sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ASSIM SE FEZ HISTÓRIA...

* Naquele dia 11 de Março de 1975, fui protagonista, involuntário, de mais uma daquelas cenas de que o PREC foi tão pródigo! Entrei de serviço de escala, na Base Aérea nº. 3, no dia 10, pelas 10H00. Durante a noite a Unidade esteve numa situação de prevenção simples, em razão das convulsões previstas pelo antagonismo dos agricultores e de algumas células mais activas do Partico Comunista. A zona de Rio Maior estava num estado de prontidão a aguardar, nas barricadas, a tão propalada investida dos senhores da Reforma Agrária, que andavam a fazer a ocupação das terras. Os agricultores de Rio Maior estavam decididos: - "Aqui eles não põem os pés!".
* Pela madrugada foi solicitada autorização para abertura do portão da Porta d'Armas, para entrada de um jeep que transportava Pilotos, que iriam fazer uma evacuação sanitária. Com aval do Oficial de Dia, abriu-se o portão e os pilotos entraram, sem problemas. Passado um bocado, a viatura do 1º. Comandante apresenta-se na Porta d'Armas, transportando um "idoso" apresentado como "pai" do Comandante, que ia ser evacuado. Porque era o Comandante, entrou sem mais perguntas, dirigindo-se, acto contínuo, para o edifício da Torre de Comando. Passados que são alguns minutos, já há "hélis" no ar e levantam logo depois dois aviões T-6, sendo um deles pilotado por um Capitão vindo da BA7 - Aveiro e o outro por um Major da BA3.
* Entretanto entraram na Unidade grupos de Militares... trajando à civil, munidos de armas de diversos tipos. Alguns foram-se fardando, aos poucos, havendo outros que apenas envergaram casacos de camuflado, mas também dispunham de armas.
* Em determinado momento foi lido, por um Oficial da Base, um documento elaborado pelo General Spínola. Falava de uma "Matança da Páscoa" que estaria a ser preparada por guerrilheiros Sul-Americanos de inspiração comunista, que se encontravam sobre protecção do Regimento de Artilharia de Lisboa - o célebre RALIS. Dizia-se no documento que já estaria em Lisboa uma força de Tropas Páraquedistas, que iriam tomar o covil dos "assassinos" para fazer valer a ordem no seio das Forças Armadas.
* Porque a Unidade continuou na situação de "prevenção", fui para o Clube ouvir as notícias sobre os acontecimentos... mas não era Rio Maior e as barricadas a merecer o destaque, mas sim o ataque aéreo ao RALIS, que havia provocado um morto - o Soldado Luís - e danos avultados nas infra-estruturas do aquartelamento. Os Paraquedistas estavam a dialogar com o Major que estava a dar a cara pelo RALIS, com o consequente aproveitamento partidário, claro.
* Na altura em que o General Spínola se apercebeu estar a perder a "batalha", dirigiu-se a um dos helicópteros e... foi a fuga para Espanha. Na Base, aproveitando o momento, deram a cara, pela primeira vez, os famigerados SUV (Soldados Unidos Vencerão), que trataram de arrombar as bagageiras dos carros estacionados junto à Torre de Comando, de onde tiraram inúmeras armas de tipo variado. Apenas nessa altura a BA3 viu aquilo que acontecera: Foi usada para que pudesse dar-se um pouco de verdade ao programa preconizado pelo MFA para este País: DEMOCRATIZAR...
* O tempo mostrou que democratizar não é feito com um estalar de dedos, pois tem de haver um verdadeiro espírito nas mentalidades... e não é por acaso que o Zé Povinho diz que "BURRO VELHO... NÃO APRENDE LÍNGUAS"!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A CONQUISTA DA BOINA AZUL

Boina Azul... Boina Azul...
...te conquistei!!!
Nesta vida, para sempre
Te usarei!!!
**
Foi um sonho...
arrebatador... encantador!!!
A tua cor e a tua fita
têm valor...
***
...Boina Azul... Boina Azul...
...te conquistei!!!
Nesta vida, para sempre
Te usarei!!!
**
Para sempre...
em delírio, cantarei:
Boina Azul... Boina Azul...
...te conquistei!
Música de "CO'ME PRIMA"
Adaptada por Victor Elias

A CAMINHO DE ÁFRICA

Em dia do Juramento de Bandeira
***
No momento da partida, os Homens da Força Aérea não esqueciam a Base onde se formaram Soldados da Pátria.
***
Adeus, B.A.3 querida...
Adeus, vou-te deixar...
E levo, dentro do peito,
a doce esperança de cá voltar!
***
Coragem, não esmoreças,
e não te entregues à tua dor...
pois levas dentro do peito
a linda imagem de um grande amor!
***
Terras de Tancos, falai se pode ser...
dizei se ainda, a B.A.3 torno a ver...
Óh, que ventura, se cá tornar a vir...
Adeus, óh B.A.3! Adeus que vou partir!

Música de CAVIAR
Letra de ARAÚJO