sábado, 24 de maio de 2008

FORÇA AÉREA NO PASSADO...

Dornier DO 27
Gladiator MK II

Tiger Moth
  • Os aviões vão mudando... as instalações transformam-se e adaptam-se, o pessoal aprende... mas a Força Aérea mantem-se imutável, porque a sua missão está determinada e todos dão o melhor de si para que seja cumprida sem receios, porque se actua com consciência plena daquilo que lhes é exigido. ---------------------------------
  • As aeronaves operadas não são o último grito da tecnologia... têm muitas horas voadas... há muito que outras máquinas são empregues nas missões, com outros resultados... mas cada um de nós, que consubstancia a Força Aérea de ontem, de hoje ou de amanhã, continua a ser o espírito da missão cometida para todos os tempos, porque a Força Aérea Portuguesa foi, é e será sempre aquilo que nós dela soubermos fazer com os meios que em cada momento vão sendo colocados à disposição para que a missão seja cumprida! --
  • Tal como as aeronaves, também as Unidades vão sendo sacrificadas pela voragem do tempo, mas novas instalações vão surgindo, vão sendo reconvertidas outras, adaptadas às novas realidades de uma Arma sempre em evolução, porque a vida é imutável... mas o amanhã constrói-se hoje!

terça-feira, 6 de maio de 2008

III - AERONÁUTICA MILITAR

Sabre F-86

  • * Ao iníciar-se a era do "avião a jacto", os alemães foram os primeiros a construír esta aeronave, em 1939, usando desenhos de motores feitos pelo inglês Whittle, que se tornaram decisivos para o desenvolvimento deste tipo de avião. As velocidades dos aviões comerciais começariam então a aproximar-se da velocidade do som.
  • * Como já se falou aqui, o vôo dos pássaros inspirou o homem a realizar viagens aéreas. No entanto, não se elevou com asas sobre a superfície terrestre, mas sim num balão, que é MAIS LEVE QUE O AR! Os balões eram veículos perigosos, pois não podiam ser dirigidos; os dirigíveis eram mais seguros, porém lentos e aparatosos. Por essa razão, acabou se impondo o princípio MAIS PESADO QUE O AR, que dominou o desenvolvimento da aviação. Quer seja a aeronave mais leve ou mais pesada que o ar, o seu desenho e a sua capacidade de vôo dependem apenasdas qualidades do ar: densidade, pressão, temperatura, etc. Não é difícil entender que um balão cheio de gás mais leva que o ar se eleve. Mas para compreender como um avião pesado pode voar... é necessário entrar nos domínios da aerodinâmica. Quando um avião se locomove pelo ar, este passa pelas partes superior e inferior das asas.
  • * Devido à ligeira curvatura (aerofólio) destas e ao seu ângulo, a corrente de ar é mais rápida na parte superior do que na parte inferior, onde se detém. O resultado é o de uma forte "aspiração" na parte superior, apoiada por uma menor pressão na inferior. Essas duas razões dão origem ao impulso ascendente das asas do avião. Este é impelido para a frente em virtude do seu próprio peso, como acontece com os planadores, ou pela força do motor. Quando o motor põe o hélice em movimento, as pás desta cortam o ar como se fossem asas. Produz-se então uma força de sucção na parte da frente, a qual diminui à medida que o avião aumenta de velocidade. Essa força faz com que o aparelho seja impelido para a frente. Quando a resistência do ar é igual à força de tracção da hélice, o avião alcança uma velocidade constante. No ar pouco denso, encontrado a grandes altitudes, a resistência é baixa; aí, então, a hélice não funciona bem.
  • * O avião a jacto não possui hélices. No seu turbojacto o ar é aspirado, indo contribuír para a queima de combustível. Os gases do escapamento são lançados, a grande velocidade, para trás, produzindo uma força de reacção para a frente. O rendimento é melhor à medida que a velocidade aumenta. O motor a reacção consegue trabalhar numa atmosfera menos densa do que o hélice.