segunda-feira, 30 de junho de 2008

HERÓIS DAS ALTURAS

*
Os briosos cavaleiros dos céus
-para cujo saber não há labéus,
voando nos avões barulhentos,
sempre ao sabor do azimute,
em voos suaves ou turbulentos,
a sua audácia não se discute.
Mesmo correndo graves perigos,
enquanto olham pelos postigos,
prestam serviços fundamentais
aos que sofrem as agruras da guerra
e palmilham os caminhos infernais
para segurança das pistas em terra.
Bravos pilotos, em voo sobre as savanas,
transportam as boas notícias mundanas
e os alimentos que já escasseiam
sempre prontos, no perigo e na missão,
nas ondas do vento se balanceiam
atentos aos instrumentos do seu avião.
São homens...heróis lá nas alturas,
que nos merecem eterna gratidão;
ajudam a minorar as amarguras
dos soldados que vivem no sertão.
j
in
( Diário de um combatente-Abril 1967)
tirado da net

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A SAUDADE FALA...

para melhor leitura clica em cima do texto
Um Poema de
Victor Manuel Elias

domingo, 22 de junho de 2008

RES NOM VERBA - Sempre!!!

O GALGO - símbolo da caça e da B.A.3

* - Alguém disse, um dia, referindo-se à Base Aérea nº. 3, que esta apenas seria importante enquanto fosse uma Unidade composta por pessoas importantes.
* - Creio que esse alguém teria razão no raciocínio expandido.
* - Sabemos e acreditamos que a BA3 jamais se apagará da memória daqueles que a procuraram honrar e souberam fazer dela uma Unidade diferente, procurando dar a todos aqueles que, um dia, ultrapassaram os seus portões, a exacta noção do sentido do Dever cumprido para com a Pátria e para consigo mesmo, contribuíndo de uma forma indelével para o prestígio e engrandecimento da Força Aérea.
* - E onde se situava a Base Aérea nº. 3, pergunta-se, depois que alguém decidiu encerrá-la?
* - Procura-se não caír na tentação fácil de voltar a tecer loas de engrandecimento da Base e da sua área de implementação, mas sempre direi que não se torna necessário fazê-lo, porquanto os poetas têm-se comprazido em cantar toda a magnificência do local, que é um verdadeiro hino à natureza. Mas bastaria uma razão para o não fazer, mesmo havendo a tal ajuda poética dos nossos vates, ao longo dos tempos: É que foi naquele mesmo espaço, onde outrora a Força Aérea formou milhares de Homens em armas e com "asas", visando o cabal cumprimento da Missão Primária que estava cometida à FAP, que funcionou, a partir de 1888, um Batalhão de Aeroestatação Militar, querendo isto dizer que foi ali, naquele mesmo local, que os Militares portugueses lançavam os seus balões de ar quente.
* - Com o Decreto nº. 16.134, de Novembro de 1918, criou-se a Direcção de Aeronáutica e a Escola Militar deb Aeronáutica, que a partir de 1920 começou a funcionar em Sintra - Granja do Marquês. O mesmo Decreto criou a Esquadrilha Mista de Treino e Depósito, que a partir de 1921 passou estar situada em Tancos, com a designação de Esquadrilha de Caça. Com a criação da Arma de Aeronáutica, passou a funcionar em Tancos o Grupo Independente de Protecção e Combate. Em Tancos manteve-se em actividade, até 01 de Janeiro de 1939, o Grupo de Caça, mudando então o nome para BASE AÉREA DE TANCOS. No dia 30 de Outubro de 1939, a Unidade adoptou oficialmente o nome que, orgulhosamente, ostentou até à data do seu encerramento BASE AÉREA Nº. 3.
* - Mas... a resposta pedida era para a pergunta: ONDE SE SITUAVA A BASE AÉREA Nº. 3?
E a resposta é simples de dar: Estava situada junto ao Rio Tejo, mesmo ao pé do Templário Castelo de Almourol, numa zona luxuriante que é conhecida como "Polígono de Tancos". Nesse Polígono funcionam algumas Unidades Militares, como o Batalhão de Ponteneiros de Engenharia, a Base de Tropas Paraquedistas, a Escola Prática de Engenharia... e agora, na antiga BA3, o Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GAL).
* - É caso para dizer: o bom filho à casa torna, pelo que o retorno do Exército àquela Unidade era de prever, depois que os Páraquedistas transitaram da Força Aérea para aquele Ramo das Forças Armadas.
MAS A BASE AÉREA Nº. 3 É ETERNA, NA MEMÓRIA DAQUELES QUE NELA SERVIRAM, COM ORGULHO!

sábado, 14 de junho de 2008

À ex-BASE AÉREA Nº. 3 - TANCOS

Memórias...
...
...de ti, Base distante,
que mesmo estando presente
nos momentos de saudade...
...és ternura feita passado,
e daqueles que em ti serviram,
alguns nobres Soldados
que juraram defender
não só a Pátria Bandeira,
mas também o teu brasão,
mercê d'essa divisa
escrita no seu coração:
"RES NON VERBA"
aquela que sempre usastes,
com honra, orgulhosa...
...até que te vistes encerrada
naquele dia tão lembrado
pelos que sempre te honraram
e que vivem a plena certeza
de que jamais morrerá
a saudade agora sentida...
...e fazem profissão de fé
desta certeza da vida:
"AS BASES...MORREM DE PÉ!"
...
Victor Manuel Elias

sábado, 7 de junho de 2008

DEFESA AÉREA...

Avião Dornier DO - 27, que serviu na Guerra no Ultramar
* Foi entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial que a aeronáutica militar veio a conhecer um desenvolvimento a todos os títulos prodigioso, seja no domínio tecnológico - maiores performances, sincronização do tiro de metralhadora através do hélice... - quer no domínio das doutrinas de emprego - criação dos caças, aviões bombardeiros, etc. A potência do bombardeamento aéreo, através de grandes formações de aviões transportando bombas bastante pesadas, é rápidamente percebida e analisada pelos especialistas teóricos, que vão ao ponto de considerar que a decisão estratégica deverá passar a ser obtida pela devastação das forças militares e dos civis adversários, que se encontrem atrás da linha da frente de combate das tropas. Essas teorias são aplicadas pelos Alemães durante a Batalha de Inglaterra, mas sobretudo pelos estrategas anglo-saxões durante a Segunda Guerra Mundial.
* A finalidade estratégica primária da aviação é alcançar a supremacia aérea logo nas primeiras horas do conflito, destruíndo as forças aéreas inimigas. A partir deste desiderato alcançado, poderá dedicar-se a missões autónomas de caça ou bombardeamento dos objectivos do inimigo, colaborando também em outras operações, nomeadamente o apoio táctico ao solo, missão que, nas Forças Aéreas modernas, é, regra geral, cometida aos helicópteros. A informação, o reconhecimento ou o patrulhamento constituem também missões tradicionais, cada vez mais importantes na aviação militar.
* O rápido incremento e desenvolvimento do processo tecnológico modificou profundamente a aviação e constrange-a a uma adaptação permanente. O míssil aumenta o seu alcance, a sua potência de destruição e de precisão. O armamento designado de 'inteligente' possibilita alcançar os danos desejados com menor esforço e aumenta a sobrevivência das aeronaves, pois é lançado fora da envolvente dos alvos antiaéreos que defendem os objectivos. A competição entre medidas e contramedidas electrónicas torna-se a chave da eficiência nas acções aéreas. A espionagem aérea traz novas prespectivas à aviação no seu esforço para escapar à detecção dos radares.
* É essa uma das razões para a evolução que a Força Aérea Portuguesa tem vindo a sofrer... não sendo equipada com os F-117 da Lockeed ou os B-2 da Northrop, mas apenas com os "modestos" F-16... o que já nem é mau de todo, considerando o tipo de aviões utilizados na Guerra do Ultramar! Modernices, diriam alguns...

domingo, 1 de junho de 2008

SÚMULA HISTÓRICA

Jacto F-86 na Base Aérea nº. 2
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* Por vezes, para que se entenda bem aquilo que aqui vamos divulgando, há que fazer uma síntese de tudo o que se foi escrevendo, em jeito de súmula, resenha, resumo ou aquilo que se pretenda entender como lógico.
* Já vimos o que foi o nascimento da Aeronáutica e os inícios da Força Aérea, mas vamor lá pôr tudo por etapes cronológicas: - Em 1909 fundou-se o Aero Clube de Portugal e efectuaram-se as primeiras exibições aéreas com pilotos franceses. O primeiro voo sobre o Tejo realizou-se em 1910, mas apenas em 1912 um piloto português, Sanches de Castro, realiza esse mesmo voo.
* A Escola de Aeronáutica Militar, que havia sido inaugurada em Vila Nova da Rainha em 01 de Outubro de 1916, teve como alunos oficiais do Exército e da Marinha, destacando-se nomes como Sacadura Cabral, Joaquim Caseiro, Francisco Cunha Aragão, Salgueiro Valente, Carlos Beja, Cifka Duarte e Santos Leite, entre os pioneiros. Mais tarde, notabilizam-se os nomes de Sousa Maya, Óscar Monteiro Torres, Norberto Guimarães ou Lelo Portela.
* A aquisição de aviões foi-se processando, enquanto militares voluntários do Exército e da Marinha iam obter, em França, o brevet de piloto-aviador, alguns integrando Esquadrilhas de Aviação francesas, quando Portugal entrou na I Guerra Mundial (1914-18) ao lado dos Aliados. Em consequência dessa I Guerra Mundial e para defesa dos territórios africanos de Portugal em África, organiza-se a 1ª. unidade aérea operacional portuguesa, que em 1917 de instalou em Mocímboa da Praia, no Norte de Moçambique. Em 1918, embarca para Angola a chamada "Esquadrilha Inicial Colonial".
* O número de aviões e efectivos humanos foi aumentando durante os anos 20, ampliando-se assim o dispositivo; a aviação militar portuguesa entra nos anos 30 com maior poder, tendo alguns dos seus pilotos participado como voluntários na Guerra Civil de Espanha, onde se notabilizaram pelo valor e coragem. No seguimento dos voos sobre o Atlântico, levados a cabo na década de 20, Sacadura Cabral e Gago Coutinho empreendem a primeira travessia aérea do Atlântico entre Lisboa e o Rio de Janeiro, abrindo caminho a outros feitos de importância histórica: primeira travessia nocturna do Atlântico Sul, efectuada por Sarmento Beires em 1927; a primeira viagem aérea Lisboa-Lourenço Marques-Lisboa, em 1928; a viagem de ida e volta entre Lisboa e Luanda, em 1930; a viagem de ida e volta entre Lisboa e Dili, realizada por Humberto Cruz e Gonçalves Lobato, em 1934.
* Em paralelo com tais empreendimentos, foram sendo criados os organismos oficiais: - Arma da Aeronáutica, reorganizada com comando-geral, bases aéreas de caça e bombardeamento e Grupo de Defesa Terrestre contra Aeronaves, em 1937; criação, em 1941, da Sociedade Açoreana de Transportes Aéreos (SATA), a abertura do novo Aeroporto da Portela de Sacavém ao tráfego internacional, em 1942; a passagem dos Transportes Aéreos Portugueses (TAP) a sociedade anónima, com origem num organismo do Secretariado de Aeronáutica Civil, em 1953.
* Em 1952 a Força Aérea Portuguesa tinha passado a ser Ramo Independente das Forças Armadas. Desde o ano anterior que havia sido dotada com aviões a jacto F-84 e 86, e em 1958 com helicópteros. É também enriquecida com a criação das Tropas Páraquedistas, no ano de 1961, fundamentais no esforço que se tornou necessário suportar em virtude dos acontecimentos desencadeados em África, nomeadamente em Angola, Moçambique e Guiné, tendo de permanecer nesses territórios até à independências dos mesmos.
* A partir de 1975, a Força Aérea reorganiza-se de acordo com as novas dimensões do espaço geográfico e os compromissos resultantes da sua total integração na Aliança Atlântica.