerda, ao mesmo tempo que contacta a torre a perguntar se haveria "tráfego" naquela zona. Informado negativamente, solicitou que da torre fosse contactado BATINA (radar) e averiguassem a existência de qualquer actividade aérea não identificada naquela área. Foi informado que não havia nada a registar, continuando a sua volta pela esquerda até completar 315º.
Foi então que viu surgir um objecto com cerca de 6 metros, que se apresentava pelas 11 horas. Nesta altura, aquilo que lhe parecia ser a metade inferior daquele "corpo", que talvez tivesse uns 12 a 15 metros de comprimento, tornara-se bastante bem visivel, enquanto a parte superior se mostrava encoberta pelas nuvens, parecendo que estava parado ou a deslocar-se a uma velocidade bastante reduzida.
Esteve a observar aquela coisa durante cerca de 3 segundos, o suficiente para verificar que era escuro, quase preto, tinha saliências que poderiam ser janelas, possívelmente três, quatro ou cinco de côr branca-amarelada e que "não eram transparentes".
O furriel José Francisco Rodrigues pensa que o objecto terá partido a grande velocidade, uma vez que, num ápice , deixou de o vêr. Segundo afirmou, numa fracção de segundo houve vários acontecimentos, quase em simultâneo: enquanto observava o OVNI e ao fim de cerca de três segundos, o DO-27 entrou em "perda"! Por palavras suas, a aeronave entrou "numa picada incontrolável", deixando assim de ver o "fenómeno". O piloto julga que a "picada" terá sido provocada, muito provavelmente, devido a uma falha dos filetes de ar na asa, porque o motor manifestou fortes vibrações, que provocaram a "perda do avião", totalmente fora das suas características.
A falta de sustentação da DORNIER foi de tal ordem que o furriel Francisco afirmou:
"pensava não me safar daquela vez". E prosseguiu " ...activei os comandos no sentido de recuperar o avião sem que este reagisse; cheguei, inclusivé, a activar, cruzando os comandos na tentativa de recuperar, levando o manche à frente; porém, o avião atingiu rapidamente os 140 e, de seguida, os 180 nós. Tentei novamente a recuperação da picada, o que finalmente consegui, já muito perto do solo. Penso mesmo que cheguei a tocar nas árvores ali existentes; por sua vez o Gyro (Giroscópio Direccional Electrico) enlouqueceu, porque, quando recuperei, apresentava um desfazamento de 180 graus em relação à bússula ; isto é, depois de ter recuperado reparei que me dirigia para Norte e não para Sul".
Desta observação foi feito
relatório preliminar, que foi enviado ao Estado Maior da Força Aérea.
Houve algumas pessoas que testemunharam, a partir do solo, que o avião fazia um ruído tremendo e parecia cair em "folha morta".
Quando o piloto regressou à Base Aérea nº. 3, foi submetido a exames médicos, concluindo-se que estava em perfeito estado de saúde. Como lhe competia, elaborou um relatório onde reportou o sucedido ao Estado Maior da Força Aérea. Alguns colegas do jovem piloto ainda insinuaram que o Furriel José Francisco teria visto a Barragem de Castelo de Bode de cabeça para baixo, mas este contrapôs, de forma veemente: "Não sou doido ! Se tivesse efectuado um voo invertido, com certeza que teria espetado na cabeça os quatro parafusos que estão salientes no teto do avião".
PERGUNTO: Foi OVNI? Foi alucinação? Foi "peta"? Quem souber explicar que o faça, porque eu não sei, não vi, não estive presente no avião... apenas sabendo e acreditando convicto que o Xico Rodrigues não mentiu... e viu qualquer coisa!

domingo, 5 de outubro de 2008

O ANIVERSÁRIO DA B.A.3

* Faltam poucos dias para que aquela que foi a Base Aérea nº. 3 passe mais um aniversário... agora como uma infra-estrutura do Exército, que ali vai gozando as mordomias que a Força Aérea por lá deixou.
* Não vale a pena chorar pelo leite derramado, pois o que passou é história e aquela que ali foi vivida pela Aeronáutica, inicialmente, e pela FAP, à posteriori, pode ser considerada como um relevante serviço prestado à Pátria em geral e à causa do ar em particular.
* Foi naquela Base que a Aviação de Caça se prestigiou grandemente, como atesta o galgo ostentado no seu brasão! E a sua divisa "RES NON VERBA" - Actos e não palavras - dá cabal resposta àquilo que seria o carácter dos Homens que a serviram!
* NO DIA 25 DE OUTUBRO ESTAREMOS TODOS - OS QUE SENTEM SAUDADES DA BASE AÉREA Nº. 3 - EM FRATERNO CONVÍVIO, RECORDANDO AS PERIPÉCIAS VIVIDAS NA SUA BASE! SERÁ UM DIA EM QUE VÃO DESFIAR RECORDAÇÕES, REVER AMIGOS E MATAR UM POUCO AQUELAS SAUDADES QUE VÃO SENDO CADA VEZ MAIS SENTIDAS POR TODOS NÓS.
* AS INCRIÇÕES PARA O ALMOÇO - A REALIZAR NO RESTAURANTE DA QUINTA DA PONTE DA PEDRA - ESTÃO A DECORRER EM BOM RITMO.
* ESTIVESTES NA B.A.3... PORQUE ESPERAS PARA TE INSCREVER? CONTACTA PELOS TELEFONES 219 264 511 OU 937 033 257. VEM PARTICIPAR NO ANIVERSÁRIO DA BASE AÉREA Nº. 3.